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When you lose, don't lose the lesson

sexta-feira, julho 24, 2009

JAMÉS e SIMplexes



Há já uns dias que abriu ao público o blog “JAMAIS – ou JAMÉS para os amigos –, da oposição ao centro e à direita do Partido Socialista, reunindo bloggers conhecidos da nossa praça. Alguns divirto-me a lê-los, outros não tanto, especialmente aqueles que se levam mais a sério. Apresentam-se assim e, ao que parece, tem um sintoma comum: alergia a José Sócrates – o que só lhes fica bem.

Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

Dos nomes, ficam os actuais, embora me parece que a lista vai ser acrescentada:
Ana Margarida Craveiro, André Abrantes Amaral, Jamais, Joaquim Biancard, José Eduardo Martins, José Gomes André, José Pacheco Pereira, João Caetano Dias, João Gonçalves, João Villalobos, M. Isabel Goulão, Manuel Pinheiro, Maria João Marques, Miguel Morgado, Miguel Noronha, Nuno Freitas, Nuno Gouveia, Paulo Cutileiro, Paulo Marcelo, Paulo Rangel, Paulo Tunhas, Pedro Picoito, Pedro Vargas David, Rodrigo Adão da Fonseca, Tiago Moreira Ramalho.

Registo e deixo o link, como me compete. Já está estampado o banner ali na coluna do lado, juntinho aos SIMplexes, para não me acusarem de tendencioso.

botlink Blog JAMAIS ( ou JAMÉ para os amigos)


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sexta-feira, outubro 19, 2007

Défice nos 3%. Assevera-se.


Não vale a pena desconsiderar. Faz parte do jogo. A manifestação organizada pela CGTP, que trouxe para a rua quase 200 mil manifestantes, deve ser seriamente ponderada e enquadrada no contexto duma nova fase política de maior contestação ao governo, apenas a dois anos e meio de mandato, em que os factores de “sossego” se poderão transformar em factores de inquietação perante a circunstância de perca da maioria absoluta ou mesmo do poder. A CGTP, que está a descobrir o seu papel na outra face da moeda, aproveitando a ineficácia da UGT, mostra a capacidade de mobilização e de reajustamento logístico, e vai ter oportunidade de demonstrar nos próximos tempos o que apreendeu ao longo de 30 anos, encontrando pretextos de sobra para empreender. Junte-se a este factor de agitação a nova situação no PSD, em duas frentes, no parlamento e no terreno. Acrescente-se, apesar de tudo, um discurso reivindicativo e de confronto, que não pode ser descontinuado, que é o de um Bloco de Esquerda mais estabelecido no sistema. E imagine-se que o CDS até consegue fazer ouvir as suas objecções, pela agressividade do regressado líder. Tudo somado, teremos a noção da intensidade de um fluxo contínuo de contraposições desgastantes, dirigidas quase em exclusivo para José Sócrates, que, aliás, por razões certamente fortes, teima em não remodelar, sendo manifesta a necessidade de o fazer, muito embora se compreendam as dificuldades dum novo alinhamento com as eleições já no horizonte.

filete-picotado

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