Ontem, ao ouvir António Costa referir-se à blogosfera com sendo um “submundo”, levei um certo tempo para conseguir associar a personagem à expressão, facto que teve a ver com a ideia que fazia do actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Acho que a designação foi descabida, apesar de genuína, representando, na realidade, o que Costa, calejado político profissional, pensa deste meio de comunicação contemporâneo e tão democrático. Fiquei espantado. Mas fiquei esclarecido. Mais ainda, quando revisitei o blogue de apoio à sua candidatura, o Costa do Castelo. Quanto ao Exmo. Sr. Dr. Pacheco Pereira e a sua separação de águas, pareceu-me acertada. Para meu descargo de consciência, declaro-me do lado dos 99%, aí uns quantos 80 a 90 milhões de web log’s que são o lixo da blogosfera, já que, certamente, não estarei incluído nos 300 e tal nacionais - ilação minha - mais informados e mais eruditos.
Nesta coisa fluída de águas profundas e em fase de pré-campanha eleitoral, penso que a maioria dos portugueses ainda não percebeu quem ajuda quem - se é o António Costa que ampara Sócrates ou se será o contrário. Inclino-me mais para o António Costa, tendo em conta o exagero dos cabelos brancos do nosso PM.
É que nem sequer vale a pena fazer comentários. Fica o link para a notícia, que presumo terá algum fundamento. É caso para trautear o refrão da marcha Lá vai Lisboa, cantado por Amália Rodrigues:
Lá vai Lisboa com a saia cor de mar Cada bairro é um noivo que com ela vai casar! Lá vai Lisboa com seu arquinho e balão, Com cantiguinhas na boca e amor no coração!
Não foi a proposta tão original - com cerca de doze anos - de realizar casamentos civis no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa que me levou a reforçar a minha simpatia pela candidatura de António Costa, nem tão pouco a mais-valia eleitoral dos matrimónios gay, mas antes esta inovação milagrosa que encontrei na net, que nos permite pedalar politicamente correctos, rigorosos nas subidas das sete colinas, com este modelo cicloturístico de valor acrescentado, apetrechado com um pequeno e útil motor eléctrico - também politicamente correcto -, que nos evita a canseira de dar ao pedal para armar ao civilizado numa cidade atlântica manifestamente acidentada.
E por falar em cicloturismo, talvez fosse vantajoso darem uma espreitadela ao Programa da equipa do candidato, não vá acontecer, por qualquer motivo transcendental, que a coisa até seja consumada com rigor. Conhecendo o Programa, saberemos, portanto, em que momentos nos calha a deixa do aplauso, e daqui a dois anos saber também se deve haver voto bisado “nesta festa da democracia”, como diria o PM.
Um à parte (não, não é o a(o)parte da Cultura!): a chave desta equipa é o Dr. Cardoso da Silva, não é?
No site da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta não vem mencionado o apoio a António Costa. Portanto, presumo, que a menção da Federação terá sido imprópria, crendo, como é obvio, que o convite tenha sido um gesto simpático por parte de apenas alguns membros, os quais, para sermos rigorosos, deviam justamente ter os seus nomes mencionados nas notícias. Creio até que seria de boa política de divulgação da potencialidades da bicicleta meter os outros candidatos a pedalar, adaptando o selim ao estilo e obrigando alguns a subir uma ou outra colina, para que isto não seja apenas a via da facilidade - ou seja: a descer é a bicicleta e a subir é de carrinho. Nesta coisa do pedalar em Lisboa, tendo em conta a tipologia da cidade e as características da sua população eleitoral, talvez fosse mais interessante repegar a ideia dos elevadores (e já agora do corredor verde), proposta tão polemizada na altura.
Nesta Lisboa de ruas íngremes, os eternos promotores de bicicletas e ciclovias apanharam o Costa de costas, ainda em vazio de pré campanha, e sentaram-no, de calções, no selim, aproveitando, antes que fosse tarde, para introduzir o “negócio” - assim ao género das telas ao metro quadrado. Partiu do Príncipe Real, como já era de calcular. Desceu mas não subiu, como também já seria de esperar. E fez muito bem, acabando por se afirmar, tal como todos nós, cicloturistas figurados, disponível para estimular as duas rodas, respectivos pavimentos para circular, acessórios de estacionamento e as inerentes plaquinhas de sinalética, entre outros comércios aos quais uma Câmara em falência técnica deve ponderar, com rigor, os custos, mas… também há, convenhamos, os transportes públicos. Pois. "Quem tem esta frente Tejo, é uma tentação imaginar uma ciclovia de Belém até ao Parque das Nações". Quase tudo dito, e já são muitos quilómetros para ficarem entretidos. Sublinhe-se a “tentação de imaginar”, disse bem, para não ir embora sem dar alguma coisa, acrescentando que lhe entregaram “uma série de propostas, que passam pela construção de mais ciclovias e estímulos ao uso da bicicleta na cidade", (orçamentos será?) e ainda o cortejo vai a abençoar no adro, sendo que as pessoas, no fundo, no fundo, em abono do rigor, sabem que o dinheiro aparece sempre de qualquer lado- até ao dia... Claro, compreende-se. Bicicletas e rigor é fundamental. Acresce que a ideia não é de agora, saliente-se. Contudo, é fundamental não desprezar a possibilidade dos ciclistas entusiastas se finarem nos devaneios cicloturísticos, não só no esforço do vai acima e vai abaixo, mas devido ao facto de "Lisboa ser a segunda cidade da Europa com piores índices de qualidade do ar", tendo em conta as palavras de Costa. Não sendo um perito, arrisco afirmar que poluição a encher os pulmões não é nada saudável para a sustentabilidade do pedalar, com tantos altos e baixos na cidade. Espero bem, para isto animar, que Carmona Rodrigues responda com um passeio de motares, do Pricipe Real ao Largo do Carmos, passando por Belèm.
Lendo o Bloguítica, chego a um blog de apoiantes de António Costa. No blog dos apoiantes de Costa, com o título engraçadíssimo Costa do Castelo, com a participação de Ana Matos Pires, André Miranda, António M. Costa, Domingos Farinho, José Reis Santos, João Miranda, João Pinto e Castro, Mariana Vieira da Silva, Mark Kirkby, Marta Rebelo, Miguel Cabrita, Palmira Silva, Paulo Pedroso, Pedro Adão e Silva, Pedro Delgado Alves, Rui Branco, Rui Pena Pires, Sérgio Faria e Tiago Antunes cheguei ao novo site de Helena Roseta. Daí, saltei de imediato para o video com a apresentação sintética de ideias para a Lisboa. A coisa tem um minuto e quarenta e sete segundos. Assiste-se sem impaciências… -- En lisant le Bloguítica, j’arrive au blog de défenseurs de António Costa. Dans le blog des défenseurs de Costa, avec le titre très amusant Côte du Château, avec la participation d’Anne Matos Soucoupes, d'André Miranda, António M. Costa, Dimanches Farinho, José Reis Saints, João Miranda, João Pinto et Châtre, Mariana Vieira da Silva, Mark Kirkby, Marta Rebelle, Miguel Cabrita, Palmira Silva, Paulo Pedroso, Pedro Adão et Silva, Pedro Mince Alves, Rui Blanc, Rui Pena Soucoupes, Sérgio Faria et Tiago Antunes je suis arrivé au nouveau site de Helena Rosette. À partir de là, j'ai sauté immédiatement pour la video avec la présentation synthétique d'idées pour Lisbonne. La chose a une minute et quarante et sept secondes. Il s'assiste sans impatiences...
João Soares e Jorge Sampaio apareceram na fotografia com António Costa. Outra coisa não poderiam fazer. Contudo, talvez fosse educativo, pela experiência que ambos angariaram, note-se com objectivos diferentes, o que entendem ser boas soluções para este cidade penosamente embrulhada vai para largos anos.
Através da leitura do blog PS Lumiar cheguei ao programa da Convenção Unir Lisboa. Com este achado, encontrei também a Comissão de Honra, documento que acho interessante e que me parece oportuno remeter para o respectivo endereço.
Miudezas: António Costa, por aquilo que sei, se quiser tem o melhor dos web designers. Não se compreende o site que lançou. É fraco. Muito fracote. Tanto na estrutura, que é elementar, como no grafismo, que dispensa comentários. Fasquia, aliás, patente na escolha da pose que já não se usa nos tempos que correm. Para evitar um chorrilho de críticas, assim tipo as que rodopiaram à volta de Carrilho, e como não creio que a coisa (o website) tenha sido tão inteligentemente elaborada, talvez fosse de repensar este meio contemporâneo de comunicação, de uma eficácia comprovada. Se calhar, permitam-me vexas, um blog do género de Helena Roseta seria mais interessante, com umas modernices e uns flashes pelo meio, coisas que os mais atrevidos adoram ver a mexer. Ou ao estilo da geringonça do BE, conservadora no aspecto e na arrumação gráfica. Ou uma estrutura (layout, claro) ao modo do PCP, clássico, para a coisa não parecer um website menor, um sub-folder no esquema da Net do Partido Socialista. Espreitem, por exemplo, para inspiração, o site do Grupo Parlamentar do Partido Socialista Europeu, com as estrelinhas, tipo BE, mas amarelas, a encaixarem, inesperadas e disciplinadas, na bandeirola azul desbotada, qual coisa engraçadíssima. Ou telefonem ao pessoal da Juventude Socialista, que tem um website giro, organizadinho e actualizado. Façam qualquer coisa, por favor, mas mudem o aspecto dessa merda. No fundo, no fundo, vendo bem as coisas, como já não voto em Lisboa, devia era marimbar-me e apenas desejar Sorte ao António Costa, que admiro. Site de Campanha de António Costa Blog Cidadãos por Lisboa, de Helena Roseta Site do Bloco de Esquerda Site do Partido Comunista Português Site do Partido Socialista Português Site do Grupo Parlamentar Europeu do Partido Socialista
"Ontem quando cheguei a casa tirei uns quantos profiteroles que ainda tinha no congelador, vai daí, como não tinha nem queijo nem espinafres, fiz um molho branco espesso com farinha, leite e uma noz de manteiga, temperei com sal, pimenta e noz moscada, à parte fiz um refogado com cebola, alho e azeite, juntei uma lata de atum desfeito, umas azeitonas verdes picadas e um molho de coentros picados. Misturei o atum com o molho branco e recheei os profiteroles.
Podem ser servidos como entrada ou acompanhados por uma salada para um jantar leve."
Relatos Verídicos Experiências de Quase-Morte Manuel Domingos,
Patrícia Costa Dias,
Paulo Alexandre
O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (…). Mas não tenhamos ilusões, (…) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos.
Manuel Domingos
Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia
Le point de départ de ce livre est, en janvier dernier, une conversation de Bernard-Henri Lévy avec Nicolas Sarkozy.
De quoi le progressisme contemporain est-il malade et quels sont les symptômes,
les figures, les causes, de cette maladie ? C'est la seconde question qu’il soulève, plus complexe, et qui le conduit à des développements
sur, pêle-mêle, l’anti-américanisme, les mythes de l'empire, la question de l'Islam, le retour de l'antidreyfusisme,
les illusions de l'anti-libéralisme ou le parfum munichois qui rôde autour de nombre de discussions sur la guerre et sur la paix.