Semanada >   H. Jackson Brown, Jr.
When you lose, don't lose the lesson

sexta-feira, maio 08, 2009

Zeitgeist: da ganância, do dinheiro, das energias...

Não é sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente
J. Krishnamurti



Se tiver algum tempo livre, veja o Zeitgeist Addendum (2008), um filme "anti-sistema", com cerca de duas horas e legendado. Também pode visionar o primeiro filme, creio que de 2007, disponível por inteiro ou em partes, igualmente legendado, no link que se disponibiliza.
No Zeitgeist Addendum a ideia mais desenvolvida tem a ver com o conteúdo do libreto publicado em 1992 pela Federal Reserve Bank of Chicago – um dos doze bancos regionais da da reserva americana -, com o título Modern Money Mechanics (Mecânica Monetária Moderna)que explica tecnicamente a produção do dinheiro (feito a partir do nada), abordando ainda e o funcionamento das reservas bancárias e expansão dos depósitos, bem como o sistema que originou a actual crise internacional, resultante da globalização. No filme é ilustrado também o conceito de "corporatocracia" e o seu objectivo principal: o lucro e apenas o lucro.
Os dois filmes não aclaram a nossa crise doméstica, que tem fundamentos mais distintos, mas em certa medida ajudam a percebê-la, porque também ela sacrificada pela globalização.

Nunca se sabe... talvez consigamos acordar para o mundo de hoje, tal como José Sócrates nos pediu. Convenhamos também, que ao ver os dois filmes ficamos quase convencidos que o Futuro não pertence a Deus. Quase convencidos...

Nota: de modo simplista, a tradução de Zeitgeist poderá ser sensivelmente a mesma de mainstream, assim como o espírito do tempo e da sociedade.

botlink Zeitgeist, Addendum (2008) > legendado
botlink Zeitgeist (2009) > legendado
botlink Modern Money Mechanics
botlink Modern Money Mechanics > Wikisource
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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Os gananciosos…



Geralmente parecem-me falsos os discursos de José Sócrates, com as suas modulações forçadas, os gestos aparentemente afectados, os momentos de aplauso assinalados no guião, no compasso das pausas e até mesmo na escolha dos termos. Mas, de quando em quando, a coisa sai muito perto do autêntico. Creio que classificar de gananciosos aqueles que, ao que tudo indica, vivem noutro país, noutro planeta, noutra galáxia, aqueles que arrecadam vencimentos que são um insulto e um enxovalho aos portugueses, é capaz de ter sido um momento de expressão genuína. Se há ganância, faça-se qualquer coisa. Nem que seja de intenção meramente didáctica.


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