Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
Modernos enlatados…
Em tempos, para aí há uns três anos, um palerma, que me escuso de citar o nome, com dificuldade em entender a modernidade, apesar de dizer ao vento que vestia uma patética esclarecida camisola moderna, espúrio e mimético, sublinhe-se, teve a extravagância cultural de afirmar que eram “antiquados” alguns trabalhos de designers contemporâneos, de considerável reputação e francamente modernos. A coisa passou e arrumou-se por si, visto haver aberrações que não valem extravios de tempo. Mas deu para entender, em parte, como a necessidade de modernidade a todo o custo se pode tornar uma fobia tresloucada, e assim uma perigosa afectação mental de desarticulação com as realidades. Um traço comum desses designers é que todos, antes de manusearem bem o computador e respectivos instrumentos do software, sabem usar o lápis ou a lapiseira de bolso, ou seja, cada um à sua maneira sabe desenhar, esse traço de identidade singular, essa ligação directa do cérebro à mão, que se vai perdendo com o andar do tempo, sobretudo na Arte e outras áreas afins.

Bom… Todo este introdutório para dizer estou a pensar seriamente começar a preparar uma exposição que juntará desenhos, pinturas, objectos e outras coisas, consoante as vontades e as inspirações. Trabalhos e esquiços que irei debitando para um outro meu blogue, ainda fresco, em reajustamentos, sobre um universo sensivelmente diferente do deste
Vida das Coisas.
Enfim… neste tempo de tecnocratas assanhados e de higienizações duvidosas, alinho num outro gozo blogosférico inútil, dirão, um contributo que também pretender chatear uns meninos e umas meninas que são uns pedantões, sem a humildade dos mestres da cultura e das artes. E por isso, para ilustração, uma lapiseira para a mesa do canto - para que a coisa não descambe.
Etiquetas: Artes, Design, Estupidez, Modernidade
Esforço-me…
Teimoso iletrado, todos os dias faço um tremendo esforço para ler umas coisas, assim como notícias, mesmo as declaradas aldrabices jornalísticas. Leio também umas notas nuns blogues de gente que escreve bem, mesmo algumas pimbalhadas e analfabetices. Leio igualmente umas sete a dez páginas de um livro - por exemplo, As Grades e o Rio, de Urbano Tavares Rodrigues, que estou a ler. Leio ainda, por incrível, uns horóscopos endrominados. Todos os dias tento ser espectador televisivo. Espreito regularmente galerias de arte, seguindo um roteiro que rabisquei. Quase todos os domingos cuido por passear a pé junto ao Tejo. Sempre que posso, por trabalho ou puro vagar, vou até ao Douro, que me fascina. Enfim, diria que perco (ou ganho?…) tempo nestas miudezas que nos retardam a vidinha estupidamente concreta. E assim, tal como o
Luís da Barbearia, vou completando a minha caderneta com cromos de momentos felizes e tranquilos, sem frenesins. Sorrindo, como é óbvio, das correrias dos atrevidos que não levam a lado algum.
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Pensando-me um tipo minimamente inteligente, na realidade esforço-me afincadamente por ser uma criatura estúpida. Mais um qualquer “Salvatore, stupido!”. Não magoa e sabe bem.

Um homem inteligente que, envolto no manto da sua inteligência, atravessa um rio em que não tem pé, percebe isso a meio, a mais de meio, não pode regressar atrás, não consegue chegar à outra margem, esteve sempre protegido pela sua inteligência, pela suposição dela, que agora fraqueja e logo se evapora. Um homem à morte que de repente se percebe estúpido. Que é estúpido por se ter abeirado assim da morte, confiado em fantasmas.
(…)
Aos estúpidos não é concedida nenhuma opção inteligente.
Pedro Mexia, em Estado Civil
Link Estado Civil
Link Barbearia do Senhor Luís 
Etiquetas: Estupidez
It’s the stupidity, estúpido!

A Judite de Sousa, que tem sido uma péssima jornalista (é gozo), devia era ter aviado um canudo para ser uma boa jornalista. Ora vão-se lixar mais o raio de campanha para mentecaptos. Não teria sido melhor gastar o dinheiro numa campanha do género “Ele gosta do que faz e é um óptimo mecânico! Sabe-se lá se não seria um bom Físico!”. Ou melhor: o futuro a Deus pertence!
Esta coisa da necessidade de distribuir dinheiro na compra de espaços devia ser uma empreitada inteligente, com um justificativo inteligente, com suportes inteligentes, com conceitos inteligentes, sem esquemas.
Etiquetas: Estupidez, Politica, Qualificações