Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

quinta-feira, maio 14, 2009

Serviços secretos do GOL?

«Nous passons tous un grand moment de notre vie sous l'eau, comme un iceberg. La plupart de nos pensées et de nos désirs ne sont pas exprimés. Nous vivons tous en permanence dans les conditions du secret.»
John Le Carré

São mínimos os números de visitantes e páginas vistas do meu contador. Fica a revelação. Portanto não me podem considerar uma ameaça na blogosfera. Mesmo assim, tenho sido muito moderado quanto a assuntos que digam respeito à maçonaria e a maçons, apesar de alfinetar alguns que dizem disparates ou que são irritantes estúpidos. Mandam os regulamentos que seja recatado. Não disse nada sobre a Fundação que vai gerir o património das três instituições dependentes do Grande Oriente Lusitano, apesar de saber, nalguma medida, o que é que se pretende, conhecendo a pré-história da matéria – património e universidades – e os episódios do processo, desde a cisão e consequente instalação da Grande Loja Regular, em Cascais. Pouco disse quando no Correio da Manhã António Ribeiro Ferreira entrevistou António Reis, actual Grão-Mestre. Ou quando, nas Jornadas Históricas «Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica», realizadas em Seia, em Novembro de 2008, foram debatidos temas importantes. Por conseguinte, não vai ser agora que comentarei a proposta aprovada pela Dieta para a constituição dum “núcleo interno de intelligence”, serviços secretos privados do Grande Oriente Lusitano, de defesa e de prevenção, estrutura a organizar, apesar de polémica, tendo em conta os canais privilegiados de comunicação por todo o planeta (admira-me que no Câmara Corporativa reine o silêncio sobre o assunto). A meu ver, esta é das tais coisas que se podem fazer, mas não se podem publicitar. Tanto mais quanto esta matéria – a espionagem –, sustentada na recolha de informação, na análise e síntese, com todos os itens da cartilha, inclusive os infiltrados e uma central à maneira, deve merecer muita contenção, não vá a prática dos “serviços” descambar para “irmãos” com intenções duvidosas em relação ao destino da informação. Ou não vá a “central”, aos poucos, fugir-lhe os meios para um “espiar” de grupo, sectário.
A minha opinião vale o que vale, ou seja, nada. Mas fica o registo. Sabe-se lá se o futuro a Deus pertence.

botlink Sobre a entrevista de António Reis
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terça-feira, março 03, 2009

O Menino d’Oiro



Vous devez tout voir, tout entendre et tout oublier.
Napoléon Bonaparte
Vai para uns quatro ou cinco anos que mantenho o Água Lisa, de João Tunes, numa lista curta de blogues de qualidade, que espreito quase todos os dias. A propósito do seu post sobre Herman Simm, fixei-me em conjecturas antigas, no tempo da queda do muro, relacionadas com orfandades e reagrupamentos cúmplices, cenários de subsistência de canais e interlocutores, reposicionamentos das peças no tabuleiro – quem sabe, os peões daquele que não descobriram em casa de Jorge Coelho –, e tentar verificar agora, com assumida presunção, quem é quem no novo mapa dos negócios e da política, para certamente reconhecer, uma vez mais, que “o PCP foi uma grande escola”, usando as palavras de Daniel Oliveira no Eixo do Mal, também ele, creio, preparado no PC. E como tenho para mim que quem um dia entrou no PCP nunca mais de lá sai – à semelhança da Maçonaria –, é especialmente interessante uma formiguinha ir inscrevendo no Moleskine Pocket notebook – passe a publicidade - uns nomes, uns esquemas e umas engenharias que possam alimentar a fantasia de estar a desenhar um novo puzzle ou uma nova geringonça (secreta?), no País e no ventre da Europa. Esperemos que a visita de Obama a Portugal nos conceda algumas pistas sobre energias alternativas.

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Pois Claro!

Apesar de ter adormecido a escrita, todos os dias, a partir deste modesto Vida das Coisas, visito o blogue Claro , do José Mateus, Consultor de Comunicação e Auditor de Defesa Nacional. Vou registando alguns posts; uns sobre a situação crítica do mundo, outros relacionados com a Comunidade das Informações, temática que me interessa bastante. Deixo dois sublinhados dum post muito interessante sobre Putin e “Família” ao seu serviço.

Um estudo da socióloga Olga Kryshtanovskaya mostra que mais de metade dos membros do poliburo informal de Putin são dos serviços e que o número de membros do KGB nas altas administrações públicas, central e locais, foi multiplicado por 12 desde o fim de ‘Gorby’... Nada que não tivesse sido previsto, há 30 anos, no romance ‘Le Montage’ de Vladimir Volkoff.
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Só os ingénuos pensam que Putin caiu do céu... Logo no início de 2001, o governo de Moscovo decidiu reorganizar os serviços de informação e de segurança, levando alguns observadores a prever o regresso do “velho” KGB.
José Mateus, in post Vingança de Putin



A referência a Vladimir Putin recordou-me que tinha guardado uma notícia do Telegraph, sobre a veia artística do ex-patrão do KGB.
Now, following in the steps of Winston Churchill and Adolf Hitler, Mr Putin has reinvented himself as an amateur artist.”...“According to the rules of the exhibition, Mr Putin was required to paint an image related to the Night Before Christmas, a story by the Ukrainian born author Nikolai Gogol, the bicentenary of whose birth is celebrated this year.
Set in Dikanka, a village in central Ukraine, the story tells of events on a blizzard-swept Christmas Eve thrown into chaos because the Devil has stolen the moon.”

É engraçado como lá no fundo todos temos qualquer coisa de artista. A uns dá-lhes para as Artes, propriamente ditas; a outros para a política, actividade tão inspiradora, ou para cargos de administração, sobretudo na banca, para intermediações em suculentas negociatas, ou para vendilhões do templo, enfim, maneiras de soltarem a "arte" que lhes vai na alma.

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Telegraph


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terça-feira, março 13, 2007

O Poder das Informações

O livro de José Vegar, organizado ao longo de uma década de investigação, para além de abordar e debater a realidade complexa dos Serviços Secretos portugueses, dedica também um espaço à história da espionagem em Portugal e ao percursor da recolha de informações com objectivos políticos, Pêro da Covilhã, por iniciativa do rei D. João II.



Seviços Secretos Portugueses. História e Poder da Espionagem Nacional
José Vegar. Ed. Esfera dos Livros

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