Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
Do sexo
Ilustração de Cruzeiro Seixas para a Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e SatíricaAcabei mesmo agora de ler um post voluptuoso,com o título "
Sexo em português", no
Da Literatura, por Eduardo Pitta, dois excertos de escrita erótica de
Jorge de Sena, em "
Os Grã-Capitães" e "
Sinais de Fogo". Apeteceu-me publicar dois poemas estupendos, um de
Mário Cesariny, na
Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, da
Editora Afrodite, e outro de
David Mourão-Ferreira, da Editorial Presença.
Outra coisaApresentar-te aos deuses e deixar-te
entre a sombra de pedra e golpe de asa.
Exaltar-te perder-te desconfiar-te
seguir-te de helicóptero até casa
dizer-te que te amo amo amo
que por ti passo raias e fronteiras
que não me chamo Mário que me chamo
uma coisa que tens nas algibeiras
lançar a bomba onde vens no retrato
de dez anos de anjinho nacional
e nove de colégio terceiro acto
pôr-te na posição sexual
tirar-te todo o bem e todo o mal
esquecer-me de ti como do gato
Mário Cesariny-
Sobre mim cavalgasSobre mim cavalgas
cingindo-me os flancos
Colhes à passagem
a luz do instante
De dentes cerrados
ondulas avanças
retesas os braços
comprimes as ancas
Depois para a frente
inclinas-te olhando
o que entre dois ventres
ocorre entretanto
e o próprio galope
em que vais lançada
Que lua te empolga
Que sol de embriaga
Lua e sol tu és
enquanto cavalgas
amazona e égua
de espora cravada
no centro do corpo
Centauresa alada
com os seios soltos
como feitos de água
Queria bebê-los
quando mais te dobras
Os cabelos esses
sorvê-los agora
Mas de cada vez
que o rosto aproximas
já é outra a sede
que me queima a língua
A de nos teus olhos
tão perto dos meus
descobrir o modo
de beber o céu
David Mourão-Ferreira
Da Literatura > Sexo em português
Editora Afrodite > Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica
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Etiquetas: Da Literatura, Editora Afrodite, Erotismos
“Ceci est bien une pipe !” …
…ou
há mais vida para além do pântano (II), imaginação de prazeres que me chegam via
Zé Mateus, no
blogue Claro, na apresentação que faz da “
Histoire raisonnée de la fellation”, de Thierry Leguay. Diz-nos, pois, o Zé, que a coisa é praticada vai para uns três milhões e tal de anos – usada e abusada, presume-se - facto que nos alivia esta má consciência cristã. No longo trajecto histórico, em 1850, por exemplo, o Reverendo Père Louvel, no seu tratado da castidade, descreve a felação como «
une criminelle profanation de la chair et un abus abominable des organes génitaux qui dénote un penchant irrésistible à la luxure» – um "
abuso abominável", atente-se, que por ser um acto de luxúria, concordemos que fortalece a tentação de praticar o referido pecado. E, por aí fora, lá vamos deslizando por um post que se lê com gozo, uma cronologia devidamente ilustrada, para não sobrarem dúvidas, até aos dias de 1999, uma interessante investigação para ampliar os pensamentos mais pudicos e os mais desaforados, esta “
Histoire raisonnée de la fellation”, ed. Le Cercle, está à venda na Fnac.
A propósito do tema, deposito aqui um desenho simples, que pode ser visto também em
Notes & Works, visitinhas que desde já agradeço.

Rui Perdigão ©
“Felacio”. Desenho. Tinta permanente. Pequeno formato (2009).
“Felacio”. Drawing. Ink pen. Small Format. (2009).Avaler la pilule, boire au goulot, faire un pompier, gober le merlan, prendre en gargue, prendre en poire, prendre la pipe, se laver les dents… Vous en voulez encore?
Bien qu'elle reste une pratique marginale (s'il faut en croire les enquêtes de trottoir), la fellation inspire les expressions les plus poétiques du monde. On dit aussi : se faire irrumer, souffler dans la peau d’anguille, sucer le manche du gigot, tailler une plume, téléphoner dans le ventre, pomper le dard, se la faire allonger, téter le flageolet, etc.
Blogue Claro > Uma História do Felacio...
Notes & Works
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Há mais vida para além do pântano

De quando em quando é saudável ler umas historietas eróticas, breves e imaginativas, uns contos “secretos”, que indubitavelmente nos lançam para universos muito mais simpáticos que as novelas sórdidas dos “freeports” dos provedores e provedorias, da nojeira que enche os miolos de muitos dos atrevidos gestores financeiros que lixaram o mundo, gozam com a situação, e são recompensados – para não darem à língua, convenhamos, não vá a canalha descobrir o que na realidade quer dizer “sistema”, aqui e no estrangeiro. Fica, pois, a sugestão de leitura do blogue “Contos Secretos – Os meus contos eróticos”, para desenjoar e serenar a medula.
Dário deslizava os dedos compridos pelo corpo que se contorcia com as carícias, descendo-os para as calças que desapertou. A sua meta era aquele sexo húmido que adivinhava rosado, onde pretendia mergulhar o rosto, invadindo-a com a língua, saboreando o gosto de mulher excitada.
Hã...? Que tal...
- Contos Secretos – Contos eróticos”
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Nem tudo são más notícias

Como devem calcular, preferia uma imagem mais significativa, mas neste submundo também há melindres.
Neste ambiente em que se desenvolvem as pré-campanhas partidárias é útil chamar a atenção que vem aí o
Salão Erótico de Lisboa. É, pois, uma ocasião para as indomáveis Juventudes partidárias aprontarem um brindes temáticos e também tempo de comprar uns óculos escuros, uma barba postiça e um cachecol, para não ter maus encontros.
Dizem os organizadores que “Os actores ficarão sem blusa e as actrizes colocarão os peitinhos de fora”, e “se o visitante preferir, pode tirar uma fotografia num privado. Neste espaço, o actor ou actriz ficarão deitados na cama com o visitante... mas nus.” Ora bem… deixe-se de falsos puritanismos e dê um salto à Feira Internacional de Lisboa (FIL), entre os dias 31 de Outubro e 2 de Novembro, e tente perceber o que é isto da indústria erótica europeia, sem acanhamentos.
JN/Sapo
Diário IOL
Notícias Sapo/Videos
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Pouco cooperante

O João Soares, desde que se informa através do
Pravda em português, anda a navegar em terrenos menos castos, mais solto no espreitar e no anotar, como este post da "menina" a despir a calcinha na praia. Devem ser os ares da Serra de Sintra ou a não indisponibilidade para Lisboa.
Não faço link ao site nem ao Pravda, porque a página pessoal de JS não permite ligações directas aos posts, visto ser uma geringonça completamente desactualizada na relação do utilizador com o interface do software, pouco ou nada cooperante.
Esperemos que mude… a coisa.Nota: já percebi que o JS consegue inscrever ligações nos posts, mas faz desse gesto um privilégio para quem é linkado. Francamente não sei se é para realçar o carácter de excepção, mas estou mais inclinado para que os escassos links sejam uma questão de preguiça.Etiquetas: Erotismos, Links, Vidas