Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

domingo, junho 07, 2009

Um Lost Village de 2004



Uma modesta sugestão para carpir ou para festejar: Aldeias de Juromenha, um Lost Village Reserva de 2004, um dos melhores vinhos (tinto, claro) do Alentejo, da Herdade dos Outeiros.
Vá lá… um eficiente enfrascamento, de quando em quando, nunca fez mal a ninguém.


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A Europa das convicções



Quando penso no carvão e no aço, penso também se a Europa não será uma fatalidade, uma trincheira para este país se ter vindo a dissimular e, por consequência, gradualmente se ter tornado virtual, uma construção canhestra, economicamente falando e, concordemos, também em termos políticos – para não referir o regime e não empolar o meu acidental “reaccionarismo de Esquerda”.
A abstenção para as eleições do Parlamento Europeu, distribuída por todo o território europeu, devia ter forçado a medidas preventivas e de esclarecimento por parte dos tecnocratas, dos deputados e dos actuais candidatos. Os sintomas são persistentes e obrigariam a uma atenção maior. Mas não: porquê cumprir com a chatice de informar os seus concidadãos ao longo do mandato, se é tão bom viver no outro mundo?
Depois de perdido o entusiasmo inicial, sistematizadas que estão as manhas e os simulacros, é apenas em tempo pré-eleitoral – aponte-se, por exemplo, a Exma. Sra. Dra. Edite Estrela – que, por norma, lá vamos dando pelos representantes eleitos com o nosso voto para o Parlamento Europeu – ressalve-se, porém, a Dra. Ana Gomes na saga dos aviões da CIA, que foi dando um ar da sua graça. Mas como ressalta, vai para uns quantos anos, uma homogeneidade na acção política local dos deputados europeus, materializada na carência de informação, insuficiente para avaliar os eleitos, parece, pois, que o comportamento é deliberado, deixando os eleitores na ignorância, encostados à terra, privados do que se passa nas nuvens, lá para os lados do outro mundo, apinhado de “elites” técnicas e políticas pagas quase ao preço do ouro e com os taxímetros sempre prontos a dispararem.
No mínimo, desta vez, a abstenção seria mais do que merecida. Mas como se perde a razão quando o “silêncio” pode ser encarado como cúmplice, o razoável é ir votar. Mesmo que o voto seja para castigar. Votando cumpre-se, com alguma autenticidade, a democracia e ficamos todos contentes – nós os que votamos. Alegram-se também, sobretudo os dos lugares cativos - veteranos que já andam por lá vai para uns anos largos, dizem eles a tentar dar consistência política à causa e à coisa europeia.
Então, sendo assim, vamos andando até à urna (não necessito fazer 600 Km como o meu amigo Vasques, do Conquilhas), invadido, sublinhe-se, pela dúvida se o céu não me punirá caso o enfileiramento venha a ser diferente do anterior.


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Lá como cá... em tempo de reflexão

O El País faz uma breve análise sobre o desfasamento entre o objecto das eleições e o discurso prático no terreno para aliciar eleitores, assente em assuntos domésticos. Lá como cá, os problemas que a Europa enfrenta, e que lhe podem complicar o futuro, passaram ao lado da representação propagandística dos profissionais da política.

La última fase de la campaña para las elecciones al Parlamento Europeo, que se celebran mañana, ha confirmado los peores augurios. Los partidos no sólo han seguido ignorando que el asunto sobre el que se vota es el futuro de la Unión Europea, y lo que a ese futuro pueda aportar la Cámara de Estrasburgo. Se han enzarzado en debates en clave puramente nacional, y lo que es peor, en muchos casos, de una ínfima altura. Y además preparan una lectura interna del resultado.
(...)
La UE afronta retos como el de completar la unión económica y monetaria, reforzar la política exterior, salvar el Estado de bienestar o incrementar la seguridad interna. Para ello conviene evitar la erosión de legitimidad asociada a la abstención. Pese a la lógica tentación de castigar a toda la clase política, no hay que olvidar que votar es un deber cívico y también un derecho al que no hay que renunciar.

botlink El País


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segunda-feira, maio 04, 2009

Caceteiros, militantes ou serviço pago?

Aproveitando a o ensejo, será pertinente perguntar se terão sido mesmo militantes do Partido Comunista que agrediram o Exmo. Sr. Professor Vital Moreira. É que nestas situações, está nas cartilhas, quem leva na cara é que sai a ganhar … Não obstante a conclusão a que cada um possa chegar, será benéfico ler o post de VM sobre o assunto, no blogue Causa nossa, que remete para um texto matreiro de José Saramago no DN Opinião, que interpreto de maneira diferente da do Exmo. Sr. Professor Vital.

botlink Vital Moreira, no Causa nossa
botlink José Saramago no DN


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Vós, Europeus?

Ao andar por aí, espantei-me com a cara de António Guterres nos cartazes exteriores da campanha do PS para as Europeias. Não entendi a relação, saltando-me à memória o desastre eleitoral do PS, que levou o então primeiro-ministro a abandonar o barco e zarpar para ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) - admitindo, mesmo assim, que a imagem da cara de Guterres poderia ter alguma finalidade estratégica no discurso de campanha.
Só hoje, ao ver a os novos outdoors, impressos com o título “Tratado de Lisboa”, é que percebi o verter da coisa. De imediato associei ao “Nós (Vós), Europeus”. Enfim, um discurso propagandístico para gente muitíssimo esclarecida, sendo que imagino o que pensará sobre o “Tratado de Lisboa” e onde encaixará nesse “tratado” o canalizador, a ser chamado para votar , que veio desentupir um cano na casa mãe deste blogue.


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sexta-feira, abril 24, 2009

Nós, os Europeus!



O senhor professor Vital Moreira entregou hoje as listas para a candidatura ao Parlamento Europeu. Na circunstância, ao que se pode ler no Sol online, afirmou as três principais políticas que defende:
> Apoio às redes transnacionais de transportes;
> A coesão territorial;
> Segurança das fronteiras externas da União;

Políticas, aliás, que só os destinatários muito esclarecidos podem alcançar a sua aplicação. Não sei se a coisa, por exemplo, inclui a terceira auto-estrada Lisboa/Porto… mas há um odor a TGV novinho em folha, incluindo carris e outros acessórios importados. Ou também se será legítimo intuir que há qualquer coisa de armamento na “Segurança das fronteiras externas”…
A generalidade da população, que vai ser chamada a votar, perante este quadro de políticas tão acessíveis ao comum do cidadão da terra, com o miolos num outro quadro de aflições, ficará precisamente na mesma – certamente a remastigar durante dois ou três minutos, mas passando para o jogo de futebol seguinte -, embora não sendo demais reafirmar a importância das três "orientações". É caso para dizer: “E quem não as defende?”.
E agora vou ali, que tenho mais para fazer, sem deixar de agradecer a escolha da mandatária Inês Ferreira Esteves de Medeiros e Almeida, apesar de me inclinar mais para a Juliette Binoche, falando de nós europeus.

botlink Biografia de Juliette Binoche
botlink Biografia de Inês Medeiros


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