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When you lose, don't lose the lesson

terça-feira, junho 09, 2009

Afinal, arrespondeu!



O anarca constipado “arrespondeu” – do verbo arresponder, da língua anárquica, note-se – ao joguinho das séries televisivas. Incrível, quem diria... Vejam só as escolhas dele. Uma lista admirável, com algumas descobertas marcantes.
Agradecido, caríssimo anarca Piotr Kropotkine, o mesmo que José Manuel Fonseca de Carcavelos, Portugal.

botlink Anarca constipado
botlink Vida das coisas


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segunda-feira, maio 25, 2009

Os top televisivos (passatempo)



Em 30 de Abril, a Rititi (Rita) lançou um desafio a Pedro Correia (Delito de Opinião), que por sua vez o remeteu para o Tomás (Hoje há Conquilhas), o qual, simpaticamente, se lembrou deste invisível Vida das coisas. O repto inicial consistia em publicar “O top 15 das séries que deram consistência à minha vida”, a dela, Rita Barata Silvério, e a nossa, neste jogo. As minhas quinze, aproveitando para um exercício retrospectivo, são praticamente desde que me conheço enquanto espectador de televisão, não sei se de fraldas ou de calções, e vão do preto e branco ao plasma. Suprimi os desenhos animados e anotei 29 séries:

O homem invisível
Abbott e Costello
Hong Kong
O Santo
Mister Ed
TV Rural
Perry Mason
Robin Hood
Lassie
Bonanza
Os Flintstones
Star Trek
Columbo
Dallas
ALF
Cheers
Os Marretas
Benny Hill Show
Poirot
Monty Python
All in the family
Crime disse ela
Twilight Zone
O Polvo
Sim Sr. Ministro!
The X-Files
Twin Peaks
Hill Street Blues
The Sopranos
CSI: Miami

Passo a coisa a três bloggers que não dão confiança a este tipo de joguinhos. Faço-o, portanto, com a certeza quase socrática que da minha parte a corrente fica por aqui. Desculpem.

Ao Exmo. Sr. Dr. João Gonçalves, botlinkdo Portugal dos Pequeninos
Ao Exmo. Sr. Dr. José Manuel da Fonseca, botlinkdo Anarca constipado
Ao Exmo. Sr. Dr. Miguel Abrantes, botlinkdo Câmara Corporativa
Ao Exmo. Sr. Dr. Eduardo Pitta, botlinkdo Da Literatura

botlink Rititi
botlink Delito de Opinião
botlink Hoje há conquilhas


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segunda-feira, abril 23, 2007

Cadeira do Poder (1996 ou 1997)

Invenção de notícias
(…) passou olhar-se melhor e passou a construir temas do quotidiano nos programas de informação semanal. Mas, paralelamente a isso, há um género de programas que é de contaminação. Programas que não percebemos muito bem se são de entretenimento ou de informação. Numa primeira visão eles parecem de informação, mas olhando com atenção parece que não são. Por exemplo, havia um programa chamado A Cadeira do Poder, que “elegia” semanalmente por meio do “voto” dos telespectadores um primeiro-ministro. E você diz: "então é um concurso!" Mas eu digo: os concorrentes eram pessoas da classe política e um deles foi realmente primeiro-ministro recentemente, que foi o Pedro Santana Lopes. A leitura desse programa foi muito polémica. A Cadeira do Poder tinha um noticiário que era apresentado por uma modelo, mas tinha peças que seguiam, aparentemente, critérios jornalísticos. A primeira peça desse noticiário dava conta de um despiste do secretário de estado da juventude em Lisboa (António José Seguro). O carro dele tinha caído ao rio e ele estava acompanhado de uma namorada, apesar de ser casado, portanto seria um caso extraconjugal. Esse secretário de estado exigiu que a SIC o convidasse no dia seguinte para o Jornal da Noite, para ele desmentir a notícia desse concurso. Repare o limite das fronteiras. Depois, em tribunal, ele ganhou um processo e a SIC teve que o indemnizar.
No âmbito do jornalismo policial desenvolveu-se também muito o jornalismo judicial. E depois houve um programa que era feito a base de um polígrafo (detector de mentiras) e convidava pessoas que tinham sido condenadas em tribunal. O primeiro programa foi um dos que obteve maior audiência em Portugal nos 10 anos que eu analisei. O convidado era um padre (Frederico) que tinha sido acusado, num processo de pedofilia, de ter morto um afilhado. Ele foi a esse programa e o polígrafo disse que ele era inocente. As pessoas fizeram sessões públicas para ver o programa, que chegou a ser debatido na Assembleia da República. O apresentador era um jornalista.
Habituem-se!

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