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When you lose, don't lose the lesson

quinta-feira, setembro 11, 2008

O efeito “jamés!”


Os custos da Ota com duas pistas (previsão do Governo): 3 mil milhões de euros.
Os custos da Ota sem aeroporto: 2.1 mil milhões de euros

João Miranda, em Blasfémias
Vai para uns largos anos que se podia depreender que o aeroporto da Ota não era realizável, pelos estudos então realizados. Sabia-se, portanto, que os bonecos animados em 3D não encaixavam nos terrenos declarados óptimos para implantar o aeroporto. Com alguma trafulhice estratégica e engenharias financeiras primárias, abriu-se, porém, mesmo assim, uma “janela de oportunidades”, criando na zona uma bolsa de negócios e de especulações, devidamente propagada e sustentada, acenando com uma infra-estrutura de ponta e respectiva envolvente de “desenvolvimento”, e - argumento fundamental - garantida pela minhoca politica, com retorno rápido, devidamente faseado no tempo. Não é de estranhar, pois, este encaminhamento político de uns largos milhões para o saco do “desenvolvimento” de um território bem delimitado e com donos conhecidos. Deste modo, com o prometido aeroporto em Alcochete, simulando correcção na distribuição de cunho político, cumpre-se a fase intermédia do plano, segurando os investidores, acrescentando ao Estado mais uns quantos compromissos, pelo que se pode concluir que os futuros aviões em Alcochete já estão a custar mais 2.1 milhões, verba atribuída à rubrica “Grupo do Oeste”, no Deve e Haver do Sistema de Distribuição do Erário Público. Restará agora saber se o aeroporto será definitivamente em Alcochete ou não se estará a reproduzir um esquema, repetindo o anterior que não correu mal. Se assim for, o assunto “Aeroporto” será apenas um rótulo de capa garantido, um tema para atulhar cd’s com powerpoints, uma cobertura para desconformes sorvedouros de dinheiro.
Venha a regionalização.

A propósito: será possível saber quanto é que o Exmo. Sr. Engenheiro Lino vai desembolsar da sua conta bancária pessoal.

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terça-feira, janeiro 15, 2008

No Abrupto, meia bola e força...



Depois de perdida a "sua" localização, os defensores mais qualificados da Ota estão agora a fazer, tarde e a más horas, a discussão que sempre faltou sobre o aeroporto - a discussão política. O problema do défice de discussão sobre o novo aeroporto nunca foi técnico, foi sempre político. Muita coisa que deveria ser discutida antes foi considerada fechada e apenas prejudicando a "decisão" rápida do "governo das decisões expeditas". Os defensores da Ota, certos das suas vantagens, também achavam que o que se deveria fazer era "andar para a frente". Pagam hoje o preço de ver a mesma linguagem de meia bola e força ser usada para avançar a toda a velocidade com Alcochete.
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