Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
Caceteiros, militantes ou serviço pago?
Aproveitando a o ensejo, será pertinente perguntar se terão sido mesmo militantes do
Partido Comunista que agrediram o Exmo. Sr. Professor
Vital Moreira. É que nestas situações, está nas cartilhas, quem leva na cara é que sai a ganhar … Não obstante a conclusão a que cada um possa chegar,
será benéfico ler o post de VM sobre o assunto, no blogue Causa nossa, que remete para um texto matreiro de
José Saramago no DN Opinião, que interpreto de maneira diferente da do Exmo. Sr. Professor Vital.
Vital Moreira, no Causa nossa
José Saramago no DN
Etiquetas: Parlamento Europeu, Partido Comunista, Vital Moreira
A lei do silêncio
“Não sei se o mundo já está plano,
mas está certamente a ficar cada vez mais plano”Thomas Friedman
Passando de carro por Lisboa, não tive outra opção senão olhar para o Exmo. Senhor Professor Doutor Vital Moreira, em cada semáforo, em cada esquina, estampado em outdoors enormes, com a mensagem intrigante de “
Nós, Europeus”.
Não creio que o Exmo. Professor Doutor consiga angariar mais votos para o Partido Socialista. Aliás, estou quase persuadido a admitir que a ideia é precisamente essa, sabendo de antemão que o cabeça de lista irá com certeza montar casa em Bruxelas, neste novo tempo de Obama, para dar uma mãozinha na nova Europa pós-bush ou pós-neocons.
Impressionado com os outdoors, de tão exagerados, por associação linear de pensamentos decidi praticar umas releituras em diagonal. Folhei o livro de Rui Perdigão, “
O PCP visto por dentro e por fora”, da editora Fragmentos, de 1988; lembrei-me de
Cândida Ventura e das fascinantes histórias que um amigo me foi contando sobre ela, julgo que a viver em Vila Franca de Xira; recordei o divertido
José Pinhão - que me comprou uns quadros - ou o
Chico da Cuf, que conheci na editora de um amigo. Na realidade, a mensagem “Nós, Europeus”, associada a
Vital Moreira, introduziu-me num mundo de dúvidas e descrenças, por assim dizer, de propriedade niilista.
Também peguei em dois livros de
Zita Seabra – “
Foi Assim”, da editora Alêtheia, de 2007 e “
O nome das Coisas – Reflexão em tempo de mudança”, das Publicações Europa-América, 1988. Reli os sublinhados.

É uma data incómoda sem qualquer dúvida para muitos daqueles que , mantendo-se fiéis ao socialismo, diferenciam entre a ideologia que defendem e os erros, distorções e desvios da sua aplicação prática.
Sublinhado no capítulo “Praga – 20 anos depois”, em "O nome das Coisas"
-

Acaba de ser trazida a público a tragédia de Kuropaty. Perto de Minsk foi descoberto um lugar de execuções maciças.
Este lugar de morte funcionou todos os dias, de 1937 a Junho de 1941. São soviéticos mortos, fuzilados com uma bala soviética. (…)
Como em média cada túmulo contém 200 cadáveres, como até agora foram descobertas 510 valas comuns deste género, nós teremos o número de 120.000 vitimas (…).
Sublinhado no capítulo “Ainda o Passado”, em "O nome das Coisas"
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Para transformar a realidade é imprescindível começar por não a esconder. (…)
Só assim poderão identificar-se connosco os que aqui em Portugal, como por todo o mundo, sonham com uma sociedade em que os homens consigam libertar-se de todas as opressões e que dão a esse ideal o nome de socialismo.
Sublinhado no sub-capítulo “ Assumir o Passado”, em "O nome das Coisas"
Em suma: perplexidades metafísicas provocadas por um simples e paradoxal cartaz.
Estou a ficar velho!
Etiquetas: Europa, Partido Comunista, Partido Socialista, Vital Moreira
O Menino d’Oiro

Vous devez tout voir, tout entendre et tout oublier.
Napoléon Bonaparte
Vai para uns quatro ou cinco anos que mantenho o
Água Lisa, de João Tunes, numa lista curta de blogues de qualidade, que espreito quase todos os dias. A propósito do seu
post sobre Herman Simm, fixei-me em conjecturas antigas, no tempo da queda do muro, relacionadas com orfandades e reagrupamentos cúmplices, cenários de subsistência de canais e interlocutores, reposicionamentos das peças no tabuleiro – quem sabe, os peões daquele que não descobriram em casa de Jorge Coelho –, e tentar verificar agora, com assumida presunção, quem é quem no novo mapa dos negócios e da política, para certamente reconhecer, uma vez mais, que “
o PCP foi uma grande escola”, usando as palavras de
Daniel Oliveira no Eixo do Mal, também ele, creio, preparado no PC. E como tenho para mim que quem um dia entrou no PCP nunca mais de lá sai – à semelhança da Maçonaria –, é especialmente interessante uma formiguinha ir inscrevendo no Moleskine Pocket notebook – passe a publicidade - uns nomes, uns esquemas e umas engenharias que possam alimentar a fantasia de estar a desenhar um novo puzzle ou uma nova geringonça (secreta?), no País e no ventre da Europa. Esperemos que a visita de Obama a Portugal nos conceda algumas pistas sobre energias alternativas.
Água Lisa
Etiquetas: Partido Comunista, Serviços Secretos
Retribuições e recomendações

Sinceramente agradecido pela menção e pelo eco da recomendação. Se tiver tempo irei lá, ao Museu, espreitar as obras.
Depois de ver e ouvir o crítico de arte Jerónimo de Sousa apresentar e comentar a exposição pela televisão e ler a recomendação do blogo-artista Rui Perdigão, colaboro espontaneamente no apelo para que os amantes da pintura, sobretudo a empenhada, não desperdicem a oportunidade de apreciarem o acervo artístico do PCP em mostra no Museu da Cidade de Lisboa, ao Campo Grande. Arte é Arte.
João Tunes, in Água Lisa 6
Blog Água Lisa 6
Etiquetas: Artes Pintura, Partido Comunista
O Sector intelectual de Lisboa
O PCP mostra o seu acervo (apenas uma parte, creio) de obras de arte portuguesa, desde 1968. A mostra está patente no
Museu da Cidade de Lisboa, ali ao Campo Grande. Com 70 obras, entre serigrafia, escultura e pintura, a exposição reúne nomes como Adão Cruz, Ana Cassiano, António Carmo, António Domingues, Luís Ralha, Helena Almeida, Deolinda Amaro e Quintino Sebastião.
Luis Ralha. Sem título. SerigrafiaEtiquetas: Artes Pintura, Partido Comunista
Desinteligências que marcaram rumos
Álvaro Cunhal e a dissidência da Terceira Via. De Raimundo Narciso. Ed. ÂmbarApresentação 17 de Maio, 18H30, Auditório da Fnac Chiado.
Este livro é o relato do debate político, em particular nas reuniões do comité central, que acompanhou a maior crise do PCP depois do 25 de Abril de 1974. É também um testemunho da perturbação e das reacções que ele provocou na direcção deste partido. O livro centra-se no chamado grupo da “terceira via”, relata-nos em primeira mão a sua origem, constituição e actividade no interior do comité central do PCP, no período que vai de Julho de 1987 a Dezembro de 1988, período de preparação do XII congresso deste partido. É também relatado o papel do grupo dos seis, que precedeu a terceira via e a trajectória de Zita Seabra nesse período.Protagonistas privilegiados deste testemunho são Álvaro Cunhal e outros dirigentes da “velha guarda” do PCP, José Barros Moura, José Luís Judas, António Graça, Joaquim Pina Moura, Fernando Castro, Vítor Neto, além do próprio autor.O testemunho de Raimundo Narciso conduz-nos ao gabinete de Álvaro Cunhal, ao seu trabalho diário, reuniões em torno de questões não isentas de dramatismo e ao conhecimento de facetas políticas menos expostas do líder comunista, sem invasão da sua privacidade, mas num relato vivo e emocionante sobre temas inéditos.O livro leva o leitor a assistir ao “julgamento” de Zita Seabra e relata, num estilo cinematográfico, casos inéditos de vigilância, por vezes movimentados e rocambolescos, a certos membros do Comité Central. Raimundo Narciso foi expulso do PCP com Barros Moura e Mário Lino.
Blog A Grande Etiquetas: Partido Comunista