Semanada > H. Jackson Brown, Jr.
O efeito “jamés!”

Os custos da Ota com duas pistas (previsão do Governo): 3 mil milhões de euros.
Os custos da Ota sem aeroporto: 2.1 mil milhões de euros
João Miranda, em Blasfémias
Vai para uns largos anos que se podia depreender que o aeroporto da Ota não era realizável, pelos estudos então realizados. Sabia-se, portanto, que os bonecos animados em 3D não encaixavam nos terrenos declarados óptimos para implantar o aeroporto. Com alguma trafulhice estratégica e engenharias financeiras primárias, abriu-se, porém, mesmo assim, uma “janela de oportunidades”, criando na zona uma bolsa de negócios e de especulações, devidamente propagada e sustentada, acenando com uma infra-estrutura de ponta e respectiva envolvente de “desenvolvimento”, e - argumento fundamental - garantida pela minhoca politica, com retorno rápido, devidamente faseado no tempo. Não é de estranhar, pois, este encaminhamento político de uns largos milhões para o saco do “desenvolvimento” de um território bem delimitado e com donos conhecidos. Deste modo, com o prometido aeroporto em Alcochete, simulando correcção na distribuição de cunho político, cumpre-se a fase intermédia do plano, segurando os investidores, acrescentando ao Estado mais uns quantos compromissos, pelo que se pode concluir que os futuros aviões em Alcochete já estão a custar mais 2.1 milhões, verba atribuída à rubrica “Grupo do Oeste”, no Deve e Haver do Sistema de Distribuição do Erário Público. Restará agora saber se o aeroporto será definitivamente em Alcochete ou não se estará a reproduzir um esquema, repetindo o anterior que não correu mal. Se assim for, o assunto “Aeroporto” será apenas um rótulo de capa garantido, um tema para atulhar cd’s com powerpoints, uma cobertura para desconformes sorvedouros de dinheiro.
Venha a regionalização.
A propósito: será possível saber quanto é que o Exmo. Sr. Engenheiro Lino vai desembolsar da sua conta bancária pessoal.
Blasfémias
Etiquetas: Aeroportos, Alcochete, Ota
No Abrupto, meia bola e força...

Depois de perdida a "sua" localização, os defensores mais qualificados da Ota estão agora a fazer, tarde e a más horas, a discussão que sempre faltou sobre o aeroporto - a discussão política. O problema do défice de discussão sobre o novo aeroporto nunca foi técnico, foi sempre político. Muita coisa que deveria ser discutida antes foi considerada fechada e apenas prejudicando a "decisão" rápida do "governo das decisões expeditas". Os defensores da Ota, certos das suas vantagens, também achavam que o que se deveria fazer era "andar para a frente". Pagam hoje o preço de ver a mesma linguagem de meia bola e força ser usada para avançar a toda a velocidade com Alcochete.
Link Abrupto
Etiquetas: Aeroportos, Alcochete, Ota
Convém não esquecer o momento e os motivos porque o novo aeroporto foi primeiro posto em causa. Estávamos em plena campanha das legislativas de 2002, quando Durão Barroso afirmou que “enquanto houver uma criança em lista de espera nos hospitais não haverá Ota”. Coincidentemente ou não, estavam lançadas as raízes para o fim do acordo em torno da OTA e para que o populismo ganhasse lastro na política portuguesa. Pouco tempo depois, também o consenso na política externa portuguesa seria rompido, com a Cimeira das Lajes.
Pedro Adão e Silva, in Diário Económico
Diário EconómicoEtiquetas: Ota, Pedro Adão e Silva
Comparações elucidativas
Não é exaustivo. Lê-se bem e ajuda a formar uma opinião - pela rama, claro, que é o que precisamos. Um post no
PS Lumiar. Sobre a
Ota e os submarinos da “direita“.
Blog PS LumiarEtiquetas: Defesa, Ota
AnedOtário
Esta ajusta-se na perfeição ao espírito do
anedOtário que se avoluma. É de Cristina Ferreira de Almeida. No
Corta-fitas. Com o título “
Em defesa de Mário Lino”. É assim:
«Eu já fui à margem sul e não estava lá ninguém a apanhar aviões.» Digam lá se não é bem achada…?
Blog Corta-fitasEtiquetas: Ota
Ensandeceram?

Vi na televisão, torci-me no sofá, caiu-me o queixo, foram-se as palavras e aumentaram as dúvidas.
De quando em quando há quem da margem Sul espreite este meu blog, o que me é muito agradável. Mas, tendo em conta as palavras informais do senhor ministro, vocês, que aqui afluem para ler os meus post, não existem. Aí, por muito que se esforcem, não há ninguém. Aí, na margem Sul. Mas como se isto não chegasse, a graçola que vai certamente ficar nos anais do disparate, a caricatura usando o cancro do pulmão é de uma infelicidade à prova de qualquer atrasado mental um de uma soltura mental depois de um almoço bem regado.
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Olhe, senhores, apenas vos posso dizer isto: desculpem lá o mau jeito. É que o da "ordem" quis ser bonacheirão e fez porcaria.
Registo, uma vez mais, um breve excerto de uma nota do Prof. Adelino Maltez.
Prefiro rever a bela prestação do ministro Mário Lino na Ordem dos Economistas, dado que aquela do não há gente, escolas, hospitais, comércio, onde não há indústria nem hotéis, com cancerígenos ataques aos pulmões, falta de um braço e de uma perna, foi outro dos habituais exageros do ex-bloguista em figura humana, que teve o condão de nos despertar uma dessas saudáveis gargalhadas, à imagem e semelhança da que deveria findar com o episódio Charrua. Com ministros destes, não há, felizmente, bananas que coincidam com sacanas. Nesta terra da boa gente que ainda resta, até eu sou capaz de apoiar o partido da Ota, se me continuarem a convencer com risadas e argumentos racionais e a não confundirem a opção com tiradas iberistas.
Blog Sobre o tempo que passaEtiquetas: Ota