Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

terça-feira, setembro 18, 2007

Descompressões



Creio que se pode depreender de um dos últimos posts do Conquilhas que o Tomás tem muitos clientes em prisão preventiva. E não se pode ter clientes em preventiva sem esperar uma carga de trabalhos - que, presumo, se traduz em receita, sendo que o tempo filantrópico já está resolvido, sobretudo quando se trata de reincidir na alegação dos bandidos (agora) falidos - porém, creio, que entre a defesa de um preventivo e a de outro, dos 600 que partirão à procura de novas janelas de oportunidade, haverá sempre um tempo de entrega à literatura e a outros enredos, como nos indica o Dr. Soares (09/15/2007) no seu site/clipping/bloco de notas e “espelho meu“, uma geringonça na Net que é a face visível de uma rede poderosa, com o cérebro sedeado num Pau (ou será Pão?) de cadela (ou será canela?), lugar onde se analisam e resolvem os grandes problemas do mundo e da urbe, pelo crivo do espírito inerente à existência de uma simpática Praça das Flores e concernente Habijovem.



Não muito longe da Praça das Flores e do Café (ou será Restaurant?) Cão da Panela (será Du Pain de Canelle, Pão da Gamela?... enfim), que é como quem diz, nas redondezas da catedral benfiquista, pertinho, portanto, na outra ponta da cidade, lá anda em jornadas de luta blogosférica e de barbearias finas, o meu amigo LNT, no seu Barbearia do Senhor Luís , que continua incrivelmente a recomendar a leitura deste Vida das Coisas, (menção que muito me honra, vinda de um veterano da blogosfera), o que me vai exigir esmero e dedicação, tal como a recolocação dos links para a área de Culinária, aliás, navegações que me agradam muito pelo exercício de imaginar sabores que, só de ver e ler, estimulam as papilas gustativas, glândulas fundamentais para a nossa vidinha - para além do olfacto, já que a visão e a audição, nos tempos que correm, não oferecem o mínimo de garantias para entender as ocorrências que se atropelam, sendo o ditado da conjuntura “lamber para crer (ou querer)” e não o velho dito “ver para crer”.

Foi neste jogging neturístico que assomei o Claro, descobrindo O Café, não o Delta mas o Perdigão, se calhar para os lados Mouraria, com uma esplanada simpática, daquelas que passadas umas imperiais misteriosamente se plantam no meio da rua, atrapalhando, como é óbvio, o sistema viário - ou não fosse uma esplanada Perdigão.


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Blog Conquilhas
Blog (site?) de João Soares
Blog A Barbearia do Senhor Luís
Blog Claro
Perdigão


PS: O João Soares por Sms, por mail, por interposta pessoa pede-me insistentemente o telemóvel do Artur Albarran. Já lhe disse por várias vezes que não o actualizei e remeti-o para o Pedro, o Santana, para o Luis Filipe, o de Menezes, para o Zé Manel, o de Durão, para o Zé António, o de Arnaut, entre mais alguns e algumas do grupo, como por exemplo o Eng. Carlos Saraiva. Disse-lhe que em último recurso poderia ligar ao "camarada" Domingos, não o de Braga, mas o de Ferreira, do PS mais a Norte, que está a fazer a campanha do Luís Filipe, o de Menezes, o do PSD.
Fica a nota pública. Acresce, amigo João, que estou a pensar seriamente escrever um livrinho de amnésias e recordações. A começar no final de 74. Só para os amigos importantes.

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quarta-feira, abril 04, 2007

Feijoadas e catedrais



Hoje, não sei por que razão, lembrei-me de um amigo que decidiu, por volta dos anos 86 ou 87, depois do tumulto no Hospital de Faro, ter desistido de dar para este peditório aqui e concorreu a um cargo muito razoável em Bruxelas, estando hoje numa posição respeitável. Recordo-me que festejei um dos meus aniversários num restaurante maravilhoso em Bruxelas, oferecido por ele e outros amigos, acabando a noite com o Acácio Barreiros - então Chefe de Gabinete (ou adjunto?) do João Soares -, na cervejaria Morte Súbita, exercitando a nossa resistência bebendo umas valentes canecas de cerveja com o mesmo nome.
Não vejo esse amigo, homem simples e competente - que prefiro não referir o nome -, vai para algum tempo, sempre agradecido (não sei porquê) por eu lhe ter oferecido o livro “O Mistério das Catedrais“ e um quadro a óleo com uma estranha forma semelhante a uma Catedral. Não encontro um motivo objectivo para justificar o facto de me ter lembrado dele hoje. Tipo impecável, recordo. Não sei se por ele me ter emprestado um manual (em inglês), dizia ele que da CIA, que pertencia a um sujeito com apelido secreto de Penélope, ou porque talvez tenha sido o primeiro amigo que traçou, em muitas das nossas conversas, a linha de rumo deste país periférico e trapaceado como que adivinhando o futuro negro que se está a desenrolar hoje, ou seja, dizia ele, “não podemos querer cozinhar bacalhau com batatas, quando o que temos são feijões, chouriços e outros ingredientes para cozinhar feijoada…”. Boas memórias.

O silêncio dos inocentes
Para estragar a boa memória, não sem um propósito (talvez por razões que o despropósito desconhece, como diria o conquilhas), registei as palavras de Vitor Constâncio defendendo a subida das taxas. Como não é 1 de Abril, levo a coisa como sendo verdade, havendo também a hipótese de ser delírio. É que se for mesmo verdade, o melhor é começarmos a pensar seriamente na alternância… ou fazermos as malas, já que nem o tutano nos vai restar.
É delírio… É, é.

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Desabafo: admiro Salazar


Imagem no site Ana Salazar

Quando Manuel Salazar me pediu para dar um “arranjo” gráfico numa marca chamada Maçã, uma loja ali em Alvalade, nunca me passou pela cabeça que a Ana Salazar fizesse um percurso tão destemido e tão brilhante - tal como nunca me passaria pelos miolos que a loja Dimensão, de Lamartine Ladeiro, ao lado da Maçã, para quem também dei um “jeito” gráfico no logótipo, viesse a ter tanto sucesso.
Na altura adivinhava-se em Ana Salazar já uma vocação inata para o negócio, com o lançamento dos jeans coçados bordados com a marca Inega. Vai para uns largos anos que não conversamos. A última vez que vi Ana Salazar foi num desfile de moda na escadaria da Câmara Municipal de Lisboa, no tempo de João Soares. Creio que foi anteontem que assisti pela televisão ao desfile em Paris e achei que a fama corresponde ao talento. Maravilhoso.
É gratificante poder guardar boas memórias.

Site Ana Salazar

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