“En politique une absurdité n'est pas un obstacle.” Napoléon Bonaparte
Além de ser um absurdo evocar razões patrióticas para justificar o apoio à candidatura de Durão Barroso – um tipo que, sejamos justos, é um bom exemplo de patriotismo, como teve oportunidade de demonstrar em várias ocasiões, entre muitas, pirar-se daqui patrioticamente –, é uma situação que faz arrepiar qualquer militante do Partido Socialista com três dedos de testa, alguma informação e alguma formação política. Até mesmo a alguns da “nova vaga (pseudo) moderna” ter-lhes-á corrido um arrepio pelo costado. Aliás, esta declaração de apoio (que, na verdade, já não espanta e tem a ver com uma certa atitude política - modernaça) vem na sequência da cúmplice e genuína interjeição do “Porreiro, pá!”, por certo a demonstração que se desenrolam dois filmes em simultâneo: um para os otários no bolso e outro para gente extraordinariamente esclarecida, com muito, mas mesmo muito pensamento estratégico e respectivos segredos partilhados com os deuses – como diria o Exmo. Sr. Dr. Jorge Coelho “É perfeitamente natural, qual é o problema?”. Especulando, estou em crer que o Exmo. Sr. Eng. José Sócrates já está a trabalhar para a cadeira da Presidência da República, depois de Cavaco Silva. Se não for isso, só pode ter a ver com a suposta constituição de exército europeu, ou com o cerco à Coreia do Norte, ou com o Irão. Jerusalém e Palestina entrarão neste filme? Ou será a Internacional Socialista? Quem sabe, talvez por causa da prevalência do petróleo em relação às energias renováveis. Ou ainda, vá lá a gente adivinhar, resquícios do “Acordo das Lajes” e amigos comuns na Inteligência dos Estados Unidos. Bom… não consigo alcançar. Vitalino é Macau… Mais uma chinesice? Então as “armas de destruição maciça” tão apregoadas pelo Exmo. Sr. Dr. Durão? Nã… não encaixa. Professor Vital dê mais dicas. Haverá mãozinha do Exmo. Sr. Dr. Vitorino ou andará mais uma vez, por aí, um vento de Zédu.
Há cada vez mais tipos, alguns casos extremos do foro da psiquiatria, que empurram o mundo para situações mentecaptas, ditas de inteligentes, e para factos consumados estúpidos, estacas zero na civilização e becos sem saída num mundo desapiedado e perigoso. É muito provável que tenha sido Paulo Portas - o canal aberto para o que der e vier, que é como quem diz, o nosso “Mann in Lissabon”- quem deu a ler as “informações falsas” sobre a inevitabilidade da intervenção no Iraque, depois de uma noite de risada num forte qualquer.
Tal como não será de espantar que o tipo que recebeu o peixe podre (coitadinho, limitado, não destrinçou a moeda boa da moeda má) tenha a distinta lata de se candidatar a Presidente da República Portuguesa. Como somos um povo de tansos… lá iremos, pois, cantando e rindo, em democracia. O que assusta é o facto de lhe acenarem com um cenário mediático, passível de ser engolido, que o pode colocar na cadeira do Presidente.
Esperemos que a “cumplicidade” do Governo, que levou à assinatura do Tratado, não tenha a ver com as declarações sobre o peixe podre que, diz, lhe foi vendido por um pombinho secreto, certamente avençado da ramsfeldiana conjuntura americana. E que essa “cumplicidade” não seja o prenúncio de trocas no bloco central - aeroportos, segundos mandatos, regionalizações, administrações, bancas etc . No entanto, devemos reconhecer que o tipo tem sido muito útil para o grupo daqui e para os chefes de lá, agora sentado no ninho dos eurocratas. Sendo amigo de José Lamego, quando o encontrar, certamente que lhe perguntarei se não teve necessidade de validar as Informações. É que não enxergo se a coisa (e a sua vida) é simplesmente assim: Albarran -ou amigo de Artur - diz, portanto é verdade… Valha-nos o médico, creio que neurologista, do grupo daqui: Luis Filipe de Menezes.
Nota: no caso da Guerra no Iraque, vão dois: Blair e Durão. Aznar, esse, fica bem na pele.
"Ontem quando cheguei a casa tirei uns quantos profiteroles que ainda tinha no congelador, vai daí, como não tinha nem queijo nem espinafres, fiz um molho branco espesso com farinha, leite e uma noz de manteiga, temperei com sal, pimenta e noz moscada, à parte fiz um refogado com cebola, alho e azeite, juntei uma lata de atum desfeito, umas azeitonas verdes picadas e um molho de coentros picados. Misturei o atum com o molho branco e recheei os profiteroles.
Podem ser servidos como entrada ou acompanhados por uma salada para um jantar leve."
Relatos Verídicos Experiências de Quase-Morte Manuel Domingos,
Patrícia Costa Dias,
Paulo Alexandre
O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (…). Mas não tenhamos ilusões, (…) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos.
Manuel Domingos
Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia
Le point de départ de ce livre est, en janvier dernier, une conversation de Bernard-Henri Lévy avec Nicolas Sarkozy.
De quoi le progressisme contemporain est-il malade et quels sont les symptômes,
les figures, les causes, de cette maladie ? C'est la seconde question qu’il soulève, plus complexe, et qui le conduit à des développements
sur, pêle-mêle, l’anti-américanisme, les mythes de l'empire, la question de l'Islam, le retour de l'antidreyfusisme,
les illusions de l'anti-libéralisme ou le parfum munichois qui rôde autour de nombre de discussions sur la guerre et sur la paix.