Com cinco mil euros, apenas…
Ou, título alternativo, "
Zangam-se as comadres..."
Atente-se neste título no
Diário Económico, "
Arlindo criou empresa com cinco mil euros e fez negócio de 40 milhões", e leia-se, seguindo o link, a breve notícia online.
O ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo de Carvalho, o seu sócio na empresa imobiliária Pousa Flores, José Neto, e o antigo administrador do grupo BPN, Coelho Marinho, são suspeitos de terem estado envolvidos em negócios que causaram prejuízos superiores a 40 milhões ao grupo Banco Português de Negócios (BPN). Em causa estão créditos alegadamente obtidos de forma irregular junto do BPN por aqueles empresários que terão causado um buraco financeiro. Grande parte dos financiamentos visou negócios imobiliários.
In Diário Económico
... e agora digam-me lá se o Dr. Arlindo de Carvalho é ou não é um bom negociante? O problema consistiu no estudo da operação por parte do banco. Até mesmo no caso do Instituto de Participações do Estado, o senhor dr., aproveitando a oportunidade, também fez um bom negócio. O problema reside em quem o nomeou para o cargo, conhecendo o Dr. Arlindo. Nomeando-o e conhecendo-o, já sabia o que esperar. E provavelmente ele cumpriu bem a tarefa para que foi indigitado. Assim como no BPN, contando com os amigos, é justo concluir que o negócio da multiplicação dos euros não é para qualquer um e, convenhamos, necessita de uns quantos cúmplices.
Diário Económico
Etiquetas: Arlindo de Carvalho, BPN, PSD
Natal é todos os dias

O Exmo. Senhor Professor
Aníbal Cavaco Silva, homem de Finanças, na qualidade institucional de
Presidente da República, teve a gentileza de nos informar, vai para uns meses, que apenas concedeu uns trocos ao
BPN e respectivo Grupo. Acreditámos que a revelação tinha um fundo de sinceridade. Uma coisita de somenos importância que é a proficiência – sem espírito santo de orelha, claro – de incrementar uns quase 400 mil euros, pai e filha, no jogo bolsita,
acções adquiridas em 2001 a 1 euro e vendidas dois anos passados a 2 euros e 40 cêntimos, portanto, como diria
António Guterres, façam-se as contas. Convenhamos que a situação permite as mais torpes especulações, tendo em conta as orientações políticas maioritárias do estabelecimento – não tantas, claro está, como deu a entender o Exmo. Sr. Professor
Vital Moreira, sendo que há uns PS’s de permeio.
Ao que parece, nesta propensão para fazer juízos apressados, somos capazes de não ter deslindado correctamente qual a boa e a má moeda e o sentido da interjeição que fez ressonância, pelo que seria duma utilidade enorme, caros "chefes", darem indicações sobre o que fazer para aliviar a consciência das formiguinhas? Vamos a correr apoiar a campanha de
Santana Lopes ou assobiamos para o lado e ficamos a remoer por ninguém ter avisado que o Pai Natal estava no BPN, a dar e a criar buracões pró Estado pagar? Ou será que o Exmo. Sr. Dr. Santana Lopes também aproveitou a tendência da instituição para fomentar umas mais-valias dum qualquer pé-de-meia, dum crédito ou duma sobra de campanha? Ele, o filho e a
sombra dele, que não descola.
No post sobre o assunto
João Tunes remata com"As castanhas vieram do mesmo castanheiro". Ou como vaticina
Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa, " (...) o inquilino de Belém vai ter dificuldade em sair ileso desta refrega. Alguém deu à manivela do acelerador de partículas." É… quanto não vale ter amigos que se relacionam todos os dias com o
maravilhoso Pai Natal.
Água lisa
Câmara Corporativa
Etiquetas: Banca, BPN, Presidente da República Cavaco Silva