Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
Caceteiros, militantes ou serviço pago?
Aproveitando a o ensejo, será pertinente perguntar se terão sido mesmo militantes do
Partido Comunista que agrediram o Exmo. Sr. Professor
Vital Moreira. É que nestas situações, está nas cartilhas, quem leva na cara é que sai a ganhar … Não obstante a conclusão a que cada um possa chegar,
será benéfico ler o post de VM sobre o assunto, no blogue Causa nossa, que remete para um texto matreiro de
José Saramago no DN Opinião, que interpreto de maneira diferente da do Exmo. Sr. Professor Vital.
Vital Moreira, no Causa nossa
José Saramago no DN
Etiquetas: Parlamento Europeu, Partido Comunista, Vital Moreira
Nós, os Europeus!

O senhor professor Vital Moreira entregou hoje as listas para a candidatura ao Parlamento Europeu. Na circunstância, ao que se pode ler no Sol online, afirmou as três principais políticas que defende:
> Apoio às redes transnacionais de transportes;
> A coesão territorial;
> Segurança das fronteiras externas da União;Políticas, aliás, que só os destinatários muito esclarecidos podem alcançar a sua aplicação. Não sei se a coisa, por exemplo, inclui a terceira auto-estrada Lisboa/Porto… mas há um odor a TGV novinho em folha, incluindo carris e outros acessórios importados. Ou também se será legítimo intuir que há qualquer coisa de armamento na “Segurança das fronteiras externas”…
A generalidade da população, que vai ser chamada a votar, perante este quadro de políticas tão acessíveis ao comum do cidadão da terra, com o miolos num outro quadro de aflições, ficará precisamente na mesma – certamente a remastigar durante dois ou três minutos, mas passando para o jogo de futebol seguinte -, embora não sendo demais reafirmar a importância das três "orientações". É caso para dizer: “E quem não as defende?”.
E agora vou ali, que tenho mais para fazer, sem deixar de agradecer a escolha da mandatária Inês Ferreira Esteves de Medeiros e Almeida, apesar de me inclinar mais para a Juliette Binoche, falando de nós europeus.
Biografia de Juliette Binoche
Biografia de Inês Medeiros
Etiquetas: Parlamento Europeu, Vital Moreira
A lei do silêncio
“Não sei se o mundo já está plano,
mas está certamente a ficar cada vez mais plano”Thomas Friedman
Passando de carro por Lisboa, não tive outra opção senão olhar para o Exmo. Senhor Professor Doutor Vital Moreira, em cada semáforo, em cada esquina, estampado em outdoors enormes, com a mensagem intrigante de “
Nós, Europeus”.
Não creio que o Exmo. Professor Doutor consiga angariar mais votos para o Partido Socialista. Aliás, estou quase persuadido a admitir que a ideia é precisamente essa, sabendo de antemão que o cabeça de lista irá com certeza montar casa em Bruxelas, neste novo tempo de Obama, para dar uma mãozinha na nova Europa pós-bush ou pós-neocons.
Impressionado com os outdoors, de tão exagerados, por associação linear de pensamentos decidi praticar umas releituras em diagonal. Folhei o livro de Rui Perdigão, “
O PCP visto por dentro e por fora”, da editora Fragmentos, de 1988; lembrei-me de
Cândida Ventura e das fascinantes histórias que um amigo me foi contando sobre ela, julgo que a viver em Vila Franca de Xira; recordei o divertido
José Pinhão - que me comprou uns quadros - ou o
Chico da Cuf, que conheci na editora de um amigo. Na realidade, a mensagem “Nós, Europeus”, associada a
Vital Moreira, introduziu-me num mundo de dúvidas e descrenças, por assim dizer, de propriedade niilista.
Também peguei em dois livros de
Zita Seabra – “
Foi Assim”, da editora Alêtheia, de 2007 e “
O nome das Coisas – Reflexão em tempo de mudança”, das Publicações Europa-América, 1988. Reli os sublinhados.

É uma data incómoda sem qualquer dúvida para muitos daqueles que , mantendo-se fiéis ao socialismo, diferenciam entre a ideologia que defendem e os erros, distorções e desvios da sua aplicação prática.
Sublinhado no capítulo “Praga – 20 anos depois”, em "O nome das Coisas"
-

Acaba de ser trazida a público a tragédia de Kuropaty. Perto de Minsk foi descoberto um lugar de execuções maciças.
Este lugar de morte funcionou todos os dias, de 1937 a Junho de 1941. São soviéticos mortos, fuzilados com uma bala soviética. (…)
Como em média cada túmulo contém 200 cadáveres, como até agora foram descobertas 510 valas comuns deste género, nós teremos o número de 120.000 vitimas (…).
Sublinhado no capítulo “Ainda o Passado”, em "O nome das Coisas"
-
Para transformar a realidade é imprescindível começar por não a esconder. (…)
Só assim poderão identificar-se connosco os que aqui em Portugal, como por todo o mundo, sonham com uma sociedade em que os homens consigam libertar-se de todas as opressões e que dão a esse ideal o nome de socialismo.
Sublinhado no sub-capítulo “ Assumir o Passado”, em "O nome das Coisas"
Em suma: perplexidades metafísicas provocadas por um simples e paradoxal cartaz.
Estou a ficar velho!
Etiquetas: Europa, Partido Comunista, Partido Socialista, Vital Moreira
Ainda não se habituaram?
Não se pode esperar verdade, quando a verdade não faz parte do quotidiano. Não se pode esperar espontaneidade, quando muita mentira se embrulha com pouca verdade. Não pode se esperar seguidismo simplório, quando a manipulação é de uma clareza chocante. Não se pode esperar inteligência, quando todos os dias nos tratam como palermas. Paciência...
Convenhamos, porém, que a dois passos das eleições, a
vida da coisa vai ser de “
face humana”, ou lá o que isso quer dizer. Por isso façamos a pose de gente atenta ao espectáculo da autenticidade, avisados, desde já, que a crueldade faz parte do ofício de governar, mas que vai abrandar circunstancialmente, para aliviar o ambiente e as cabeças dos cidadãos/eleitores/contribuintes - salazarentos incluídos - uma população de artificiosos crédulos, felizmente fora de qualquer teatro de guerra cruel.
É sempre aconselhável fazer uma leitura, mesmo que em diagonal, dos escritos e das opiniões do
Professor Doutor em Direito Excelentíssimo Senhor Vital Martins Moreira. Na circunstância, recomenda-se um texto com o título "
O mal-estar nacional", publicado em primeira mão no Público, anotado na íntegra no blog
A aba da causa. Trata-se, tão somente, de uma forte critica aos fazedores de manchetes, as quais, ao que parece, malvados, só revelam os aspectos sórdidos, mórbidos, falsos, espectaculares (“
É evidente que a vulnerabilidade da opinião pública ao enviesamento informativo e opinativo é tanto maior quanto mais atávica for a propensão para o derrotismo social e quanto menor for o nível de educação e de autonomia crítica na sociedade.”) da nossa vida colectiva que, ao contrário deste e tortuoso caminho das pedras sem sentido perceptível, deveria - para inglês ver - ser o sítio onde termina o arco-íris.
O tratamento noticioso é claramente enviesado para seleccionar e sublinhar os lados mais negativos da actualidade. Em princípio, só as más notícias são notícias, mesmo quando não são verdadeiras. É notícia o aumento da criminalidade, não a sua redução; a subida da inflação, não a sua descida; a elevação do desemprego, não o seu decréscimo; a erupção de um surto infeccioso, nunca a sua debelação; uma maior área de floresta ardida pelo Verão, não uma menor extensão; e assim por diante. Há dias, por exemplo, um jornal "popular" anunciava em manchete que os encargos dos empréstimos para compra de casa iam "voltar a aumentar", mas provavelmente nunca houve nem haverá nenhuma manchete a anunciar a descida de tais encargos, quanto tal ocorre. Há uma propensão atávica da generalidade dos media - incluindo os de serviço público - para uma certa dose de populismo noticioso, sublinhando a grosso os aspectos socialmente mais chocantes da realidade social e omitindo ou depreciando em geral as notícias que poderiam atenuar aquela impressão negativa.
Professor Doutor Vital Martins Moreira, in Público e A aba da causa
Reflexões sobre o PCP. Lisboa, Inquérito, 2.ª ed., 1990.
A aba da causa Blogspot
Etiquetas: Vidas, Vital Moreira