Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
Não se pode ter tudo...

Mesmo tendo garantido que não sairia do BE, o ideal teria sido esta linda rapariga entrar numa das listas do Partido Socialista. Todavia, apesar do sotaque e não obstante o que lhe vai de facto na cabeça,
Joana Amaral Dias, psicóloga e investigadora, ex-dirigente do Bloco de Esquerda, já está emoldurada e na parede do atelier. É bonita, explica-se de maneira inteligível, faz bem à vista.
Inês Medeiros, porém, também fica bem na fotografia. Mas emoldurada e na parede é para outros gostos e outras tendências. Pessoalmente preferia que tivessem tentado convencer a
Lúcia Moniz.
Tenho pena que a tal
Sanfona, vagamente bonita, se tenha embrulhado mesmo no final do mandato e fique arrumada em Alpiarça. Enfim... não se pode ter tudo.
+ Blog 5 Dias
Etiquetas: Joana Amaral Dias, Partido Socialista
A frente blogosférica?

Dos nomes que participam no novo blog
SIMplex reconheço alguns amigos e outros nomes conhecidos. Esperemos que este espaço de notas e de opinião não deslize para um sítio de excessos de enaltecimentos. Contem comigo para a leitura diária.
Não preciso ser convencido, mas mesmo assim, convençam-me.
Fica a actual lista de participantes no blog
SIMplex. E deixo também o link.
Ana Paula Fitas, Ana Vidigal, André Couto, Bruno Reis, Carlos Manuel Castro, Carlos Santos, Diogo Moreira, Eduardo Graça, Eduardo Pitta, Gonçalo Pires, Hugo Sousa, Irene Pimentel, José Reis, João Coisas, João Constâncio, João Galamba, João Pinto e Castro, Luís Novaes Tito, Miguel Abrantes, Miguel Vale de Almeida, O Jumento, Palmira F. Silva, Paulo Ferreira, Pedro Adão e Silva, Porfírio Silva, Rogério da Costa Pereira, Rui Herbon, Rui Pedro Nascimento, Simplex, Sofia L Santos, Tomás Vasques.
Acreditamos num socialismo moderno que aposte no papel do Estado, com serviços públicos de qualidade para todos, com igualdade de oportunidades e no quadro de uma economia de mercado regulada por parâmetros europeus. O PS do centrão e as políticas neo-liberais no trabalho e na economia não nos interessam.
(…)
Queremos, em suma, que o Partido Socialista ganhe as eleições de 27 de Setembro próximo, de preferência com maioria absoluta. Só ele pode contribuir decisivamente para que Portugal se mantenha na vanguarda política do século XXI.
In Manifesto do SIMplex
Blog SIMplex
Etiquetas: Blog Simplex, Partido Socialista
Critérios e abordagens

A acreditar que "
A Cultura segundo Sócrates" é um post que transmite informação credível, e com a respectiva vénia aos profissionais nele mencionados – do espectáculo, da representação e da 7ª Arte, da literatura – ficam dois livrinho que, depois de lidos,
podem facilitar a abordagem da Cultura, coisa tão complexa e transversal. Um, assim como que uma base temática para o ensino, de Dietrich Schwanitz, tradução de Lumir Nahodil, edição da D. Quixote, 2004, com o título
Cultura – Tudo o que é preciso saber, um sucesso de vendas, e um outro, de António José Saraiva, com o título
Cultura, da colecção O que é, editado pela Difusão Cultural, 1993, um opúsculo para um entendimento minímo da Cultura, complementado por uma entrevista conduzida por Leonor Curado Neves.
Portugal dos Pequeninos > A Cultura segundo Sócrates
Etiquetas: Cultura, Partido Socialista, Sócrates
A política sem riscos

Vai para uns quantos anos, penso que na vigência de António Guterres, Mário Soares alertou para a percepção de que o PS se estaria a transformar numa “
agência de empregos”. Ficou o aviso e todos fizeram ouvidos moucos. Com mais uns anos em cima é fácil concluir que o Partido Socialista – tal como o PSD – tem essa valência muito acentuada, sendo perceptível que praticamente tudo orbita em torno de enredos de projectos e de negócios, tal como uma malha muito complexa de empregos dependentes do grau de poder do Partido. Ora, neste contexto em que quase todos sabem que, se quiserem, conseguem um emprego ou uma pequena empreitada, conquanto alinhem com a direcção partidária, é perfeitamente natural que os princípios vão à vida e as ideias políticas metidas no congelador à espera de melhores oportunidades.
Leonor Coutinho, por exemplo, arreliada com a “mudança de regras a meio do jogo”, revela bem um modo pouco recomendável de estar na política e encarar o discernimento do povo, atitude que fez escola e já está interiorizado por grande parte dos jovens socialistas.
Quando apresentei a minha candidatura disse que era perfeitamente compatível o lugar de deputado com o de candidato autárquico, porque se ganha a eleição, obviamente a lei define que o cargo não é compatível, agora um vereador da oposição não tem emprego na câmara, para se dedicar a essa tarefa tem de ter outro emprego.
É isso mesmo:"
Escolham!", terá dito
Manuel Alegre, pedindo aos visados que façam pedagogia, que dêem o exemplo. O que, estou em crer, é um apelo que de nada servirá, desde que
Elisa Ferreira e
Ana Gomes mantenham as suas candidaturas às Câmaras Municipais do Porto e de Sintra.
Pois é… é o que temos, meus senhores. E a tendência é piorar. É que, depois da frase de antologia "
Quem se mete com o PS, leva!", parece provado outra coisa misteriosa: que não se molha quem anda à chuva com o PS.
DN no Sapo
Etiquetas: Partido Socialista
Mas o que é isto?

Não. Não é só a falta de profissionalismo e criatividade dos designers que trabalham para o Partido Socialista. Há decerto mais qualquer coisa escondida, mais profunda, que orienta para o piroso, para a linha de leitura baixa.
A campanha de 2005 do Partido Socialista proponha uma mudança de rumo através deste outdoor de uma pobreza gritante. Aliás, para sermos honestos, nem era preciso dizer ou fazer fosse o que fosse já que as eleições estavam ganhas, na fatalidade desta alternância. O mérito não devia ter recaído nos tipos do marketing, mas antes em Durão Barroso – daí o “porreiro, pá!” e o recente apoio à sua candidatura por parte de Sócrates –, e em Santana Lopes, na altura o bombo da orquestra.
Os responsáveis partidários não são nada exigentes em relação à concepção das mensagens. Hoje, tempo em que é necessário produzir objectos inovadores e de qualidade também nas campanhas eleitorais, deparamos com esta coisa desconexa, um Sócrates rodeado de mulheres, uma mensagem visual em que não se consegue vislumbrar o sentido, por muito boa vontade. É razoável perguntar se será deliberadamente impenetrável? Ou será que o voto feminino é o suposto último reduto, pensando que colocar mulheres no suporte visual vai angariar votos femininos? Infantil. Já agora, quem é a rapariga? É a irmã do designer, é a account júnior da agência, é prima de Sócrates, quem é? É a linha média da imagem fas mulheres portuguesas? Adiante.

Não creio que a concepção deste outdoor seja já produto dos "homens de Obama". Por isso aguardo curioso o que vem para aí… É que isto de escrever discursos inteiros nos outdoors, folhas de papel de luxo, é um opulência que o PS devia evitar, reflectindo sobre o estado de penúria de grande parte dos portugueses. Campanhas à Terceiro Mundo, diríamos. Enfim...
Se fosse “homem de Obama”, examinando a parolice modernaça que levou a imagem de Sócrates à exaustão – o que é uma proeza na Europa – por gozo proporia uma operação plástica, qualquer coisa como esta remodelação e, quem sabe, da saturação saltaríamos para o charme.

Em certa medida como contraponto, deixo um exemplo de uma peça de campanha do SPD, muito bem engendrada, sobre a protecção das espécies. Quem tiver curiosidade, também pode dar um salto ao Flickr e espreitar a campanha para as europeias.

Campanha bem concebida, apesar da derrota do SPD. Fica o link.
Flickr > Peças de campanha do SPD para as europeias
Etiquetas: Partido Socialista, Sócrates
De Peniche ou de Vilar de Maçada?
Quando se presume que Sócrates, apesar de ter muitas conversas com Manuel Alegre, na realidade quer é vê-lo longe e reformado, não tem lógica, excepto num quadro elaborado de fingimento, que esteja a fazer um enorme esforço para que o histórico integre as listas do PS, nem que seja no simbólico último lugar. Estamos sempre a aprender com as “inovações” desta nova cartilha “moderna”. Soares, como muitos frisam, tem muitos defeito. Mas poucas vezes a sonsice foi a base do seu comportamento e da comunicação política. Outras escolas... modernas também.
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista, Sócrates
Actores fatigados?

No meu círculo de amigos, quando o PS sobrevivia na oposição, nunca poupei críticas a algumas personagens do governo de
Durão Barroso ou de
Santana Lopes e a este durante a sua presidência na Câmara Municipal de Lisboa. Antes, na última fase do governo de
Guterres, vendo que uma certa tropa sequiosa de trocos estava a seguir à risca as "instruções", fazendo pela vidinha antes que a coisa acabasse, larguei críticas, sobretudo nas situações em que me parecia que alguns gananciosos desvendavam o dinheiro como o seu objectivo principal, aproveitando as suas posições de pequeno e grande poder. Apesar de ter sentido na carteira o cacau que brotou no tempo do cavaquismo, critiquei certas figuras públicas que estragavam o ambiente – entre elas Dias Loureiro e o negócio do saneamento em Marrocos –, dando sustentabilidade ao que mais tarde Guterres, na hora da desistência, classificou de "pântano". Conhecendo o PS desde 1974, fico incomodado quando penso sobre o que ele pode representar ou ser enquanto escola, retirados uns quantos valores e princípios orientadores. Talvez por isso reconheça em Sócrates muitos dos estigmas da cartilha "política", em particular quando tenta fazer com que a mentira pareça verdade – provavelmente inebriado com os fascinantes cenários construídos pela circunstância das suas próprias palavras… ou que lhe constroem. Porém, tendo em conta o frenesim duma certa cavalaria imbecil, gabo-lhe a persistência e o esforço, apesar de me parecer que os pequenos poderes, aliados aos grandes, o podem fazer passar de um bom líder para idiota útil no tempo dum fósforo.
Não será exagerado concluir que nestes últimos tempos a mentira fez escola, convertendo-se não num instrumento político aceitável e positivo (nalguns casos, claro), mas antes num empecilho instalado no discurso e na descodificação deste. Será a insistência na mentira – não na verdade, como nos quer fazer crer a Dra. Ferreira Leite, veja-se a dificuldade da senhora dra. em a usar de maneira escorreita – que poderá acentuar o desaire do PS. Todavia, não é recomendável deixar de mentir, especialmente em política. O que é aconselhável é rever a maneira de dar forma às mentiras. Caso não se consiga alterar a construção do discurso, de modo a torná-lo mais autêntico e persuasivo, então talvez seja útil pensar em mudar o actor e escolher um menos cansado e mais convincente, um outro que consiga provocar palmas genuínas, mesmo mentindo. É que, em política, o cansaço, a saturação, a previsibilidade não perdoam.
Etiquetas: Partido Socialista, Sócrates
Lost in translation?
“En politique une absurdité n'est pas un obstacle.”Napoléon BonaparteAlém de ser um absurdo evocar razões patrióticas para justificar o apoio à candidatura de Durão Barroso – um tipo que, sejamos justos, é um bom exemplo de patriotismo, como teve oportunidade de demonstrar em várias ocasiões, entre muitas, pirar-se daqui patrioticamente –, é uma situação que faz arrepiar qualquer militante do Partido Socialista com três dedos de testa, alguma informação e alguma formação política. Até mesmo a alguns da “nova vaga (pseudo) moderna” ter-lhes-á corrido um arrepio pelo costado. Aliás, esta declaração de apoio (que, na verdade, já não espanta e tem a ver com uma certa atitude política - modernaça) vem na sequência da cúmplice e genuína interjeição do “
Porreiro, pá!”, por certo a demonstração que se desenrolam dois filmes em simultâneo: um para os otários no bolso e outro para gente extraordinariamente esclarecida, com muito, mas mesmo muito pensamento estratégico e respectivos segredos partilhados com os deuses – como diria o Exmo. Sr. Dr. Jorge Coelho “
É perfeitamente natural, qual é o problema?”.
Especulando, estou em crer que o Exmo. Sr. Eng. José Sócrates já está a trabalhar para a cadeira da Presidência da República, depois de Cavaco Silva. Se não for isso, só pode ter a ver com a suposta constituição de exército europeu, ou com o cerco à Coreia do Norte, ou com o Irão. Jerusalém e Palestina entrarão neste filme? Ou será a Internacional Socialista? Quem sabe, talvez por causa da prevalência do petróleo em relação às energias renováveis. Ou ainda, vá lá a gente adivinhar, resquícios do “
Acordo das Lajes” e amigos comuns na Inteligência dos Estados Unidos. Bom… não consigo alcançar. Vitalino é Macau… Mais uma chinesice?
Então as “armas de destruição maciça” tão apregoadas pelo Exmo. Sr. Dr. Durão?
Nã… não encaixa.
Professor Vital dê mais dicas. Haverá mãozinha do Exmo. Sr. Dr. Vitorino ou andará mais uma vez, por aí, um vento de
Zédu.
Etiquetas: Durão Barroso., Partido Socialista, Presidência Europeia
A lei do silêncio
“Não sei se o mundo já está plano,
mas está certamente a ficar cada vez mais plano”Thomas Friedman
Passando de carro por Lisboa, não tive outra opção senão olhar para o Exmo. Senhor Professor Doutor Vital Moreira, em cada semáforo, em cada esquina, estampado em outdoors enormes, com a mensagem intrigante de “
Nós, Europeus”.
Não creio que o Exmo. Professor Doutor consiga angariar mais votos para o Partido Socialista. Aliás, estou quase persuadido a admitir que a ideia é precisamente essa, sabendo de antemão que o cabeça de lista irá com certeza montar casa em Bruxelas, neste novo tempo de Obama, para dar uma mãozinha na nova Europa pós-bush ou pós-neocons.
Impressionado com os outdoors, de tão exagerados, por associação linear de pensamentos decidi praticar umas releituras em diagonal. Folhei o livro de Rui Perdigão, “
O PCP visto por dentro e por fora”, da editora Fragmentos, de 1988; lembrei-me de
Cândida Ventura e das fascinantes histórias que um amigo me foi contando sobre ela, julgo que a viver em Vila Franca de Xira; recordei o divertido
José Pinhão - que me comprou uns quadros - ou o
Chico da Cuf, que conheci na editora de um amigo. Na realidade, a mensagem “Nós, Europeus”, associada a
Vital Moreira, introduziu-me num mundo de dúvidas e descrenças, por assim dizer, de propriedade niilista.
Também peguei em dois livros de
Zita Seabra – “
Foi Assim”, da editora Alêtheia, de 2007 e “
O nome das Coisas – Reflexão em tempo de mudança”, das Publicações Europa-América, 1988. Reli os sublinhados.

É uma data incómoda sem qualquer dúvida para muitos daqueles que , mantendo-se fiéis ao socialismo, diferenciam entre a ideologia que defendem e os erros, distorções e desvios da sua aplicação prática.
Sublinhado no capítulo “Praga – 20 anos depois”, em "O nome das Coisas"
-

Acaba de ser trazida a público a tragédia de Kuropaty. Perto de Minsk foi descoberto um lugar de execuções maciças.
Este lugar de morte funcionou todos os dias, de 1937 a Junho de 1941. São soviéticos mortos, fuzilados com uma bala soviética. (…)
Como em média cada túmulo contém 200 cadáveres, como até agora foram descobertas 510 valas comuns deste género, nós teremos o número de 120.000 vitimas (…).
Sublinhado no capítulo “Ainda o Passado”, em "O nome das Coisas"
-
Para transformar a realidade é imprescindível começar por não a esconder. (…)
Só assim poderão identificar-se connosco os que aqui em Portugal, como por todo o mundo, sonham com uma sociedade em que os homens consigam libertar-se de todas as opressões e que dão a esse ideal o nome de socialismo.
Sublinhado no sub-capítulo “ Assumir o Passado”, em "O nome das Coisas"
Em suma: perplexidades metafísicas provocadas por um simples e paradoxal cartaz.
Estou a ficar velho!
Etiquetas: Europa, Partido Comunista, Partido Socialista, Vital Moreira
Pois é…

Quatro anos depois, o melhor que se arranja é um tal de Fonseca Ferreira.
O PS está disciplinado. Arrumado. Como nunca esteve. Fácil. Não morde a mão do dono. Na prática, está castrado.
Rodrigo Moita de Deus, in 31 da Armada
A ler no 31 da Armada
Etiquetas: 31 da Armada, Partido Socialista
Finalmente… a unanimidade!
Será perda de latim explicar as particularidades das várias conjunturas internas por que passou o Partido Socialista Português, desde os velhos tempos de Mário Soares e do Secretariado, até aos dias de hoje em que já se consegue eleger um Secretário-Geral por quase 97% dos votos, sem mais concorrentes. Caminhando é que se faz o caminho - parafraseando o Dr. Soares. E foi, pois, assim, caminhando, que o PS chegou aqui.
Temos de reconhecer que o pensamento é mais adequado aos tempos. Pragmático, prático, sem emoção, bem representado. E esta sentença do Exmo. Sr. Dr. Vitalino Canas, retirada do site do PS, expressa com precisão o espírito da coisa em vigor.
As pessoas quando olham para o PS não estão à espera que nos esgotemos em debate internos. Estão à espera de um sinal, de uma mensagem. A organização interna é apenas um meio para que esse projecto possa ser desenvolvido.
Exmo Sr. Dr. Vitalino Canas
Habituem-se, portanto.
Partido Socialista
Etiquetas: Partido Socialista, Sócrates
Tripeiros…

Por aquilo que me vai chegando das movimentações partidárias socialistas portuenses, retenho, por enquanto, uma opinião favorável em relação a Renato Sampaio, actual líder da distrital do PS, apesar da sua fragilidade - aliás assumida - de se emocionar demasiado com os discursos inflamados de José Sócrates. No entanto, a polémica candidatura de Pedro Baptista, que certamente não é de pieguices, pode tornar as eleições interessantes. Por exemplo: só o facto de contemplar na sua moção coligações à esquerda nas autárquicas de 2009, já terá provocado calafrios a muito boa gente bem instalada e a uns quantos micro caciques, considerando que essas alterações ambientais podem provocar nas representações internas. É mais do que óbvio que Pedro Baptista pouco ou nada ganhará para além de tempo de antena interno e algum apetite noticioso. Reproduzo um pequeno destaque na notícia da Lusa/Sapo.
Rejeitamos a concepção de disciplina baseada no silêncio, na aquiescência acéfala, no pensamento único ou no não-pensamento e rejeitamos a concepção carreirista da política como serventuário do superior hierárquico.
Pedro Baptista
-
Tripas
Cozinha Tradicional Portuguesa Da Editorial VerboLavam-se as tripas muito bem e esfregam-se com sal e limão. Cozem-se em água com sal.
Limpa-se a mão de vitela e coze-se.
Noutro recipiente cozem-se as restantes carnes e o frango.
Estas carnes retiram-se à medida que vão estando cozidas.
Coze-se o feijão, que já está demolhado, com as cenouras às rodelas e uma cebola aos gomos.
Pica-se uma cebola e «estala-se» numa colher de banha.
Juntam-se todas as carnes cortadas em bocados (incluindo as tripas, frango, enchidos, etc.).
Deixa-se apurar um pouco e introduz-se o feijão.
Tempera-se com sal, pimenta preta moída na altura, o louro e a salsa.
Deixa-se apurar bem. Retira-se a salsa e serve-se em terrina de porcelana ou de barro, polvilhado, segundo o gosto, com cominhos ou salsa picada e acompanhado com arroz branco seco.
-
A este prato devem os Portuenses o epíteto de Tripeiros de que muito se orgulham e que é como que o testemunho da sua reconhecida generosidade.
Dizem uns que esta receita data de 1384 e que se deve ao facto de os Portuenses terem enviado toda a carne para a frota que, chefiada por Rui Pereira, veio em auxílio de Lisboa, cercada por D. João I de Castela; outros atribuem o facto, uma vez mais, à generosidade dos Tripeiros que, em circunstâncias semelhantes, aquando da expedição de Ceuta, ficaram reduzidos a comer apenas as miudezas da carne.
Noticia Lusa/Sapo
Etiquetas: Partido Socialista, Porto
“Tento na língua”, corre por aí
“Elementary my dear Watson”. Nem é preciso repetir. É já a seguir. Mas expliquem, por favor, com alguma brevidade, se o objectivo é táctico ou é estratégico. Não vá acontecer, como tantos, morder a língua, por entre os dentes.
Etiquetas: Partido Socialista
Hã? Mandarim quê?

O Exmo. Sr. Dr. (mestre?) Vitalino Canas, ilustre porta-voz do Partido Socialista, tornou público que a iniciativa politica no Porto, em que se destacaria a presença de Manuel Alegre, seria contra o “PS“. Na dúvida sobre o robustez do raciocínio da declaração oficial, fui espreitar a biografia de Mestre Canas, para tentar vislumbrar algumas pistas que fortalecessem o pronuncio tão peremptório. E encontrei. Muito incompleta, mas encontrei. Li devagar as qualificações, o percurso académico, a vastíssima bibliografia técnica e o trajecto político - este desvendado apenas a partir de 1980, com 21 anos, ano em que iniciou a militância na Juventude Socialista, inscrevendo-se no PS em 1984. Fiquei a saber que tem 1230 acções da SAD do Sporting Clube de Portugal, que é sócio da Vitalino Canas & Associados Advogados, que tem funções remuneradas, com senhas presença, como administrador não executivo da Companhia de Seguros Sagres, que desempenha funções remuneradas no instituto Superior de Ciências da Administração, que, afinal, não chegou a ser consultor estratégico remunerado da
Transdev Mobilidade SA, mas que é consultor remunerado da Bochasanwasi Shri Akshar Purushottamni Hindu (BAPS), comunidade religiosa também conhecida por Missão Swaminarayan Hindu, o que só abona a seu favor, entre outras coisas honoríficas de relevo. Não entendo que aliciamento o terá levado para a política profissional. De qualquer modo, por muito prestigiosa que se apresente a sua biografia (incompleta), não creio que Manuel Alegre se misture com iniciativas que sejam “Contra o PS”…? Só se for, claro está, contra este “PS”, que o quer ver fora do partido, o que muda tudo de figura.
Declaração de interesses
Diário IOL > Manuel Alegre
Transdev
Swaminarayan Hindu
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista, Vitalino Canas
O Euro 2004 e as legitimidades democráticas

Nunca alinhei com Manuel Alegre, mas no entanto sempre tive uma dose de admiração pelo seu passado político, pela sua obra literária e, até mesmo, pela sua vaidade exagerada, da qual, ao que parece, não abdica. Amiúde diverti-me com a virulência dos seus detractores e com a expressão dos anticorpos de estimação, por vezes a rondar o ódio em bruto. Nos últimos anos habituámo-nos a tê-lo como a voz de uma certa consciência na esquerda do PS, nem sempre razoável quanto aos ambientes consensuais internos do Partido. A candidatura à presidência surpreendeu pela sua persistência e, sobretudo, pelos resultados atingidos. Mal ou bem, Manuel Alegre foi à luta e ganhou legitimidade democrática com cerca de um milhão de eleitores, provando que há mais vida para além dos aparelhos partidários - no entanto, continuo a pensar que pela calada lhe foi prestado apoio partidário, tendo como objectivo pregar uma rasteira ao Exmo. Sr. Dr. Mário Soares, com a devida dose de cinismo e aleivosia política.
Esta dimensão de legitimidade democrática certamente diminui a legitimidade partidária, voz de um universo de 40 mil eleitores, contas feitas por cima, do Exmo. Sr. Dr. Vitalino Canas e, certamente do conhecido “homem do futebol“, responsável pelos dez desgraças do Euro 2004, bem como de outros equipamentos desportivos, o Exmo. Sr. Dr. José Manuel Lello Ribeiro de Almeida, fadista nas horas de folga, o qual, com certeza de cabeça perdida, rotulou Alegre de parasita do partido, o que, reconheçamos, é um declaração torpe, vinda de um membro influente da
DST SGPS SA, ( construção civil, obras públicas, imobiliário, energia…) e da
Capgemini Portugal ( de consultadoria) , inscritas na parca declaração de interesses de José Lello.
Na opinião de formiguinha, nem a declaração oficial do Exmo. Sr. Dr. Vitalino Canas, nem o despropósito do Exmo. Sr. Euro 2004 ajudam nesta fase que se anuncia complicada. Se calhar, o tempo que se segue será para testar a “unidade das tropas”, forçando uma inversão do estado da moral, aliás muito em baixo.
DST SGPS SA
Capgemini Portugal
Etiquetas: José Lello, Partido Socialista
Registo? Mas qual registo?

Fizeram porcaria! Quanto ao Exmo. Sr. Dr. Vitalino Canas, o ódio é compreensível e radica, estou certo, em andanças políticas antigas. O de Exmo. Sr. Dr. José Manuel Lello Ribeiro de Almeida, esse sim, tem a ver com o "registo", ódio ampliado pelas críticas violentas às dez desgraças do Euro 2004, acontecimento futebolístico em que Lello esteve (e está) enfiado até à ponta dos cabelos - e que estamos a pagar caro. O de António Campos assenta em questões Coimbrãs, o que, descoberto ao público, é um contra-senso censurável. Enfim... como diria Ramalho Eanes, por altura de outra crise (desgraçados dos portugueses) que sofremos na pele e na carne, "
temos de viver com aquilo que temos".
Sublinhados‘O PS tem a ganhar com Alegre, fechar é uma burrice’
‘Vejo com apreço que Manuel Alegre continua no PS’
Vitalino Canas, no Diário de Notícias, no Sapo
‘…é um homem com mentalidade de oposição. Já a fez aos governos de Soares, de Guterres, agora faz ao de Sócrates. Quando está na oposição tem uma relação de amor com o PS, quando está no governo tem uma relação de ódio. Alegre esteve no governo depois do 25 de Abril, deu-se horrivelmente mal e ficou com ódio ao poder’
António Campos, , no Diário de Notícias, no Sapo
‘O PS tem de ser capaz de gerar no seu interior espaços de diálogo, confronto e de liberdade que permitam que pessoas como Manuel Alegre digam dentro o que diz por fora»
«um debate sobre políticas não se faz com declarações como as que foram feitas pelos porta-vozes do PS nessas circunstâncias’
Carlos César, no Diário Digital, no Sapo
‘Ficava assim desmentida a acusação do deputado do PS José Lello de que Alegre "parasitou o grupo parlamentar que lhe pagou as viagens para lançar livro nos Açores"
E Alegre contra-atacou: "Nunca estive envolvido no caso das viagens-fantasma de deputados". Agora, vai colocar o deputado em tribunal. Mais tarde, na RTP, Alegre voltou às críticas ao Governo: falou de "alguma surdez", disse que as pessoas estão "desesperadas", garantiu que vai continuar a dizer o que pensa - sem se candidatar contra Sócrates’
Jornal de Notícias, no Sapo
‘Um candidato unificador é vantajoso e o nome de Manuel Alegre é fortíssimo nesse aspecto’
Francisco Louçã, no Portugal Diário
Diário de Notícias, no Sapo
Diário Digital, no Sapo
Jornal de Notícias, no Sapo
Portugal Diário, no IOL
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista
“A arte da desilusão”
“Quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS!”Que me recorde, por altura das Novas Fronteiras, iniciativa da qual saiu o Programa Eleitoral do actual Partido Socialista, ninguém se indignou com a deslocação para a direita do PS, sobretudo nas orientações de carácter económico - o que, convenhamos, condiciona todas as outras políticas, em particular as de natureza social e laboral. Leia-se, pois, o documento “
O Rumo do PS: Modernizar Portugal”, Moção Política de Orientação Nacional, aprovada em Congresso, e lá encontrarão inscritas as políticas que o governo tem tentado prosseguir, umas vezes mais explícitas, outras mais dissimuladas, para não assustar as esquerdas mais sensíveis, as mais nostálgicas. Na altura, perante o descalabro em que nos encontrávamos, o pragmatismo foi a atitude correcta, creio, para inverter a desgraça e provocar algum crescimento com efeitos na carteira do cidadão. Suponho que será justo reconhecermos o trabalho esforçado do Exmo. Sr. Dr. Vieira da Silva e de Idália Moniz.
Manuel Alegre, na sua qualidade de político profissional - provavelmente actividade que mantém para se dedicar à poesia e à publicação dos seus livros -, tem sido a sineta que toca quando é ultrapassada a medida aceitável de desvio ideológico e de orientação política - considerando que ainda há uma ideologia articulada com a acção, já que o PM teve a simpatia de nos informar, formiguinhas, de que a "
política é a arte da desilusão". Nestes anos de governo deste PS encarei Manuel Alegre como o dirigente incumbido de enquadrar os militantes e simpatizantes do PS que desejassem sair pela porta das traseiras. Com a consequente atitude de incredulidade, entendi como sendo uma estratégia concertada, apesar dos ódios que conhecemos, alguns radicados antes do 25 de Abril de 1974.
Para nos aproximarmos de uma opinião mais justa, teremos de considerar que José Sócrates foi eleito por uma larga maioria de votos. E com esta aceitação, veio atracada a Moção Política de Orientação Nacional. Assim sendo,
é óbvio concluir que é vital para este “PS” criar uma situação insustentável a Manuel Alegre, para este abandonar o partido antes do próximo Congresso, levando consigo os simpatizantes da “corrente de opinião”. Caso Alegre persista no seu caminho, não será preciso meio dedo de testa para se concluir que José Sócrates perde a maioria absoluta e terá dificuldades acrescidas na eleição para Secretário-Geral e no Congresso. Ou seja: “
quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS!”, não é?
Será que está a chegar a vez de António Costa?
PS > Moção Política de Orientação Nacional
PS > Acção Socialista
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista
Corrente de Opinião Socialista no PS

Apesar de não ser um alinhado com Manuel Alegre, acarinhando, contudo, grande parte dos reparos que tem feito à condução do Partido Socialista e ao Governo, não posso deixar de divulgar a iniciativa neste modesto blogue. Manuel Alegre, que lançou a
corrente de opinião, pretende
"promover aquilo que até agora não tem existido: o debate de ideias, sem sectarismo nem dogmatismo, com espírito livre e espírito de abertura”. No
dia 31 de Maio o tema será "
Nova Esquerda e desigualdades: que política?". Moderado por
Eduardo Rodrigues, foram convidados
Pedro Adão e Silva, dirigente durante a liderança de Ferro Rodrigues, por quem tenho uma enorme admiração, e
André Freire, politólogo independente de esquerda.
O debate acontecerá no Porto, como refere o convite.
No press-release que acompanha o anúncio do debate, Jorge Bateira, da corrente de opinião socialista do PS, afirma que a iniciativa é desencadeada na sequência da "convicção dos organizadores de que a experiência governativa dos últimos três anos acabou por gerar perplexidade, decepção e desânimo em muitos militantes e numa parte importante do eleitorado tradicional do PS". Mais, segundo o socialista do Porto: "Algumas políticas do Governo, e o discurso que as justifica, têm suscitado dúvidas sobre a orientação ideológica assumida. Não se pode ignorar que o secretário-geral frequentemente se refere ao PS como a 'esquerda moderna', a única capaz de "modernizar" o País". Para Jorge Bateira, estas expressões de Sócrates "fazem-nos recordar o 'manifesto Blair- -Schröder' de 1999 e a sua defesa entusiástica da 'modernização' das ideias da social-democracia europeia". E acaba a citar Alegre: "Como diz Manuel Alegre, 'o dever dos socialistas é continuar a perguntar'".
DN Sapo
Tsf Sapo
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista
Hoje há conquilhas?

Agradecido pela inserção da pintura sobre o
Wenceslau de Moraes (Moraes San), que, suponho, deve ter um certo significado para ilustrar o post com o título “Império do Meio”. Concordo plenamente com o facto da direita desmantelada prejudicar o reposicionamento do Partido Socialista ao centro esquerda, que, tão pragmático como se mexe, não hesitará em resvalar ainda mais para longe do Social. Vem a propósito, creio, o slogan do outdoor de
António Guterres que, se bem recordo, dizia isto:
“As pessoas não são números”-
E agora poesia (que devia ainda estar por aí, na rua) que não é de Wenceslau de Moraes, mas de Camilo Pessanha, em Clepsidra
Eu vi a luz em um país perdido,
A minha alma é lânguida e inerme.
Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído!
No chão sumir-se, como faz um verme…
Hoje há conquilhas…
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Dos 45 aos 65: tramados
Ferro Rodrigues
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