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When you lose, don't lose the lesson

sábado, agosto 29, 2009

Corrupção

Ana Gomes, no blog Aba da Causa, reproduz um artigo seu publicado no Jornal de Leiria em 30 de Julho deste ano. Nele junta vária informação dispersa e organiza um texto interessante sobre a Corrupção em Portugal, situado em 11º lugar, num ranking de 20 países, a par com a Itália. Destaco um pedaço do escrito, sobre o relatório do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), mas remeto para para o texto completo no blog, pulbicado em 3 do Agosto.

Espero que este relatório estimule a vontade política para lutar contra a corrupção. Mas como sublinha o socialista João Cravinho, que há muitos anos vem fazendo algumas das propostas que as conclusões do CPC agora consagram, o âmbito deste louvável relatório diz apenas respeito à corrupção administrativa, deixando de fora a corrupção política, cujo potencial para envenenar o tal “contrato público” essencial entre governantes e governados é infinitamente superior. E não haverá real vontade política para combater a corrupção enquanto não for criminalizado o “enriquecimento ilícito”.
Ana Gomes, no blog Aba da Causa

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sábado, abril 04, 2009

Névoa no pântano?

Esta é fresquinha, de hoje, 4 de Abril, e está no quase blogue do João Soares que, timidamente, lá vai afirmando não resistir “a ir contra a corrente das "verdades" feitas e do politicamente correcto”, declaração que muito me delicia. O post – se assim se pode classificar – diz respeito ao senhor Domingos Névoa, com o título “Névoa”. Passo a transcrever, já que vale a leitura.
Acrescento, porém, que também considero a história muito, mas mesmo muito mal contada, apesar de não isentar o “Xôr” Domingos (que cumprimentei uma única vez) de culpas, tendo ficado espantado com a sua ingenuidade aquando da novela da tentativa de “corrupção”, considerando os milhões que movimenta nos seus negócios.

Mais que névoa em torno de Domingos Névoa. Um homem que conheço, e sei ser um homem de trabalho. Nada que ver com especuladores financeiros que por aí há. Não acredito na história da corrupção contada pelos manos Sá Fernandes. Há muitas curiosidades nesta quase unanimidade na condenação (antecipada, não há transito em julgado) de Névoa. Até o meu camarada banqueiro Cravinho vem à liça, depois do prefácio ao livro de um outro colega banqueiro. Sei que escrever isto só pode trazer chatices, calúnias, e o habitual rol de impropérios dos treinadores de bancada que por aí há. Mas quem não deve não teme. E eu nunca resisto a ir contra a corrente das "verdades" feitas e do politicamente correcto.
botlink Página pessoal (blogue?) de João Soares


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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Aos nossos amigos corruptos

La politique, c'est pas compliqué, il suffit d'avoir une bonne conscience, et pour cela il faut juste avoir une mauvaise mémoire !
Em plena crise nos desígnios do dinheiro, não me convence que o facto de se debitar legislação para impedir os malefícios da Corrupção, consiga resolver algum problema em concreto, para além do descargo de umas quantas consciências. Sem a vontade política dos poderosos, é o mesmo que nada, num país em que os dois pesos e as duas medidas começam a ficar bastante acentuados num estado de crises que se justapõem. De qualquer maneira, é sempre com satisfação que se acolhem iniciativas como a petição lançada por Ana Gomes e Ribeiro e Castro, com o delicioso título “Stop Corruption”, traduzido em português por “Stop Corruption”. Assim sendo, aqui fica a sugestão de uma visita ao www.stopcorruption.eu e, quem sabe, a assinatura da petição. Já que a eurodeputada Ana Gomes angariou um certificado de garantia com a questão dos Voos da Cia, sabe-se lá se esta da Corrupção também funciona.

bot-link-post Stop Corruption


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terça-feira, maio 06, 2008

Obvious (I presume)

Existem em matéria de corrupção certas dificuldades tradicionalmente conhecidas quer em matéria de prova, mas também resultantes da circunstância de a corrupção resultar de um pacto em que as duas partes acordam que se mantenha o silêncio
Alberto Costa, Ministro da Justiça, in Sol


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terça-feira, janeiro 29, 2008

E a Ética Republicana…?


É certo e sabido que sempre que algum alto responsável político levanta a voz pela transparência, pela qualidade da democracia, pela ética republicana, pela moralização da vida pública, pelo combate à corrupção, levanta-se um coro de satisfação, mesmo que cínica. O discurso de Cavaco Silva teve esse mérito, mas não deve fazer esquecer as enormes resistências que teimam sempre em adaptar-se a novas circunstâncias.
António José Teixeira, in Diário de Notícias
Ultimamente a temática da Corrupção voltou a perturbar o ecossistema político. É cíclico e, convenhamos, fica sempre tudo na mesma, instrutivamente enfatizando o princípio de que “o crime compensa“, que “a culpa morre sempre solteira“ e que a impunidade prevalece, vai para aí uns vinte e tal anos - talvez desde que um italiano, sentindo-se enganado pelos traficantes de influências, se exaltou e afirmou ter largado uns trocos para gente ligada ao Complexo de Sines, quem sabe a primeira vez que se falou de luvas em Portugal depois do 25 de Abril de 1974.
Sabendo de antemão que tudo o que for dito cairá em saco roto, porém é sempre simpático dar eco aos entusiasmos, sobretudo quando estes são de gente esclarecida, que consideramos, sem esquecer, contudo, a advertência de Cluny, de que por enquanto a insinuação é "abstracta". Para certificar o pretexto de algumas exaltações em torno e sobre a Corrupção, convirá espreitar o site da Transparency International, já que internamente a Alta Autoridade Contra a Corrupção, um organismo de boas intenções com gente altamente qualificada, criado em 1983, em pleno cavaquismo, que pretendia, em certa medida, a moralização e transparência dos actos da Administração Pública e dos seus agentes, bem como dos titulares dos órgãos de soberania, foi oportunamente extinta (“PSD e PS nem pestanejaram. Extinguiu-se“).
Nem sempre as próprias instituições do Estado assumem, face aos casos concretos onde aparece indiciada a prática de actos de corrupção, a postura e a determinação esperáveis, assim se alargando afinal a malha por onde, com habilidade e com os meios de que facilmente podem dispor os intervenientes, se escoam tais casos, gerando também crescente sentimento de impunidade.
Costa Brás
O que se pede insistentemente aos profissionais da política é que pensem eticamente, que exercitem a consciência e sejam transparentes nos seus actos. Que separem o público do privado, em particular quando se trata de dinheiros. Que tenham pudor e que não se comportem como delinquentes. Se uns, talvez com prejuízo pessoal, adoptam uma atitude ética, outros, uma minora que corrompe o universo político, não se preocupa minimamente com questões de ordem moral, soterrou a incómoda consciência, e com sobranceria faz gala da absoluta falta de vergonha. A parte que irrita nesta população de espertalhões, alguns considerados gente de sucesso, que se aproveitam da complacência do povo, é que ainda por cima estão convencidos que o próximo, o outro mais esclarecido, também é totalmente imbecilizado, rindo-se na sua cara, ora nas televisões, ora nos jornais ou até mesmo nos contactos pessoais. Enquanto assim for, não há crime que se lhes possa apontar. É que, na realidade, todos somos espertos, mas há alguns que se julgam mais espertos do que os outros, sabendo perfeitamente que são vistos a meter o dedo no chantilly do bolo, mas que ninguém abrirá a boca, por medo.
E como me agrada-me a escrita destemida que saboreio no Sobre o tempo que passa, recomendo, por isso, a leitura paciente dos vários posts de José Adelino Maltez sobre a temática em causa. Fica o link do post âncora.

seta link Link Sobre o tempo que passa
seta link Link Diário de Notícias Online
seta link Link Transparency International


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