Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
De Peniche ou de Vilar de Maçada?
Quando se presume que Sócrates, apesar de ter muitas conversas com Manuel Alegre, na realidade quer é vê-lo longe e reformado, não tem lógica, excepto num quadro elaborado de fingimento, que esteja a fazer um enorme esforço para que o histórico integre as listas do PS, nem que seja no simbólico último lugar. Estamos sempre a aprender com as “inovações” desta nova cartilha “moderna”. Soares, como muitos frisam, tem muitos defeito. Mas poucas vezes a sonsice foi a base do seu comportamento e da comunicação política. Outras escolas... modernas também.
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista, Sócrates
Escrito no Mar
72 páginas, 35 eurosEscrito no mar reúne 25 poemas de Manuel Alegre sobre os Açores, acompanhados de fotografias de Jorge Barros. Trata-se de uma edição bilingue, em português e inglês, constituída por quatro partes: «Tanto mar», «Pico», «São Caetano» e «Arquipélago». Se uma parte destes poemas já foi publicada em outros volumes, outros são inéditos: este livro junta assim, pela primeira vez, um conjunto com unidade temática – o arquipélago dos Açores. Citando o autor, na sua nota à presente edição: «(…) ao juntar agora estes poemas tive a sensação de que, na sua unidade, eles fazem parte de um novo livro. E que esse livro, ainda que já escrito, e em parte publicado, é um livro novo. E, no seu todo, inédito.». O trabalho de Jorge Barros acompanha de forma excepcional os versos de Manuel Alegre, oferecendo ao leitor imagens da riqueza e da diversidade da realidade açoriana.
Sextante Editora
Estou na sesta blog
Sextante Editora
Etiquetas: Açores, Manuel Alegre, Poesia e Artes
Hã? Mandarim quê?

O Exmo. Sr. Dr. (mestre?) Vitalino Canas, ilustre porta-voz do Partido Socialista, tornou público que a iniciativa politica no Porto, em que se destacaria a presença de Manuel Alegre, seria contra o “PS“. Na dúvida sobre o robustez do raciocínio da declaração oficial, fui espreitar a biografia de Mestre Canas, para tentar vislumbrar algumas pistas que fortalecessem o pronuncio tão peremptório. E encontrei. Muito incompleta, mas encontrei. Li devagar as qualificações, o percurso académico, a vastíssima bibliografia técnica e o trajecto político - este desvendado apenas a partir de 1980, com 21 anos, ano em que iniciou a militância na Juventude Socialista, inscrevendo-se no PS em 1984. Fiquei a saber que tem 1230 acções da SAD do Sporting Clube de Portugal, que é sócio da Vitalino Canas & Associados Advogados, que tem funções remuneradas, com senhas presença, como administrador não executivo da Companhia de Seguros Sagres, que desempenha funções remuneradas no instituto Superior de Ciências da Administração, que, afinal, não chegou a ser consultor estratégico remunerado da
Transdev Mobilidade SA, mas que é consultor remunerado da Bochasanwasi Shri Akshar Purushottamni Hindu (BAPS), comunidade religiosa também conhecida por Missão Swaminarayan Hindu, o que só abona a seu favor, entre outras coisas honoríficas de relevo. Não entendo que aliciamento o terá levado para a política profissional. De qualquer modo, por muito prestigiosa que se apresente a sua biografia (incompleta), não creio que Manuel Alegre se misture com iniciativas que sejam “Contra o PS”…? Só se for, claro está, contra este “PS”, que o quer ver fora do partido, o que muda tudo de figura.
Declaração de interesses
Diário IOL > Manuel Alegre
Transdev
Swaminarayan Hindu
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista, Vitalino Canas
Registo? Mas qual registo?

Fizeram porcaria! Quanto ao Exmo. Sr. Dr. Vitalino Canas, o ódio é compreensível e radica, estou certo, em andanças políticas antigas. O de Exmo. Sr. Dr. José Manuel Lello Ribeiro de Almeida, esse sim, tem a ver com o "registo", ódio ampliado pelas críticas violentas às dez desgraças do Euro 2004, acontecimento futebolístico em que Lello esteve (e está) enfiado até à ponta dos cabelos - e que estamos a pagar caro. O de António Campos assenta em questões Coimbrãs, o que, descoberto ao público, é um contra-senso censurável. Enfim... como diria Ramalho Eanes, por altura de outra crise (desgraçados dos portugueses) que sofremos na pele e na carne, "
temos de viver com aquilo que temos".
Sublinhados‘O PS tem a ganhar com Alegre, fechar é uma burrice’
‘Vejo com apreço que Manuel Alegre continua no PS’
Vitalino Canas, no Diário de Notícias, no Sapo
‘…é um homem com mentalidade de oposição. Já a fez aos governos de Soares, de Guterres, agora faz ao de Sócrates. Quando está na oposição tem uma relação de amor com o PS, quando está no governo tem uma relação de ódio. Alegre esteve no governo depois do 25 de Abril, deu-se horrivelmente mal e ficou com ódio ao poder’
António Campos, , no Diário de Notícias, no Sapo
‘O PS tem de ser capaz de gerar no seu interior espaços de diálogo, confronto e de liberdade que permitam que pessoas como Manuel Alegre digam dentro o que diz por fora»
«um debate sobre políticas não se faz com declarações como as que foram feitas pelos porta-vozes do PS nessas circunstâncias’
Carlos César, no Diário Digital, no Sapo
‘Ficava assim desmentida a acusação do deputado do PS José Lello de que Alegre "parasitou o grupo parlamentar que lhe pagou as viagens para lançar livro nos Açores"
E Alegre contra-atacou: "Nunca estive envolvido no caso das viagens-fantasma de deputados". Agora, vai colocar o deputado em tribunal. Mais tarde, na RTP, Alegre voltou às críticas ao Governo: falou de "alguma surdez", disse que as pessoas estão "desesperadas", garantiu que vai continuar a dizer o que pensa - sem se candidatar contra Sócrates’
Jornal de Notícias, no Sapo
‘Um candidato unificador é vantajoso e o nome de Manuel Alegre é fortíssimo nesse aspecto’
Francisco Louçã, no Portugal Diário
Diário de Notícias, no Sapo
Diário Digital, no Sapo
Jornal de Notícias, no Sapo
Portugal Diário, no IOL
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista
“A arte da desilusão”
“Quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS!”Que me recorde, por altura das Novas Fronteiras, iniciativa da qual saiu o Programa Eleitoral do actual Partido Socialista, ninguém se indignou com a deslocação para a direita do PS, sobretudo nas orientações de carácter económico - o que, convenhamos, condiciona todas as outras políticas, em particular as de natureza social e laboral. Leia-se, pois, o documento “
O Rumo do PS: Modernizar Portugal”, Moção Política de Orientação Nacional, aprovada em Congresso, e lá encontrarão inscritas as políticas que o governo tem tentado prosseguir, umas vezes mais explícitas, outras mais dissimuladas, para não assustar as esquerdas mais sensíveis, as mais nostálgicas. Na altura, perante o descalabro em que nos encontrávamos, o pragmatismo foi a atitude correcta, creio, para inverter a desgraça e provocar algum crescimento com efeitos na carteira do cidadão. Suponho que será justo reconhecermos o trabalho esforçado do Exmo. Sr. Dr. Vieira da Silva e de Idália Moniz.
Manuel Alegre, na sua qualidade de político profissional - provavelmente actividade que mantém para se dedicar à poesia e à publicação dos seus livros -, tem sido a sineta que toca quando é ultrapassada a medida aceitável de desvio ideológico e de orientação política - considerando que ainda há uma ideologia articulada com a acção, já que o PM teve a simpatia de nos informar, formiguinhas, de que a "
política é a arte da desilusão". Nestes anos de governo deste PS encarei Manuel Alegre como o dirigente incumbido de enquadrar os militantes e simpatizantes do PS que desejassem sair pela porta das traseiras. Com a consequente atitude de incredulidade, entendi como sendo uma estratégia concertada, apesar dos ódios que conhecemos, alguns radicados antes do 25 de Abril de 1974.
Para nos aproximarmos de uma opinião mais justa, teremos de considerar que José Sócrates foi eleito por uma larga maioria de votos. E com esta aceitação, veio atracada a Moção Política de Orientação Nacional. Assim sendo,
é óbvio concluir que é vital para este “PS” criar uma situação insustentável a Manuel Alegre, para este abandonar o partido antes do próximo Congresso, levando consigo os simpatizantes da “corrente de opinião”. Caso Alegre persista no seu caminho, não será preciso meio dedo de testa para se concluir que José Sócrates perde a maioria absoluta e terá dificuldades acrescidas na eleição para Secretário-Geral e no Congresso. Ou seja: “
quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS!”, não é?
Será que está a chegar a vez de António Costa?
PS > Moção Política de Orientação Nacional
PS > Acção Socialista
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista
Corrente de Opinião Socialista no PS

Apesar de não ser um alinhado com Manuel Alegre, acarinhando, contudo, grande parte dos reparos que tem feito à condução do Partido Socialista e ao Governo, não posso deixar de divulgar a iniciativa neste modesto blogue. Manuel Alegre, que lançou a
corrente de opinião, pretende
"promover aquilo que até agora não tem existido: o debate de ideias, sem sectarismo nem dogmatismo, com espírito livre e espírito de abertura”. No
dia 31 de Maio o tema será "
Nova Esquerda e desigualdades: que política?". Moderado por
Eduardo Rodrigues, foram convidados
Pedro Adão e Silva, dirigente durante a liderança de Ferro Rodrigues, por quem tenho uma enorme admiração, e
André Freire, politólogo independente de esquerda.
O debate acontecerá no Porto, como refere o convite.
No press-release que acompanha o anúncio do debate, Jorge Bateira, da corrente de opinião socialista do PS, afirma que a iniciativa é desencadeada na sequência da "convicção dos organizadores de que a experiência governativa dos últimos três anos acabou por gerar perplexidade, decepção e desânimo em muitos militantes e numa parte importante do eleitorado tradicional do PS". Mais, segundo o socialista do Porto: "Algumas políticas do Governo, e o discurso que as justifica, têm suscitado dúvidas sobre a orientação ideológica assumida. Não se pode ignorar que o secretário-geral frequentemente se refere ao PS como a 'esquerda moderna', a única capaz de "modernizar" o País". Para Jorge Bateira, estas expressões de Sócrates "fazem-nos recordar o 'manifesto Blair- -Schröder' de 1999 e a sua defesa entusiástica da 'modernização' das ideias da social-democracia europeia". E acaba a citar Alegre: "Como diz Manuel Alegre, 'o dever dos socialistas é continuar a perguntar'".
DN Sapo
Tsf Sapo
Etiquetas: Manuel Alegre, Partido Socialista
Manuel Alegre
Manuel Alegre, que partidariamente impede que os socialistas fujam à socapa pelo portão das traseiros no quintal do PS, é um grande poeta, uma pessoa da qual sempre tive a retribuição de uma enorme simpatia.
Nambuangongo, meu amor, reúne poemas de 1965, 1967, 1981 e de 2007.

Enfim… ficará bem neste dia de lançamento de mais um livro, um recorte da “
Trova do tempo que passa”
(…)
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Etiquetas: Manuel Alegre, Poesia e Artes