Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

quarta-feira, maio 06, 2009

Estratégias (duvidosas)



"Estratégias", uma interpretação assim ao género de Andy Warhol


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sexta-feira, outubro 31, 2008

Estiva e tráfico de influências?

It is better to be silent, and be thought a fool, than to speak and remove all doubt.
Silvan Engel

Sempre ouvi os amigos poderosos dizerem que “o Porto de Lisboa é um País dentro do País“. Trengo, vou entendendo por pedaços o alcance da afirmativa. E, lento, também vou confirmando a extensão do tráfico de influências nesta malha das grandes negociatas.



Exagerámos, uma vez mais, nas nossas expectativas em relação à oportunidade de qualificar a zona ribeirinha. Mas a ter em conta esta primeira iniciativa, que até contempla túneis e tudo o que, desde sempre, vem na ementa - bastará escolher -, podemos deduzir o que se está a aprontar na penumbra dos gabinetes, por entre gargalhadas sarcásticas. E mais apreensivos devemos ficar depois de Miguel Júdice nos ter asseverado (enfim, acreditemos) que com ele na Frente Tejo “não haveria nada para comprar, nada para vender, nada para especular…”. Ao que parece, lá se foi a vista do rio numa longa faixa ribeirinha com interesse para o negócio político. Tal com anota o Luís da Barbearia, "...sei lá, aproveitar o espaço livre do Parque Eduardo VII para construir uma central térmica e outra nuclear.
Privávamo-nos dos passarinhos mas ganhávamos um fartote de energia."

No fundo, para quê insistir na ingenuidade. Já devíamos saber o que é que a casa gasta. Eu, por mim, creia que me é indiferente olhar para contentores empilhados ou para os barquinhos à vela no rio. Habituei-me a não ser exigente. E como já me resignei a ser trapaceado, certamente que me agradará estar imobilizado nos engarrafamentos provocados pelas centenas de camiões com contentores que tem de entrar e sair da cidade com a carga que não pode estar mais de dois dias no terminal.
Porém, cidadão suavizado como eu, parece-me um gesto sem qualquer efeito prático assinar a petição que corre por aí, apesar de ser uma iniciativa meritória.

bot-link-post Barbearia do Senhor Luís


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Endividemo-nos! Abundantemente!


Experience is not what happens to you. It is what you do with what happens to you
Aldous Huxley
Sem qualquer constrangimento, sou pelos grandes empreendimentos. Quanto mais espectaculares e dispendiosos, melhor para todos nós e sobretudo para uns quantos. Remeto-me para o princípio da irresponsabilidade que prevalece sempre quando se trata de distribuir a boa e a má moeda pelos cestos que depressa ficam vazios, por não terem fundo. Depois se verá… Mais milhão, menos milhão, que importa quando já se perdeu o sentido da proporção vai para uns vinte e tal anos.


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sexta-feira, julho 25, 2008

Dehors catalogue (TGV, aeroportos e afins)




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terça-feira, julho 08, 2008

O outro papel pardo



Estranhamente, a nova oposição quer ver todas as contas das obras públicas, ali, explicadinho, parcela por parcela, somas e subtracções. E dizem-no sem se rirem, como se agora é que tudo estivesse endrominado. Como se houvesse a forte probabilidade de ficar tudo escarrapachado no papel pardo da mercearia, preto no branco. E que as contas nesse papelucho, escritas a lápis, fossem susceptíveis de andar de mão em mão ou cair na praça pública. Quére dezer…


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quinta-feira, abril 17, 2008

Impunes, fazendo pela vidinha

Quem descobre as vigarices de gente com bom aspecto e as divulga, bem pode parar de gastar saliva e as pontas dos dedos, de modo a não enlouquecer por inteiro, já que, estando nós, vai para largos anos, dentro do perímetro onde vigora o consenso da impunidade, por vezes total e descarada, esta tornou-se parte decisiva na sobrevivência do sistema dos atrevidos. Talvez por isso seja de louvar, nesta conjuntura de maioria absoluta, quem ainda hoje se dá ao trabalho de revelar intrujices de uns quantos milhares atrevidos bem vestidos que fazem pela vidinha, sem grandes acanhamentos, sabendo de antemão que ninguém os beliscará - nem tão pouco os julgará devidamente - a coberto da unanimidade política quanto à manutenção da impunidade - que me lembre, Vale e Azevedo foi o único "ir dentro".
A este propósito, leiam-se duas notas do Claro, do meu amigo Zé Mateus, que por sua vez remete para António Brotas, abordando as origens de certos buracos que temos no País que tão bem fingimos ser.
Leia-se aqui, para o caso de haver interesse em saber como é que esta geringonça funciona em bicos dos pés, alucinada com os famosos e com os poderosos de facto, temente quanto ao pessoal atrevido de colarinho branco.


Santiago Calatrava é genial. Casa da Ópera, em Tenerife.

seta link Claro



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quarta-feira, setembro 26, 2007

Os preços em Fátima...



Que raio… É intencional ? Outra vez a Somague ? Primeiro com Arnaut e o PSD. Agora em Fátima ? Já nem o território sagrado escapa às inflacções?
Ao longo de quase três anos que demorou a edificar, a igreja foi a maior obra de construção civil que se realizou no País, segundo os responsáveis da empresa construtora a Somague Engenharia,SA.
Vai custar o dobro do que chegou a ser previsto. "Deve ir aos 70 ou 80 milhões", segundo o reitor, numas contas ainda por fechar. "Espero um dia publicá-las", afirmou na conferência de imprensa que se seguiu à visita. "Tudo pago com dinheiro que os peregrinos ofereceram a Nossa Senhora", enfatiza Monsenhor Luciano Guerra, afirmando-se convencido de que "uns 80% dos peregrinos concordam com a obra".
Monsenhor Luciano Guerra em entrevista ao DN
DN Sapo > O Santuário custou o dobro
Portal de Fátima

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sexta-feira, maio 04, 2007

Rotundâncias?


Os bloguers do Dolo Eventual convidam os outros bloguers de outros blogues a enviar imagens de rotundas portuguesas. Provavelmente, daqui a uns meses, a colectânea dará uma publicação engraçadíssima, muito portuguesa. Força. Já estou a carregar as baterias da máquina e vou caçar por aí umas rotundâncias. Para já, sem vinculações automáticas ao objecto da imagem, que não me recordo onde saquei, deixo a rotunda mais famosa, atravessada por um túnel, que é o modelo acabado de duas em uma (obras públicas), em asfalto, em brita, em cimento, em aço, em pedra, em relva, em energia, em sinalética... enfim.



(O Dolo Eventual convida todos os seus leitores ao envio de fotografias de rotundas de todos os pontos do país, com referência, se possível, à sua localização (freguesia, concelho, distrito), autoria da foto e quaisquer dados adicionais que por bem forem entendidos enviar para rotundas@gmail.com.)

Blog Dolo Eventual

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terça-feira, março 20, 2007

Tou xim…?

“Então…? Tou… Xim…. Tou aqui na Ota axepéra de xi, não xei xe xe recorda, marcou comigo um encontro para me ditar a minuta da excritura do bocado de terra prometida. … … … … Hã… Quê?… Já não pode? Empenhou-xe? Quê?… Pexoalmente? Qué ixo? Não pode vir?… Não raxcunha?… A xixi?… O Xixi? Isso équera engraxado… Quero cá xaber dixo! Vem e vem poix que xou eu que mando! E xe voxê extá empenhado é comigo!”



Creio que foi em 1973 que se fez, com algum recato militar, a primeira chamada através de um telefone portátil de pilhas, diferente dos usados nos carros, com bateria. O telefones celulares proliferaram nos anos 80. Daí até hoje a evolução tecnológica neste tipo de comunicações foi qualquer coisa tão rápida quanto fantástica. Os jovens hoje nem sabem o que era andar com um “tijolo” no bolso ou acartar com uma bateria e um auscultador.
Quando abordamos as tecnologias envolvidas numa plataforma como um aeroporto, descobrimos uma enormidade de coisas complexas, quase todas, em grande medida, sustentadas pela informática e portanto com uma velocidade de renovação particularmente assustadora. Não creio, pois, que as aeronaves, vulgo aviões, sejam os mesmos daqui a quinze anos. Tal como a mentalidade dos passageiros internacionais será muito diferente da actual. Para não referir as questões de segurança. Pois é… “Tou xim?…”


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segunda-feira, março 19, 2007

A naifa


Gravatitas e fatinhos de marca bem falantes, respeitando os salamaleques da etiqueta, mas quando o verniz estala parecem tipos que conduzem topos de gama endrominados, com miolos formatados nos bairros críticos e fundos Urban suburbanos, em defesa de negócios obtusos, disfarçados num armazém recôndito que esconde direitas e centros-direita contrafactados. Que raio… mantenham a decoro. O que se espera de vexas é mais educação, sendo gente de boas famílias (presumo). É que esse espectáculo de "bairro da lata" salpica para todos os portugueses. Não queremos a Direita de mão na anca e faca na liga...

Notícia sobre agressão

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Das Otas e dos ventos laterais

Apenas um destaque: « Cada vez que ouço algumas personalidades falar sobe o tema dou comigo a pensar se estará a dizer a sua opinião ou se foi pago por alguém para o fazer. São demasiados milhares de milhões de euros para podermos ser ingénuos ao ponto de acreditar que todos os intervenientes no debate estão a defender os interesses do país em vez dos seus próprios interesses »

Jumento

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