Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
Upgrade nas atitudes
Não valerá a pena acrescentar o meu post sobre o assunto. Limito-me a sugerir a leitura da nota no
Origem das Espécies, de Francisco José Viegas, com o título “
Sinais“:
“(...)
a liberdade não existe sem pessoas que se interessem por ela.”
-
“
Desconfiar não é crime; pelo contrário, a história dos direitos individuais e a história da liberdade ensinam que desconfiar é, mesmo, um dever.”
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Às intercalares, “cidadões”?
As tentações e as pressões são imensas e constantes. É vulgar afivelar uma atitude de defesa (parcial) inconsciente e ao género do “
deixa andar, que logo se verá“, sustentada no princípio em vigor “
o futuro a Deus pertence“.
Uma gaita!As coisas acontecem perante o espanto dos eleitores/contribuintes como se o filme fosse de outro mundo. Espectadores, quando devíamos ser protagonistas, habituámo-nos a ser benévolos com os desvios à ética, sobretudo a republicana. Toleramos os deslizes de gente que consideramos de bem. As anormalidades na vida política foram gradualmente consentidas e aceites na nossa brandura viciosa (ou temente) para com os poderosos. Toleramos por medo, estou certo - ecoando nos sítios esconsos o aforismo “
há mais marés que marinheiros” ou “
muita água vai correr por debaixo desta ponte”, sendo que os mais atrevidos optam pela intimação “
na volta cá te espero “. E entre uns e outros (pingos da chuva e assobios para o lado) os transgressores, sabendo dos seus pecados, repetem à exaustão a sua condição de gente séria e redizem da sua inocência, ganhando tempo do presumivelmente inocente até serem finalmente considerados culpados. Riem-se na nossa cara, como que, no fundo, desprezando as pessoas. A atitude de condescendência equilibra-se com o oposto radical, o dos juízos peremptórios e cruéis, apenas por aquilo que se ouve dizer. Assume-se o rumor, sem mais nem quê, como se fosse verdade reprodutível e passível de repetir sem nos vincular à imbecilidade - conquanto esse eco tenha direito a primeira página, abra os telejornais ou corra na blogosfera. É isso: berramos por sangue na praça pública ou permitimos calando-nos para evitar que nos pespeguem o rótulo de imbecis sem perspicácia política. É isso: esta necessidade de não sermos tolinhos compromete-nos com o paradoxo de não o sendo, acabamos por o ser de facto através do mutismo. Ah… esta alma gentil, de pescadinha de rabo na boca, que se vai partindo.
Francamente não acredito que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa não tivesse consciência da extensão e das implicações inter-particidárias dos problemas. Tal como acho que não teve traquejo negocial para o resolver, de modo a evitar tanto alarido, sendo seguro que estivesse por dentro dos compromissos, das tácticas e da estratégia, visto não se chegar a presidente apenas porque se tem um ar de pessoa séria que, convenhamos, deve entender minimamente o que representa a condição de independente à frente uma candidatura partidária.
Diz-se que a Câmara entrou em "falência" vai para um largo tempo. Por isso devia haver mais, muito mais para além dos escritórios em Londres e das feiras para coleccionadores de motorcycles, e dos
ratings que nos enchem a boca. Seria útil que as feridas expressas viessem misturadas com algumas explicações em linguagem comum, descodificada. Quem tiver dois dedos de testa reconhecerá as razões que levaram a oposição a condescender com o descalabro político da coligação. Aliás, um pragmatismo com um preço muito elevado para os lisboetas e para a cidade, um comportamento que não tem a ver apenas com o óbvio vazio de poder nem com a falta de jeito de certas pessoas para estas coisas de gestão autárquica, mas antes com uma cidade refém de um modelo de desenvolvimento. Há razões políticas que o coração dos eleitores desconhece e assim continuará. Presumo, porém, apesar deste caso pioneiro (creio), que a culpa irá mais uma vez morrer solteira e a lição de moral não servirá para nada, sendo certo que não se pode mandar "borda fora" nem lançar para o desemprego um presidente da câmara da cidade capital, nem sequer contabilizar a sanção na rubrica dos "custos de capitalidade".
Espero que os funcionários municipais entendam o que representa a Câmara ter contraído um empréstimo para pagar salários e o que isso significa de alienação patrimonial ou dívida de curto prazo. Se não houver uma intervenção rápida do Estado Central, francamente não sei como é que o problema vai ser resolvido. A situação recomendaria eleições regulares antecipadas e não apenas intercalares para a Câmara Municipal. Acontece que “
só um louco aceitaria ser candidato (do PSD)
a Lisboa nestas condições”. E, naturalmente, seria suspeito haver agora outro incêndio, quando ainda não se acabou de fazer o rescaldo do incêndio anterior.
O engenheiro Carmona Rodrigues não sai. E faz muito bem. Aconselho-o, porém, a andar de capacete. Homem prevenido vale por si. É que a fúria dos deuses e as vendettas dos homens normalmente caiem das nuvens… e às vezes tombam do zénite mais inesperado. No fundo, no fundo, parece-me que o único vereador que acabará solidário com o engenheiro Carmona vai ser o Dr. Sá Fernandes, incrivelmente e por genuíno fair-play político.
Registei o esclarecimento sobre a zona ribeirinha de Lisboa.
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Contrafacções?
Há uns largos anos, tentando descortinar o mistério do sucesso de algumas figuras da vida política, um amigo esclareceu que para se estar na política era forçoso ter um amigo empreiteiro, um ou dois contactos nos palops, um ou dois contactos em Macau, pelo menos uns dois tipos para o trabalho sujo e umas simpatias na comunicação social. Quanto aos empreiteiros, passados uns quantos anos, creio que estamos esclarecidos do poder que angariaram, ao ponto de prescreverem as decisões políticas. Em relação ao pessoal do trabalho sujo, qualquer um, com dois dedos de testa, conseguirá fazer um mapa rudimentar, tanto com as figuras disponíveis enquadradas na situação, como com os visíveis e invisíveis da oposição. Os contactos nos palops é coisa que se vai vendo… Quanto a Macau dá vontade de vozear, como o outro, “
It’s Macau stupid !”
Não sejamos anjinhos: quem engendrou esta maquinação contra Sócrates teve conivências no interior do Partido Socialista ou então já teria sido possível circunscrever a coisa que ainda alastra. O assunto começou por ser interessante, mesmo sem ser político. Mas a verdade é que, traço a traço, foi dando forma ao retrato prático e assustador da índole do outro país que também somos, um quadro realista com a alma atrofiada, naturezas deformadas expostas na substância dos enredos e nos meios usados para embutir uma ideia, por meias palavras, na cabecinha formatada de um povo que já está por tudo, conquanto sejam cabeças a rolar e muito, muito sangue e muitos, muitos golos e muito, muito Floribelas. Considerando esta situação que, sublinhe-se, não é contingente mas sim de crise, sem que os “profissionais” consigam definir concretamente quais os envolvimentos e extensões, acho que os manhosos de serviço, no governo e no PS, evidenciam graves fragilidades, comportando-se como "escuteiros" e meninos do coro, tendo em conta os métodos e os processos que regularmente são usados pelos adversários, sejam eles infiltrados, exteriores à organização partidária ou avençados pardos a ganhar a vidinha.
Pode-se desenganar quem pensava que batemos no fundo. A coisa tem ainda uns quantos episódios programados de modo a que os detractores consigam dizer o que exigem, sobretudo quanto ao que deve ser a próxima presidência europeia, durante a qual, ao que parece, a dinâmica fundamental decorrerá da discussão sobre as economias africanas emergentes.

Achava que já tínhamos chegado ao fundo do fundo. Mas esta das coisas blindadas, encerrando documentos potencialmente graves sobre a licenciatura de Sócrates (e de outros que necessitam de blindagens) é mesmo o retrato acabado das contrafacções de gente que lançámos para as feiras políticas, para os bazares dos comércios, com quem se estabeleceram profundas cumplicidades. O cofre blindado da outrora prestigiada universidade deixou à vista um jogo que o mundo da política nunca deve mostrar. Muitas ilações podem ser tiradas tendo em conta um comportamento que se calcula ser norma num determinado espectro de vidinha. Um jogo que se pode jogar nas penumbras dos gabinetes, mas que não deve transparecer para a praça pública - não se aprendeu nada com a Moderna. Aliás, o processo evidencia que José Sócrates não é o alvo principal. Sócrates é pouco. Sócrates serve por ser apenas o elo com mais fragilidades, a partir do qual se pode expor a escala dos interesses e a abrangência das “engenharias“. A demarcação de Cavaco Silva é sintomática do que pode estar ameaçado e do que pode estar em jogo. Na minha opinião, dê-se-lhes tudo o que pedirem, inclusive um terceiro ou um quarto aeroporto. Dê-se o cobre e o cabo. Dê-se as "refinarias". Dê-se os apeadeiros que quiserem no “alta velocidade”. Dê-se mais pretextos para cimento e mais pretextos para aço. Dê-se a televisão interactiva terrestre.
Sócrates, se já tinha ambição quando fazia política partidária, desejando mais do que o regaço da Assembleia da República, não devia ter deixado um único argumento para os adversários se divertirem com o circo.
Há no ar uma demência pestilenta que começa a sufocar.Etiquetas: Ocultos, Partido Socialista, Politica
Hélas…
… mais um dia! «Agora já estás em perigo. O maior perigo que corres neste momento é o de te pareceres contigo, pareceres-te com aquele do primeiro plano rodado há uma hora.»
«Continua a esquecer.Continua a esquecer ainda mais. »Marguerite Duras in Textos Secretos. Ed. Quetzal
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Insisto…
… que as coisas elaboradas são as mais saborosas. Esta, por exemplo, da
secção do PS (Partido Socialista) de Benfica que, como verificarão, nos remete para o
Godady.com. É uma descoberta digna de registo.

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Nada se perde. Tudo se transforma!
… seguindo o fio de raciocínio do Abrupto, sobre as Coisas que vão desaparecer do concreto e do imaginário colectivo, depois deste
Sim à
Interrupção
Voluntária da
Gravidez, acreditem que se seguem as simpáticas cegonhas.

Mas
há mais bichos em vias de extinção… para além de teclados, de monitores, de latas de cerveja, de tapetes de rato, de diáconos que tocam os sinos, de espaços para respirar, de contributos para a história do comunismo, de Câmaras Municipais de Lisboa, enfim… a Madeira é um jardim.

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Pronto…

… temos o Sim. No pacote veio a notícia de vinte carros que arderam, sem chegarem ao destino, e também de um sismo do grau 5.8 anexado ao trágico acidente ferroviário na linha do Tua, presumivelmente com vítimas mortais. Ajunta-se, para um extraordinário sossego colectivo, a garantia que a linha da lei sobre a interrupção (voluntária) da gravidez, num contexto de 10 semanas, será gerada pelo Eng. José Sócrates e pelo Dr. Alberto Martins, supõe-se que em parceria.
Human cloning. Gandee VasanAo sismo, alguns conferem a importância dos tementes - uns quantos temendo catástrofes naturais, outros subjugados pelos humores divinos, e ainda outros indiferentes aos deuses e à natureza, que se debatem ressacados com tanta resposta afirmativa de um quarto da população recenseada. Temos, por isso, muita gente contente e outra parte menos eufórica. Ninguém ganhou, creio - no fundo, quem sabe, ganhámos todos. Apenas se remeteu cada um para o sítio que irá ocupar, digamos, daqui a uns 10 anos. A trajectória das coisas, que é como quem diz “a vida das coisas”, a partir de ontem fará uma elipse diferente, com reajustamentos de rota. Nesta perspectiva haverá que chegar a conclusões sobre o que vai ser o povo da “Nova Esquerda” e em simultâneo tentar dar sentido a um emaranhado de atitudes onde se pode estar a forjar uma população da “Nova Direita”, com novas grandes causas e novas convicções.
Imagem daqui > 
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Busillis…
… cultural? Mega Ferreira diz-nos (
) que o CCB, por inteiro, foi prometido a Joe Berardo. Dá-nos a entender que lhe omitiram parte das combinações. Reconhecia algum “traquejo” a MF, tendo em conta a sua passagem pela Parque Expo, em certa medida um “ninho de lacraus“. Outorgava-lhe, portanto, a capacidade de vir a ocupar uma posição política com peso, supondo que seria uma pessoa bem informada. Até já o tinha inscrito na lista de candidatos a presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
E agora diz que não sabia o que sabe hoje… sobre o destino do CCB e orçamento respectivo para o tornar realidade. Ora.

Foto de Dias dos Reis. Imagem sacada daqui 
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Devagar…

… que o que nos falta é tempo, lá vamos cantando e rindo e enxergando parte do alcance do “complexo neo-corporativo e salazarento” a que se refere, de quando em quando, o meu amigo Cavaco Silva (

), irritado com a coisa peganhenta que não descola. Desta feita aponto e recorto um excerto de uma nota sua no Claro, sobre uma evidência cada vez mais patente sobre o nome das coisas estrategicamente instaladas. No entanto, Zé, não creio que tenha sido opção de José Sócrates tratar da Economia com a “esquerda democrática“, apesar do Programa de Governo ter dado umas dicas que chegavam para entender o rumo.
Porém, parece-me que foi o desenrolar da vida (das coisas) que obrigou à adopção descomplexada das regras de “mercado”, apesar de pronunciadas com sotaque assaloiado, e foram as constatações quanto a faculdades de navegação nos esquemas do “capitalismo“ de uma certa esquerda entrosada com outros esquemas, os da pós-globalização ou, se quisermos, da mundialização.Acontece, creio, que as alterações climáticas obrigam a suscitar novas sinergias e atitudes distintas no modo de agir politicamente e em solidariedade, em todo o plano do grande jogo e nos diferentes níveis. Os lentes o dirão… para as formiguinhas se conformarem.
«Há quem diga que “José Sócrates fez uma opção: governar a economia com a direita e governar os costumes com a esquerda”… Mas não é verdade! Não é verdade porque a direita que temos é incapaz de aceitar a economia de mercado e muito menos é capaz de viver com ela.» (
)
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Segundo a Unicef…
… mais de 250.000 crianças foram recrutadas ou usadas em conflitos armados em 2006, informa-nos João Soares no seu site pessoal (

, fica o link para o site, visto não ser possível o link para o post ). Não é apenas uma “vergonha”, João. É um escândalo a acrescentar a tantos outros que decorrem da desumanidade de muitos poderes. Alguns, infelizmente, ainda consideramos “janelas de oportunidade“, na frieza dos objectos dos “Negócios de Estado“.
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E a mais…
… não é obrigado.
SIM, a mais não foi obrigado. Dois sublinhados da extensa entrevista de Eanes, a ler a revista Única, suplemento do Expresso:
«Foi em 1975, antes das eleições, depois de ter deixado a televisão. Aliás, até posso dizer que Mário Soares esteve em minha casa com o Cunha Rêgo. Ele vinha pedir-me que fizesse um estudo para montar um serviço de informações no PS. Respondi-lhe que não podia fazer isso, porque, estando sem funções, continuava no activo; mas que ia pedir a um camarada meu, especializado no assunto e na reserva, que o fizesse. O que, aliás, aconteceu. Até fiz uma coisa um pouco imprudente: ele forneceu-me o estudo, e eu, em vez de o mandar dactilografar, entreguei o trabalho com a letra dele.»-«Com o MRPP tinha uma ligação privilegiada, que era o Arnaldo Matos, que tinha sido meu alferes em Macau. Eles forneceram-nos muita informação de alta valia. Tinham muita gente nos CTT.» (
link 
)
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Ordo ab Chao...

No
Tempo que Passa (

) fica-se com dia ganho ao ler a nota do Prof. Maltez sobre a vida caótica em que esta Coisa se transformou, um ambiente que faz as delícias de uns quantos e a angústia da outra parte. Adelino Maltez também aponta o falecimento do Prof. Oliveira Marques, um velho Maçon, tão empenhado na Maçonaria, que nos remete para a recordação de outros velhos Mestres (não muitos), amizades, simpatias e solidariedades, referências essenciais que nos acrescentaram e acrescentam o pensamento, para manter alguma Liberdade e acreditar nas qualidades do Ser Humano. Como não sou douto nesta coisa de articular pensamentos em modo escrito, deixo, pois, dois sublinhados da nota:
«Aliás, esta oposição entre as leis não escritas e as leis da cidade foi, de certa maneira, resolvida com o sacrifício do próprio Sócrates, em 399 a.C., ao aceitar a pena de morte injusta que a lei escrita da cidade lhe impôs, declarando: antes sofrer a injustiça, do que praticar a injustiça. Porque a partir dele, a polis passa a começar a existir no próprio interior do homem. Ou, como observa Fellice Battaglia, a polis e a lei que a comanda interiorizam-se e ascendem a um valor de vida insuperável . Isto é, o superior passa também a poder ser determinado a partir do interior de cada um.»

«Anomia vem do francês anomie, proveniente, por sua vez, do grego anomia. O mesmo que desordem, enquanto violação da lei. Termo cunhado por Durkheim para significar ruptura da solidariedade, sendo equivalente ao conceito marxista de alienação. Segundo aquele autor, tal acontece quando se dá uma mudança de normas sociais que priva o indivíduo dos pontos de referência necessários para a determinação dos objectivos da respectiva conduta. A quebra da solidariedade acontece sempre que há uma ruptura entre os desejos dos homens e a possibilidade dos mesmos serem satisfeitos de acordo com as leis existentes, o que leva à não integração do indivíduo na sociedade.»

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A galinha…
… mecânica. Quando o “
nada” é o que há para escrever, será pois sobre “
nada” o que se escreve, sendo que os “
analfabetos funcionais“ arranjam sempre cangalhadas dialécticas para articularem umas palavras e darem (pensam) nas vistas, aproveitando a “
democratização“ deste meio blogosférico, dividido por patamares, assim como que uma Babel, num processo evolutivo permanente, que pretende chegar aos ouvidos das gentes que habitam os “
Céus“. Mas este “
nada“, que se deturpa na tradução e se permuta por
vazio, daria conteúdo suficiente para uma publicação que quase plagiaria o titulo “
A Era do Vazio”, para o transmutar em “
A Era do Nada”, com matéria abundante para romancear nesta paisagem à beira mar.
Pois é… Os mais “
cultos” deviam ter desenhado as linhas da lógica que conduziam a este horizonte, chato, violento, desinteressante. Deviam ter dado forma perceptível à geometria sábia que todos ansiávamos. Mas a maior parte, ao que tudo indica, andava também nos ovos de ouro da galinha. E, ao que parece, por ganância, matou-se a galinha. O que vem a seguir já é esmola emoldurada pelo quadro comunitário de apoio, para mantermos estruturalmente a coisa e a vergonha para os fiscais da comunidade não ser maior.
“
A nada se tira…”, bem o escreveu Fernando Pessoa.
Mas este “
nada “ deriva das nossas limitações intelectuais, que não conseguem ser tão abrangentes ao ponto de manipular e sintetizar o excesso homogéneo, previsível, brutalmente fastidioso. A vulgarização do importante e do determinante é, creio, a causa deste enfado que provoca o enjoo. Voltados para o umbigo, um traiçoeiro narcisismo, contraímos a presunção do dependente, que quando quis tirar a máscara, ela já não se soltava e assim continuou a vidinha desgraçada.
Temos, pois, o que merecemos. Este referendo sobre a IVG trouxe à evidência a balbúrdia que impera, para bem dos nossos pecados. Não somos um povo esclarecido. Somos “
nada“ e por isso violentos. Somos um modelo acabado de hipocrisia, de fingimento, de mentira, de espertalhões, uma amálgama de finórios que querem tudo, não pagam e não têm medo de ninguém.
Nada… pois claro. E depois admiram-se com os 75 mil apanhados nos radares, com a sargento que é condenado, com a desfaçatez da menina Salgado, com apitos dourados e operações furacão tortuosas, com Odemiras e periferias… Enfim. Começamos a andar zangados e corre-se o risco do estado de graça terminar.
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« No céu vai uma nuvem, todos dizem “bem a vi”. Todos falam e murmuram, mas não olham para si.».
A espreitar e a ler, se possível:

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Deslumbramento…
… Tecnológico ou os efeitos alucinatórios imediatos da anunciação do
QREN.
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Less…
.Etiquetas: Artes, Ciência, Ocultos
Carrilho’s…

Alexander Lyamki
.… without time. Recuperar vai ser difícil.
Que o vereador Dias Baptista se aguente nesta ambição antiga.
Notar que o Prof. Carrilho nunca teve a noção com quem se estava a meter - se com a oposição, que iria defrontar no palco da Câmara de Lisboa, liderada, aparentemente, pelo Eng.º Carmona ou se teria de sapato espetado, em todas as esquinas escuras, pronto para todas as rasteiras, o Partido Socialista, que nunca lhe perdoará o livrinho nem outras descomedimentos públicos. Não teve a percepção, e os mauzinhos dos socialistas também não o esclareceram. Agora… será que o Prof. Carrilho vai entregar cartão, amigo José Leitão

?
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Roteiro Cultural...
... na "erotic" Índia. …
Why not?Dirão: inconveniente falta de “sentido de Estado”.
Negócios, enfim.
Negócios e parcerias...
.Etiquetas: Artes, Artes Património, Ocultos, Politica
Passagem pela Índia… (B)
… working child process. Why not?… Dirão: inoportuna falta de “sentido de Estado”. Negócios, enfim.
.Etiquetas: Artes, Espionagem, Negócios, Ocultos, Politica
Passagem para a Índia… (A)
… why not? Dirão: inoportuna falta de “sentido de Estado”. Negócios e valores mais altos se alevantam, enfim.
.Etiquetas: Artes, Espionagem, Negócios, Ocultos, Politica
O Código…
… da Vida. Afinal em que ponto é que se inicia a Vida? E que sabemos nós da gestação, desde o primeiro dia? E que sabemos nós, homens, da “dor” no abortar, sobretudo com a aflição de o fazer às escondidas, receando uma sanção judicial? Que sabemos nós, em consciência, para votar Sim ou Não?
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Imagem sacada aqui..Etiquetas: Ocultos