Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

quinta-feira, agosto 21, 2008

“Provincianos, campónios e citadinos”


Dois sublinhados no livrinho Os Portugueses, de Fernando Pessoa, desta, 60 minutos de esplanada no areal, um livrinho da colecção Literatura Portátil, da Editora Alma Azul:
Quando um doido sabe que está doido, já não está doido. Estamos perto de acordar, disse Novalis, quando sonhamos que sonhamos.
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Porque só há duas maneiras de se ter razão. Uma é calar-se, que é a que convém aos novos. A outra é contradizer-se, mas só alguém de mais idade a pode cometer.
Tudo o mais é uma grande maçada para quem está presente por acaso. E a sociedade em que nascemos é o lugar onde mais por acaso estamos presentes.
Fernando Pessoa, Os Portugueses, Col. Literatura Portátil, Ed. Alma Azul
seta linkEditora Alma Azul


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sábado, agosto 16, 2008

De papo p’ró sol


Da colecção Literatura Portátil, da Editora Alma Azul, com o Senhor Charles Baudelaire, uma horinha de papo ao sol e povo à volta a trabalhar para o bronze. Uma colecção de livrinhos para ler na praia, que ainda não percebi se também protegem dos raios solares. Fica uma citação:
É preciso trabalhar, e se não for por gosto pelo menos por desepero; até porque, bem vistas as coisas, trabalhar sempre é menos aborrecido do que esforçar-se por estar contente.
Charles Baudelaire, Meditações, Col. Literatura Portátil, Ed. Alma Azul
De outro grande autor, um outro pequeníssimo livro, também portátil.
Antes não compreendia que as minhas perguntas não obtivessem resposta.
Hoje não compreendo porque um dia acreditei ser possível fazer perguntas.
Franz Kafka, Meditações, Col. Literatura Portátil, Ed. Alma Azul
seta linkEditora Alma Azul


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terça-feira, agosto 12, 2008

A nossa necessidade de consolo…


Stig Dagerman nasceu a 5 de Outubro de 1923, a 150 km de Estocolmo. Dagerman tentou várias vezes o suicídio e em 1950 é internado numa clínica psiquiátrica. Suicida-se, porém, em 4 de Novembro de 1954. “ Um acidente de trabalho”, dirão os amigos.
A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer”, este pequeno livro - cerca de 40 minutos de leitura -, editado por Fenda, lê-se com gosto e sobra um pensamento positivo sobre a vida e o seu impenetrável significado. A vida, o tempo e a morte. Leitura recompensadora para o tempo do pequeno almoço folgado - na esplanada.
(...) esta descoberta simples de que ninguém, nenhum poder, nenhum ser humano, tem o direito de secar em mim o desejo de viver. O que é do mar se os rios se recusam?
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O que é perfeito não desempenha tarefas. O que é perfeito labora em estado de repouso. É absurdo pretender que a função do mar seja exibir armadas e golfinhos
Sublinhados


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domingo, agosto 03, 2008

Simone de Beauvoir


Simone de Beauvoir, “O existencialismo e a sabedoria das nações2
Ed. Esfera do Caos

O homem procura sempre o seu próprio interesse”, “A natureza humana nunca mudará”, “Longe da vista, longe do coração”, “Ninguém dá nada a ninguém”, “Enquanto se é novo, é tudo muito bonito”, “Não andamos cá para nos divertirmos”…
Estes lugares comuns, estes dados adquiridos que constituem a sabedoria das nações, exprimem uma visão do mundo incoerente, cínica e omnipresente, que é preciso pôr em causa.
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"Todo o bom raciocínio ofende" - diz profundamente Stendhal. Perante uma opinião alicerçada, uma verdade definitiva, as pessoas têm medo. Aquele é vaidoso, egoísta, antipático, invejoso; enunciar-nos-ão com prazer todos os seus defeitos; mas se concluirmos: "É boa pessoa", o nosso interlocutor protesta "Não foi isso que eu disse"; e acrescentará, talvez: "Apesar de tudo, no fundo é boa pessoa".
Excertos
seta linkEditora Esfera do Caos


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segunda-feira, maio 12, 2008

Os Retornados


Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.
Sinopse em Esfera dos Livros
Preço 18 euros

seta linkOs Retornados > Esfera dos Livros



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segunda-feira, outubro 15, 2007

Livros para Ouvir


Cristina Vieira, do Contra-capa, regista e sugere o uso dos Livros para ouvir. A iniciativa tem utilidade evidente. Por isso reproduzo aqui a sugestão. Os livros podem ser encomendados no site da Editora. Experimentem e depois digam qualquer coisa. E, já agora, de caminho, espreitem os blogs de Cristina.

Blog Contra-capa
Blog A Marquesa
Contra-capa Fotoblog
Blog Contador de Viagens

Editora 101 Noites

filete-picotado

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Livros, também, se me é permitido…

O caríssimo Dr. Vasques, como seria de esperar, não resistiu a um desafio e debitou uns quantos livros que lhe atingiram a vida – mesmo os que em nada a mudaram. Se a lista não fosse no gozo, diria que se fica a conhecer um pouco mais sobre o autor do General de todas as estrelas… e sobre o seu próximo livro que romantiza em torno da hipotética filha de Salazar, o nosso. A referência ao facto da Bíblia, edições Paulistas, não lhe ter alterado a vida, bem como as Receitas Eróticas, que não lhe aqueceram nem arrefeceram a existência, são afirmações dignas de registo para acrescentar a uma selecta de afirmações do Dr Tomás, que um seu amigo anda a compilar.
Apesar de não ter sido desafiado para elaborar um elenco de livros – afinal quem sabe de mim depois da passagem fugaz pelo teatro nacional ?... – ao ler o post do Dr. Conquilhas não resisto a intrometer-me no jogo em circuito fechado lançado por Francisco José Viegas, no blog A Origem das Espécies. Eis, pois, as minhas modestas escolhas resultado de esforçada ileteracia:

Livros que me mudaram a vida
Cartilha Maternal de João de Deus
Cartilha da Catequese
Ritual de Aprendiz da Maçonaria
Livros que não me mudaram a vida, mas deram prazer ler
Quo Vadis, de Henryk Sienkiewicz
O General de todas as estrelas foi-se embora sem ter bebido um Havana Club, de Tomás Vasques
Cosa Nostra, a História da Máfia Siciliana, de John Dickie
Fascínio da Monotonia, poesia de Francisco José Viegas
A decadência do Paradoxo, de Pitigrilli
Livros que estou a reler com a esperança que mudem a minha vida
O Nome e a Coisa, de José Pacheco Pereira

Livros que estou a ler na esperança que me mudem a vida
A passo de caranguejo, de Umberto Eco
Até não perceber, de Fernanda Câncio
O Síndrome das formigas, de John Sowings
O Português que nos pariu, de Ângela Dutra de Menezes

Livros de quase escritores (ou quase poetas) que não sabemos se algum dia irão mudar a nossa vida
Matin de pluie. Septembre à Lisbonne, de João Soares

Deste destaco um “poema”(?). Merece:

Lisbonne.
Les premiéres gouttes de pluie
Effacent la brume du réveil matinal.
Matin de septembre.
La ville renâit de la nuit
Dans l’enchantement de tous ses matins.
Auquels s’ajoute l’odeur de la pluie
Dans les rues et l aterre,
La lumière, la couleur, les sons,
Les odeurs
Avivées par la pluie.
Dans cette ville magique,
De gens multiples,
De pierres, terres,
Maisons et bateaux
Lisbonne, Lisbonne
Lisboa

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Blog Conquilhas
Blog A Origens das Espécies


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terça-feira, maio 08, 2007

Pré-publicação


Lançamento dia 16, na Fnac Chiado, às 18:30h, com apresentação de Fernando Pinto do Amaral.
Nora sentiu o aperto no lado esquerdo da nuca. Agora acontecia com frequência. E não pôde deixar de pensar que tinha sido preciso chegar aos 50 anos para ficar dependente de inibidores de enzima. Olhou para o relógio e viu que tinha uma hora pela frente. O motorista vinha às oito. Largou o relatório, enterrou-se no sofá e semicerrou os olhos. Sabia-lhe bem estar ali, os braços perdidos na seda puída, com a luz de Abril coada pela buganvília. Afinal, comprara a casa por causa dela.
Eduardo Pitta, CIDADE PROIBIDA, QuidNovi, Lisboa, 2007
Editoras que integram o projecto de pré-publicações do Miniscente: A Esfera das Letras, Antígona, Ariadne, Bizâncio, Campo das Letras, Colibri, Guerra e Paz, Magna Editora, Magnólia, Mareantes, Publicações Europa-América, Quasi, Presença e Vercial.

Blog Da Literatura
Site Miniscente

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sábado, maio 05, 2007

Liberdade e...


Mais uma divulgação que, sinceramente, não sei se terá alguma relação com os acontecimentos da Câmara Municipal de Lisboa: um romance histórico sobre a vida oculta do Marquês de Pombal.

Site da Editora Prime Books

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Teolinda Gersão em Aveiro


Uma nota de divulgação, género copy/paste, com todo o gosto: «A escritora Teolinda Gersão estará em Aveiro para o lançamento do seu novo livro A Mulher que Prendeu a Chuva e outras Histórias, no dia 8 de Maio, pelas 18h30, na livraria Bertrand Fórum Aveiro. A apresentação da obra será feita por esta vossa (nossa) des/conhecida parceira (Divas e Contrabaixos). E este é um convite que dirijo a todos vós que passais por aqui (por aqui, Aveiro, claro está). Venham conhecer a escritora e participem na descoberta da sua obra!»

Blog Divas e Contrabaixos

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terça-feira, maio 01, 2007

Uma lista para os desqualificados

The 100 most influential books ever written: the history of thought from ancient times to today é o título de um livro recomendável escrito por Martin Seymour-Smith (1928-1978). O título pode ser entendido como pretensioso. Vasculhando aí uns “indíces”, desde os “tempos antigos” até hoje, conseguiremos certamente articular outros livros e outros títulos que impressionaram o andar das coisas ou a vida das coisas. Todavia, deixo a listinha que pode ter alguma utilidade. Não digo ler de empreitada os 100. Mas fazer uma escolha aí, sei lá, uns 20 seria muito útil.

I Ching; O Velho Testamento; A Ilíada e A Odisseia, de Homero; Os Upanishads; O Caminho e Seu Poder, de Lao-tzu; O Avesta; Anacletos, de Confúcio; História da Guerra do Peloponeso, de Tucídedes; Obras, de Hipócrates; Obras, de Aristóteles; História, de Heródoto; A República, de Platão; Elementos de Geometria, de Euclides; O Dhammapada; A Eneida, de Virgílio; Da Natureza da Realidade, de Lucrécio; Exposições Alegóricas das Leis Divinas, de Philo de Alexandria; O Novo Testamento; Vidas Paralelas, de Plutarco; Anais, Da Morte do Divino Augusto, de Cornélio Tácito; O Evangelho da Verdade; Meditações, de Marco Aurélio; Hipotiposes Pirrônicas, de Sexto Empírico; Novenas, de Plotino; Confissões, de Agostinho de Hipo; O Corão; Guia para os Perplexos, de Moisés Maimônides; A Cabala; Suma Teológica, de Tomás de Aquino; A Divina Comédia, de Dante Alighieri; Elogio da Loucura, de Desidério Erasmo; O Príncipe, de Maquiavel; Do Cativeiro Babilónico da Igreja, de Martinho Lutero; Gargantua e Pantagruel, de François Rabelais; Institutos da Religião Cristã, de Calvino; Da Revolução das Órbitas Celestiais, de Nicolau Copérnico; Ensaios, de Michel Eyquem de Montaigne; Dom Quixote, de Miguel de Cervantes; A Harmonia do Mundo, de Johannes Kepler; Novum Organum, de Francis Bacon; Primeiro Folio, de Shakespeare; Diálogo Sobre os Grandes Sistemas do Universo, de Galileu Galilei; Discurso Sobre o Método, de René Descartes, Leviatã, de Thomas Hobbes; Obras, de Gottfried W. Leibniz; Pensamentos, de Blaise Pascal; Ética, de Baruch Spinoza; O Progresso do Peregrino, de John Bunyan; Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, de Isaac Newton; Ensaio Sobre a Compreensão Humana, de John Locke; Os Princípios Sobre o Conhecimento Humano, de George Berkley; A Nova Ciência, de Giambatista Vico; Um Tratado Sobre a Natureza Humana, de David Hume; A Enciclopédia, de Denis Diderot; Um Dicionário da Língua Inglesa, de Samuel Johnson; Cândido, de François Marie de Voltaire; Senso Comum, de Thomas Paine; Uma Pesquisa Sobre a Natureza Humana e a Causa da Riqueza das Nações, de Adam Smith; Declínio e Queda do Império Romano, de Edward Gibbon; Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant; Confissões, de Jean-Jacques Rousseau; Reflexões Sobre a Revolução na França, de Edmund Burke; Reivindicações dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft; Uma Pesquisa Sobre Justiça Política, de William Godwin; Ensaio Sobre o Princípio da População, de Thomas Robert Malthus; Fenomenologia do Espírito, de George Wilhelm Hegel; O Mundo Como Vontade e Representação, de Arthur Schopenhauer; Curso em Filosofia Positivista, de Auguste Comte; Da Guerra, de Carl Marie von Clausewitz; Ou Isso/Ou Aquilo, de Søren Kierkegaard; O Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels; Desobediência Civil, de Henry David Thoreau; A Origem das Espécies, de Charles Darwin; Sobre a Liberdade, de John Stuart Mill; Primeiros Princípios, de Herbert Spencer; Experiências sobre Híbridos das Plantas, de Gregor Mendel; Guerra e Paz, de Tolstoi; Tratado Sobre Eletricidade e Magnetismo, de James Clerk Maxwell; Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche; A Interpretação dos Sonhos, de Freud; Pragmatismo, de William James; Relatividade, de Albert Einstein; Tratado da Sociologia Geral, de Vilfredo Pareto; Tipos Psicológicos, de Carl G. Jung; Eu e Tu, de Martin Buber; O Processo, de Franz Kafka; A Lógica da Descoberta Científica, de Karl Popper; Teoria Geral do Emprego, Lucro e Dinheiro, de John Maynard Keynes; O Ser e o Nada, de Jean-Paul Sartre; O Caminho para a Servidão, de Friedrich von Hayek; O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir; Cibernética, de Norbert Wiener; 1984, de George Orwell; Histórias de Belzebu para Seu Neto, de Ivanovitch Gurdjieff; Investigações Filosóficas, de Ludwig Wittgenstein; Estruturas Sintácticas, de Noam Chomsky; A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas S. Khun; A Mística Feminina, de Betty Friedan; Citações do Comandante Mao Tse-tung, de Mao Tse-tung; Além da Liberdade e da Dignidade, de B. F. Skinner.

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Clarice Lispector

"Até as palavras nos abandonam"
O homem parecia ter desapontadamente perdido o sentido do que queria anotar. E hesitava, mordia a ponta do lápis como um lavrador embaraçado por ter que transformar o crescimento do trigo em algarismos. De novo revirou o lápis, duvidava e de novo duvidava, com um respeito inesperado pela palavra escrita. Parecia-lhe que aquilo que lançasse no papel ficaria definitivo, ele não teve o desplante de rabiscar a primeira palavra. Tinha a impressão defensiva de que, mal escrevesse a primeira, e seria tarde demais. Tão desleal era a potência da mais simples palavra sobre o mais vasto dos pensamentos. Na realidade o pensamento daquele homem era apenas vasto, o que não o tornava muito utilizável. No entanto parece que ele sentia uma curiosa repulsa em concretizá-lo, e até um pouco ofendido como se lhe fizessem proposta dúbia.
Clarice Lispector, in A Maçã no Escuro.
Clarice inicia o esboço do romance A veia no pulso, que viria a ser A Maçã no escuro.

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."
Clarice Lispector, in Perto do coração selvagem

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sábado, abril 07, 2007

Divulgações


«Nunca começámos do chão / e agora é tarde.»

Eu, iletrado, armo ao culto, brilhando com o brilho dos outros, recomendo a leitura da nota de Eduardo Pitta, no blog Da Literatura, sobre o livro de poesia de Pedro Mexia, Senhor Fantasma, apostando, respeitosamente, um pedaço do escrito.

Um fantasma com piedade, que não nos expulsa
mas que vai ditando, com todas as letras, a sua narrativa,
feita nossa, e que talvez, como um espectro, nos salve.

Blog Da Literatura


A outra Índia

O "Conquilhas" recomenda o Babyji, da escritora indiana Abha Dawesar, um romance tendo como personagem central Anamika, uma estudante de Física Quântica. O apontamento deve ser lido no Amanhã não se sabe

Blog Hoje há conquilhas…

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segunda-feira, abril 02, 2007

Cartas de marear

Estava a ver que ninguém entendia a mensagem encriptada da nêspera…

A minha amiga Olívia informou-me na caixa dos comentários que os Contos do Gin-Tonic foram reeditados. Depois desta onda de salazarismos balofos, a notícia vem atenuar algumas apreensões quanto ao futuro mental dos portugueses, apesar de serem os mesmo que provocaram o défice, os que agora vendem soluções milagrosas para ficarmos com aspecto decente. Se é possível reeditar os contos de Mário-Henrique Leiria, homem de imensos engenhos e profissões, surrealista, militante, sabe-se lá se de grandes actividades, do Partido Revolucionário do Proletariado, é porque nem tudo está perdido.

Vidas Lusófonas > Mário-Henrique Leiria

Naturalmente que somos endereçados para Mário Viegas. Através dele aportamos na Companhia Teatral do Chiado. E aproveita-se a ocasião para divulgar a peça em cena Vampiras lésbicas de Sodoma, de Charles Busch.



Imagem do Álbum Backstage, nas galerias Escrita com Luz, de Manuel Luís Cochofel, nos bastidores das vampiras lésbicas.

Álbum Backstage de Manuel Luis Cochofel
Companhia Teatral do Chiado

Uma dúvida a despropósito: que raio faz o Mário Viegas entalado no post sobre Lula e Bush, uma nota de 1 de Abril, no blog Hoje há conquilhas? E depois o João é que é a maria-cachucha da net.



Blog Hoje há conquilhas > Blog Amanhã não se sabe

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segunda-feira, março 19, 2007

As Cufes

Depois de ler na nota de J. Tunes, no Água Lisa, sobre Alfredo da Silva – biografia, 1871-1942, não posso deixar de recomendar a leitura e inserir um excerto: «O que não deixa de ser uma ironia sinalética da mudança na sociedade portuguesa que o que resta hoje de mais próspero e rentável do grande império empresarial do maior "capitão da indústria" seja a venda de serviços médicos privados que, ironia reforçada, utiliza a marca "Cuf" e foram construídos a partir de uma componente do "paternalismo" de Alfredo da Silva para com os trabalhadores das suas empresas (a assistência médica prestada pelo "Hospital da CUF").

Agua Lisa > O Mito de Alfredo da Silva

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21 de Março Dia Mundial da Poesia

A Casa Fernando Pessoa vai assinalar o Dia Mundial de Poesia, como seria de esperar. A coisa começará aí pelas dez da manhã, com uma Feira do Livro de Poesia e descontos especiais. Continuará com os Poetas lêem poetas, pelas 21h30, e as leituras de Maria do Rosário Pedreira, Pedro Mexia, José Luís Tavares, Pedro Sena-Lino, Eduardo Pitta, Fernando Pinto do Amaral e Ana Marques Gastão. Da música haverá Jazz, das 18h30 às 21h00, com o Wishful Thinking e mais música e poesia de José Afonso, com João Afonso e João Lucas. Anuncia-se também uma exposição de fotografia de Jordi Burch e como qualquer festa que se preza, será servida uma ceia para o tarde.
A entrada é livre e ficará sujeita à lotação sensata do espaço.

O Mundo de Pessoa

Aproveitando, divulga-se também Criaturas da Noite.

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sexta-feira, fevereiro 09, 2007

E uma sugestão…


Ethics and the Visual Arts. Elaine A. King and Gail Levin, edts.

… da minha lavra, sem copy/paste nem equitações, neste tempo sem tempo para ler livros, incrivelmente.


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… copy/paste IV

… para dizer melhor as minhas deferências para com as “coisas” dos outros. As minhas desculpas! Como diz o PS: “Sem o Sim não há solução”. Enfim...
Que é como quem diz “sem copy/paste, há sempre o delete!”.



No Abrupto ( ) e no Da Literatura ( )


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domingo, janeiro 28, 2007

Contos…

… da Montanha, de Miguel Torga, um sublinhado antigo no capítulo “Justiça“:

«(...) - Embargo! Ou fazes o que eu digo, ou vou à Vila e enrolo-te em meia folha de papel selado.
- Se tem assim tanta razão, salte! Salte para aqui, e tiram-se as teimas de homem para homem.
Olha lá não saltasse! Metia o rabo entre as pernas, e tribunal.
(...)»


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quinta-feira, janeiro 18, 2007

Estou…

… aqui! Dirá a criancinha. De pequenas memórias. Mesmo não gostando de Saramago, será um ganho de tempo visitar este blog


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