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When you lose, don't lose the lesson

sexta-feira, junho 05, 2009

As casas de Leonor Xavier


No blogue Da Literatura tomei conhecimento do lançamento do livro da Leonor Xavier “Casas contadas”, editado pela Asa. Apesar do relacionamento não ser muito chegado, creio que conheço o bastante da encantadora pessoa e da sua escrita, por isso é um gosto imenso divulgar neste modesto blogue uma obra da Leonor. E remeto, como mandam as regras, para a breve apreciação de Eduardo Pitta, que nos introduz no livro com palavras simpáticas.

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sábado, maio 16, 2009

Do sexo


Ilustração de Cruzeiro Seixas para a Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica

Acabei mesmo agora de ler um post voluptuoso,com o título " Sexo em português", no Da Literatura, por Eduardo Pitta, dois excertos de escrita erótica de Jorge de Sena, em "Os Grã-Capitães" e "Sinais de Fogo". Apeteceu-me publicar dois poemas estupendos, um de Mário Cesariny, na Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, da Editora Afrodite, e outro de David Mourão-Ferreira, da Editorial Presença.

Outra coisa

Apresentar-te aos deuses e deixar-te
entre a sombra de pedra e golpe de asa.
Exaltar-te perder-te desconfiar-te
seguir-te de helicóptero até casa

dizer-te que te amo amo amo
que por ti passo raias e fronteiras
que não me chamo Mário que me chamo
uma coisa que tens nas algibeiras

lançar a bomba onde vens no retrato
de dez anos de anjinho nacional
e nove de colégio terceiro acto

pôr-te na posição sexual
tirar-te todo o bem e todo o mal
esquecer-me de ti como do gato

Mário Cesariny


-
Sobre mim cavalgas


Sobre mim cavalgas
cingindo-me os flancos
Colhes à passagem
a luz do instante

De dentes cerrados
ondulas avanças
retesas os braços
comprimes as ancas

Depois para a frente
inclinas-te olhando
o que entre dois ventres
ocorre entretanto

e o próprio galope
em que vais lançada
Que lua te empolga
Que sol de embriaga

Lua e sol tu és
enquanto cavalgas
amazona e égua
de espora cravada

no centro do corpo
Centauresa alada
com os seios soltos
como feitos de água

Queria bebê-los
quando mais te dobras
Os cabelos esses
sorvê-los agora

Mas de cada vez
que o rosto aproximas
já é outra a sede
que me queima a língua

A de nos teus olhos
tão perto dos meus
descobrir o modo
de beber o céu

David Mourão-Ferreira


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terça-feira, abril 15, 2008

Bem dito, bem escrito

A ler, num minuto, aqui, no Da Literatura.

seta link Sol na eira, chuva no nabal


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