Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

quarta-feira, setembro 09, 2009

"O poder, afinal, para quê?"

Acrescenta-se o pensamento lendo os artigos e as reflexões do professor José Maria Carrilho. Ganha-se com a leitura do artigo “O poder afinal para quê?”, publicado hoje no Dn. Recomenda-se, portanto.

O modelo económico das últimas décadas parecia uma evidência, mas era uma ilusão: concebia o crescimento no quadro de um consumo sem limites que, por sua vez, era animado por um crédito inesgotável. Foi este modelo que entrou em colapso. E, com ele, entrou também em colapso uma visão do mundo e a sua base civilizacional. É isto que confere à actual crise um significado inédito, e impõe uma prudente avaliação das suas múltiplas e insuspeitadas consequências.
(…)
Há, claro, algumas razões para isto. Em primeiro lugar, generalizou-se a ideia de que a queda do Muro de Berlim foi a vitória de uma forma de democracia que encontrava a sua forma final na pura e simples identificação com o mercado. Seguidamente, não se compreendeu que a globalização minava na sua raiz o compromisso social-democrata entre o trabalho e o capital, deixando o trabalho preso às suas raízes nacionais enquanto o capital se tornava cada vez mais livre num tabuleiro cada vez mais mundial. E a terceira razão encontra-se na identificação dos valores da modernidade com os da metamorfose do capitalismo na sua versão financeira - e aqui a "Terceira Via" inspirada por Tony Blair tem especiais responsabilidades. E tudo isto, note-se, sem nenhum pressentimento do brutal impacto que as economias emergentes (China, Índia, Brasil, etc.) viriam a ter no começo do séc. XXI.
Manuel Maria Carrilho > DN no Sapo
+ Manuel Maria Carrilho > DN no Sapo


Etiquetas: , ,

terça-feira, setembro 01, 2009

Serviços e pouca-vergonha



Sobre o Exmo. Dr. Pina Moura não vale a pena gastar palavras. Ele, por si só, diz tudo sobre o estado a que chegou este desgraçado país, mal frequentado, como diria o Ribeiro Ferreira. É mais um talento (desiludido), que vai para a parede do atelier. Há pessoas, que pelas suas contradições e pelo seu percurso nos fazem pena.


Etiquetas:

Está tudo doido, efectivamente

Recomendo apenas a leitura deste post do professor Adelino Maltez, que tem tanto de engraçado quanto de sério. Vale o tempo que passamos a lê-lo.

Se este estúpido ambiente de decadência agravar a demência, não há capacidade de análise politológica para as esquizofrenias. Bastam as análises de costumes sobre os anjos decaídos. É que, para o homem comum, onde a tolerância é o ar que se respira, não estamos divididos entre o atavismo inquisitorial da velha reacção congreganista e o delírio dos pretensos semeadores dos amanhãs que cantam.
(...)
Uso o futuro no condicional e não faço o catálogo panglóssico do presente governo. Não não vou por aí, não subscrevo os bonzos do rotativismo e, muito menos, os endireitas e canhotos que querem coligações à direita e à esquerda do que está, para que tudo fique na mesma, desde que eles sejam ministros.
José Adelino Maltez, no blog Sobre o tempo que passa

+ José Adelino Maltez, no blog Sobre o tempo que passa


Etiquetas: ,

Galeria dos talentos (Felgueiras)



Um amigo, fazendo chicana com os factos não judiciais que eventualmente pesaram na absolvição de Fátima Felgueiras, pretendendo, creio, que mais uma vez a este papalvo caísse o queixo de incredulidade, conseguiu o efeito contrário, suscitando admiração pela senhora. Por essa razão, acrescento mais uma mulher talentosa na parede do atelier.


Etiquetas:

A jovem mandatária Simplex



Nunca achei gracinha à jovem Carolina Patrocínio. Pela postura na televisão e pelas notícias recentes, parece-me ser uma miúda mimada e daquelas que confundem irreverência com má educação. Se calhar estou completamente errado.
A propósito da mandatária dos jovens socialistas, os da “esquerda moderna”, a quem os assalariados limpam a parte chata fruta, um amigo cinquentão, refastelado na praia, lendo uma revista do social, mostra-me esta deslumbrante fotografia e conclui com a esclarecedora frase: “Só isto é um programa… de prioridades, claro. A rapariga está confusa.”

Enfim, como afirma o professor Adelino Maltez,“Está tudo doido”.


Etiquetas:



footer-letra