O exemplo dos Magalhães trocados por telemóveis, que borram a pintura desta anedota de um socialismo pretensamente tecnológico, apenas confirma como os doutrinarismos das abstracções e das utopias não andam com os pés no chão e acabam por desfocar a necessidade de continuarmos a olhar as estrelas e a seguirmos o sonho. José Adelino Maltez, in blogue Sobre o tempo que passa
Da crise de 29 do século passado, os EUA foram para o New Deal, enquanto a Europa se encafuou nos extremismos mórbidos e assassinos do fascismo e do comunismo. Agora, nesta crise, a América foi buscar Obama. A Europa quer ir para onde com Durão Barroso ao leme? João Tunes, in blogue Água lisa
"And if the blind lead the blind, both shall fall into a ditch"
Um tal JG, de Tavira, do blogue Terra do Sol, num post com o título “Pós-comunistas e outros que tais…” mete-me no mesmo saco de Tomás Vasques. Creia, caro JG, que há diferenças abissais. De facto o Tomás, certamente com boas e más memórias, saberá discorrer sobre o marxismo/leninismo/maoismo com límpida facilidade, já que - não é segredo - foi assim como que uma espécie de dirigente de um pequeníssimo partido de extrema-esquerda, localizado em Tavira e arredores, julgo que representante dos pescadores, lutando na terra e lutando no mar, sofrendo na pele, na carne e na mente essa atitude “subversiva” antifascista. Com ele alinharam Macário Correia e outras pessoas da terra. Quanto a mim, apenas lhe direi que tenho muitos homónimos, mas houve um, que já faleceu, unha com carne com Álvaro Cunhal, saído do PC muito antes do 25 de Abril, um homem influente e simples, simpatiquíssimo, com o qual tive o gosto de conviver e, em certo sentido de trabalhar. Não valerá adiantar mais. Fica a reprodução do seu post. Não espere, contudo, muitos visitantes, porque francamente não tenho leitores em grande quantidade. Mas os que aí forem, certamente alguns que constam das minhas leituras e preferências diárias, afianço-lhe que são de qualidade - se é isso que procura.
Forjados na escola marxista-leninista do Partido Comunista Português, alguns dos intervenientes da nossa política não conseguem esconder o seu passado... Nos respectivos blogues, José Tomás Vasques e Rui Perdigão discorrem sobre a temática e sobre a sua influência na sociedade portuguesa, chegando mesmo a prospectivar uma preocupante deriva extremista! Talvez não seja de generalizar as conclusões, mas é verdade que há quem seja condicionado por essa formação e não saiba viver em democracia, rodeando-se dos "íntimos" para conquistar o Poder e tendo uma visão meramente utilitarista dos demais membros do Partido, desde que este seja permeável a este tipo de "intrusões". Até 1995, os Estados Gerais de Guterres no PS prstaram-se a isso. Depois, o declínio eleitoral do PCP consolidou esta tendência! Hoje, José Sócrates está dependente no Governo e na Administração Pública de ex-comunistas e pseudo-independentes, embora no segundo caso o "alaranjamento" decorrente das duas maiorias absolutas de Cavaco Silva ainda seja evidente. Por alguma razão, Guterres decretou o fim dos "jobs for the boys"! Contudo, muitos são como a rolha, fazendo alarde da sua "competência" e "independência" para se manterem à tona, perpetuando cargos e benesses. Para muitos deles, "assumir compromissos, estabelecer metas, cumprir objectivos, apresentar resultados ou servir a causa pública" soam a coisas estranhas, recordadas de quando em vez nalgum raro concurso de promoção... Não sei se a reestruturação dos serviços ou o novo SIADAP vão causar mossa nesta mole de "funcionários" cinzentos e que tentam passar despercebidos, mas como há quem goste de ter um bom "seguro de vida", é provável que continuem rodeados de "gentinha" desta para garantir... o futuro!!!
Mais umas musiquinhas no Câmara Corporativa. Sempre agradáveis. Das quatro em destaque, lá está Jacques Brel, que não ouvia vai para uns tempos, sendo um prazer nostálgico retornar a este canto da memória. Deposito, pois, aqui, não o Porto de Amesterdão, mas uma mais deleitosa de título Ne me quitte pas. “Sabece lá cônque distinatáriu…”, como diria o Anarca constipado.
"Ontem quando cheguei a casa tirei uns quantos profiteroles que ainda tinha no congelador, vai daí, como não tinha nem queijo nem espinafres, fiz um molho branco espesso com farinha, leite e uma noz de manteiga, temperei com sal, pimenta e noz moscada, à parte fiz um refogado com cebola, alho e azeite, juntei uma lata de atum desfeito, umas azeitonas verdes picadas e um molho de coentros picados. Misturei o atum com o molho branco e recheei os profiteroles.
Podem ser servidos como entrada ou acompanhados por uma salada para um jantar leve."
Relatos Verídicos Experiências de Quase-Morte Manuel Domingos,
Patrícia Costa Dias,
Paulo Alexandre
O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (…). Mas não tenhamos ilusões, (…) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos.
Manuel Domingos
Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia
Le point de départ de ce livre est, en janvier dernier, une conversation de Bernard-Henri Lévy avec Nicolas Sarkozy.
De quoi le progressisme contemporain est-il malade et quels sont les symptômes,
les figures, les causes, de cette maladie ? C'est la seconde question qu’il soulève, plus complexe, et qui le conduit à des développements
sur, pêle-mêle, l’anti-américanisme, les mythes de l'empire, la question de l'Islam, le retour de l'antidreyfusisme,
les illusions de l'anti-libéralisme ou le parfum munichois qui rôde autour de nombre de discussions sur la guerre et sur la paix.