A revista Ops! foi lançada, creio que ontem, por uma corrente de opinião, em grande medida ligada ao Partido Socialista. Naturalmente que destaco o texto do Luís (Novaes Tito), consequente, vai para muitos anos, na sua posição política e no contexto partidário, a maior parte das vezes cheio de razão, vestindo, porém, uma saudável ingenuidade. A revista pode ser descarregada em pdf, aqui. Disponham. Os responsáveis garantem que acrescenta o pensamento e ajuda a sair do “emburricamento“. E parabéns, amigo Tito, pelo anito da Barbearia.
Nós, os que nos revemos naquilo que designamos por socialismo democrático, temos de acreditar que é nesses princípios que reside o objectivo da qualidade da democracia humanista e repudiar que se possa meter na gaveta os nossos fundamentos por entendermos que soluções diversas são soluções mais eficazes. Mesmo em alturas de apertos e sacrifícios, não poderemos perder de vista a humanidade que o socialismo democrático comporta, nem desviar-nos do horizonte alcançável pela igualdade de oportunidades e pela manutenção da dignidade humana. É na consolidação dos combates à miséria e à iliteracia, na aplicação eficaz da justiça, no incentivo ao mérito e na protecção do ambiente que reside a construção de uma cultura sólida de defesa dos consumidores só alcançavel pela consciência de cidadania. Excerto de artigo de Luis Novaes Tito, em Ops!
O princípio e a finalidade de qualquer actividade com caixa registadora - incluindo a política: o cliente e o pagamento, tendo pelo meio o brio profissional. Aqui fica um videozinho, de um colega barbeiro, para o Luís animar.
Considerando o que é anunciado por aí, o Luís Tito, não tarda, vai suspender o blogue da Barbearia, por motivos inadiáveis relacionados com "férias prolongadas" e outros"desafios", presume-se que incompatíveis com a redacção de notas em blogue próprio. É pena. Já és uma instituição nesta coisa blogosférica em Portugal. Que as férias sejam bem gozadas, os desafios estimulantes e não deixes de espreitar os teus amigos que, mau grado, têm de continuar o esforço de chatear os amigos para não se esquecerem de consolidar o orçamento, conter o défice, disciplinar as contas públicas, monitorizar os off shores do Estado português, vigiar os corruptos, incomodar os aldrabões, descortinar vigarices, e etc, e etc, e etc... - Já que estás, Luís, com essa coisa da net aberta, antes de te pirares, dá uma vistas de olhos no meu blogue sobre a vida das coisas mais artísticas. Mora emhttp://www.r-perdigao.blgospot.com
Abraços, sorte, muita sorte, e cá te espero no sitemeter.
(Ora… Marta, claro que sim! Claro que sou pelo chico espertismo)
A Cristina, do Contra-capa, afirma ser pelo Estrela da Amadora (ver caixa de comentários do post anterior), em contraponto ao multibanco, aos cheques visados e à transparência dos fluxos de dinheiro, sobretudo os que ajudam a pagar as facturas das digressões e dos cartazinhos das campanhas - tal como uns dinheiros a uma rapaziada, sem recibo verde. Andrade Neves, creio que presidente do Estrela e ex-presidente da Câmara da Amadora, agradece o o alinhamento da Cristina, e o famoso internacional Mourinho, ao ler (certamente) o blog de Cristina Vieira, ficará radiante, já que recordará os tempos da forja, aqueles confundidos momentos iniciais do pontapé na bola, que o ajudaram a consubstanciar o superego de vedeta treinadora, um homem invulgarmente apaixonado por si próprio - mas que, reconheçamos, na realidade ganha jogos e treina os outros a meter golos na baliza do próximo.
(Ora… Marta, claro que sim!Claro que sou pela opacidade)
Enfim… habituado aos posts sobre grandes causas, de temas transversais graves e para os quais os poderosos se estão marimbar, até às notas sardónicas, com imensa piada, realmente é de ter em conta quando a Cristina recomenda o Estrela - e assim (re)acrescentemos, por conseguinte, o Estrela aos nossos clubismos, que já são muitos. Pessoalmente, contudo, antes de ser pela pedagogia sobre a moralização dos financiamentos ou voltar a vestir a camisola do Estrela, declaro que sou, nos tempos que correm, pelo que a personagem representa, um fervoroso adepto do Sporting, de nome Anastácio, o tal Leão da Estrela do filme com o mesmo nome, que é a representação de muita gente que anda por aí em lugares de poder pequeno e grande. Sou, pois, Cristina, pelo Leão, o tal animal feroz, que por qualquer rebate de consciência transcendente, se tornou subitamente generoso.
(Ora… Marta, claro que sim!Claro que sou pela lavandaria)
Cartaz de "O Leão da Estrela", de Arthur Duarte. Col. Cinemateca Portuguesa. Longa metragem de 1947. Com António Silva (Anastácio), Milú (Jujú), Maria Eugénia (Branca), Erico Braga (Barata), Laura Alves (Rosa), Fernando Curado Ribeiro (Eduardo), Artur Agostinho (Miguel, o Motorista), Maria Olguim (Carlota), Cremilda de Oliveira (Madame Barata), Tony d’Algy (Comandante) e Óscar Acúrsio (Filipinho).
(Ora… Marta, claro que sim!Claro que me esforço a pensar...)
Anastácio, homem modesto, pai de Jujú e Branca, é um ferrenho adepto do Sporting e quer ir ao Porto ver o desafio entre o seu clube e o clube da Invicta. Aproveita a oportunidade para poder ficar em casa da família Barata, que é rica e cujo o filho namora a sua filha Branca. Durante a estadia, Anastácio faz crer à família Barata que é da mesma condição social, possuindo bastantes bens e dinheiro. Mas tudo se complica, quando é Barata que lhe anuncia uma visita a Lisboa. Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1991
Nota: este modelo de links é ao estilo do Luís Novaes Tito, do blog A Barbearia do Senhor Luís, assim muitos, para ficar mais giro. Ainda me tentou fazer um icon com uma tomada USB 2.0 macho... para ironizar com a oferta desmesurada de links no blog citado. Que trabalhão, Luís.
Um post para responder ao Luís, o do Salão No Vais Unisexo. De facto há pessoas, com uma fisionomia tão marcada, que mesmo coroadas continuam a não enganar ninguém. Que tal ? Assim, sim… seria um “calla-te” de King para King.
A gente pode conduzir um cavalo ao rio, mas não pode obrigá-lo a beber. W. Somerset Maugham, in O Fio da Navalha
Caro barbeiro 1. Li a nota sobre a lâmina danificada e da pedra de amolador. Fiquei admirado que num estabelecimento tão recomendável fazer uma simples barba seja um gesto de ousadia por parte do cliente e um momento de excessiva destreza de quem escanhoa a penugem do próximo. Lâminas corroídas - sabe-se lá se enferrujadas… - sobretudo as das navalhas, não é nada recomendável para lucrar num mercado com tanta concorrência, nesse teu comércio da barba, do cabelo, da manicura e das massagens. 2. Quanto ao “fio da navalha“, com tanta gente a fazer uso e abuso de poderes pequenos e efémeros, alguns mesmo alucinados com a flexibilidade da espinha dos serventuários, as mordomias da regência e a música encantatória para os ouvidos, conhecendo muitos dos inchados e adivinhando o ar dos outros, é natural que dê comigo a avalias as coisas quanto ao seu significado no quadro da vida e da morte, confrontando-as com a fragilidade da condição humana e a instabilidade da sua natureza. O fio da navalha, tal como no livro, não é um compromisso com a dúvida sistemática ou um mal dizer organizado, mas antes um exercício (ou um jogo) permanente, muitas vezes espiritual, que obriga a magicar e, portanto, a procurar e a encontrar coisas que acrescentam a mente, sobretudo para que o tédio e o nojo não tomem conta de nós. Grato pela referência. Revê o DVD ou lê o livro. É sempre útil recapitular algumas matérias dadas.
"Ontem quando cheguei a casa tirei uns quantos profiteroles que ainda tinha no congelador, vai daí, como não tinha nem queijo nem espinafres, fiz um molho branco espesso com farinha, leite e uma noz de manteiga, temperei com sal, pimenta e noz moscada, à parte fiz um refogado com cebola, alho e azeite, juntei uma lata de atum desfeito, umas azeitonas verdes picadas e um molho de coentros picados. Misturei o atum com o molho branco e recheei os profiteroles.
Podem ser servidos como entrada ou acompanhados por uma salada para um jantar leve."
Relatos Verídicos Experiências de Quase-Morte Manuel Domingos,
Patrícia Costa Dias,
Paulo Alexandre
O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (…). Mas não tenhamos ilusões, (…) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos.
Manuel Domingos
Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia
Le point de départ de ce livre est, en janvier dernier, une conversation de Bernard-Henri Lévy avec Nicolas Sarkozy.
De quoi le progressisme contemporain est-il malade et quels sont les symptômes,
les figures, les causes, de cette maladie ? C'est la seconde question qu’il soulève, plus complexe, et qui le conduit à des développements
sur, pêle-mêle, l’anti-américanisme, les mythes de l'empire, la question de l'Islam, le retour de l'antidreyfusisme,
les illusions de l'anti-libéralisme ou le parfum munichois qui rôde autour de nombre de discussions sur la guerre et sur la paix.