Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

terça-feira, outubro 23, 2007

Ruídos estranhos ? Porreiro, pá!


Bom… se João Villalobos, do Corta-fitas, está a sob escuta, suspeita fundamentada nos ruídos estranhos que se agitam no tecto, chão dos vizinhos de cima, aproveito a oportunidade para informar que comigo também se passa o mesmo, mas com os vizinhos de baixo. Teremos então, com uma margem curtíssima de erro, dois portugueses atentos aos ruídos esquisitos. Acresce um terceiro, contando com o nosso excepcionalíssimo PGR).



Para constituir um padrão, auscultei dois primos, sendo que um também garante que ouve ruídos quando está a falar ao telefone, seja no telemóvel ou no fixo. Suspeita,, com seria de esperar, de todos os vizinhos, os de cima, os de baixo, os do lado. No fundo, desconfia de toda a gente. Assim sendo, podemos concluir que apenas um português em cada cinco não está a ser escutado. O que, convenhamos, é uma boa média para uma democracia como a nossa, a dar os primeiros passinhos, vai para uns trinta e poucos anos. Este padrão suscita-nos um outro: é que um em cada cinco portugueses vive afundado na pobreza, atolado no nosso equilibradíssimo, justíssimo, excepcionalíssimo pântano. Assim sendo, será que podemos deduzir que os ouvidores não escutam os pobres…

Blog Corta-fitas

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domingo, outubro 21, 2007

Entregues aos bichos ?… Porreiro, pá !


JG, do Portugal dos Pequeninos, anota a entrevista do Procurador-Geral da República (a nossa) ao semanário Sol. Também a tinha lido. Mas pela gravidade das coisas ditas - que, aliás, confirmam muitas suspeitas -, achei que seria razoável não fazer o registo, continuando neste nível light do blogar.
Recapitulada no post de JG, as gravidades ficaram mais graves. A coisa fez-me lembrar um recreio de escola ou, pior, que estamos entregues aos bichos. A parte da entrevista que se refere às escutas telefónicas, que JG desenvolve, deixa-nos arrepiados com o estado da vida das coisas. Como é possível o (nosso) Procurador dizer o que disse ? Recomendo, portanto, a leitura da entrevista e do post de JG do qual destaquei o último parágrafo, excerto que ficaria bem emoldurado no cantinho das recordações de Abril, hoje.
Na "velha senhora" sabia-se quem era o "inimigo". Agora somos todos potenciais inimigos uns dos outros e de uma instância "superior" que não tem rosto a não ser o da cobardia.
João Gonçalves, in Portugal dos Pequeninos
Blog Portugal dos Pequeninos > Uns barulhos esquisitos

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