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When you lose, don't lose the lesson

sábado, abril 14, 2007

Impulsos? Eles andam por aí…



What the Bleep do we Know?
À luz da física quântica, a física das probabilidades, «the impulse of the force acting on an object equals the change in the momentum of that object». Convirá ter em conta que «the center of mass is not always located on the object». Força e tempo, num contexto de massas, impactos, impulsos e inércias. Bom... mudando de assunto.



Contingência e crise
Para resolver questões de contabilidade tanto nos faz que seja feito pela esquerda ou pela direita. Números são números. 1 mais 1 convém ser igual a 2, conquanto um dos uns não seja cabimentado na rubrica de investimento quando na realidade é da despesa. Rigor e transparência. No entanto, preferimos que o assunto seja tratado por gente que nos é simpática. Mas quando essas pessoas, talvez emproadas pelas circunstâncias exteriores aos números, começam a divagar e a entrar na nossa casa com uma dose significativa de sobranceria, então é natural pensarmos em mudar os rostos, para quando tivermos de criticar não ficarmos com um nó na consciência. Manuela Ferreira Leite falhou porque atacou o pecado original desertificando os campos à volta ou seja, para preservar a árvore (do paraíso), começou a sulcar valas tão largas que estas se tornaram intransponíveis, deixando a árvore crucial isolada da floresta e aprisionando todos os portugueses, sabendo que a maioria estava (e está) inocente . Não foi Santana Lopes que fez inverter a conjuntura. Ele apenas foi um compactado de pretextos que todos, mas mesmo todos, esperavam - excepto, claro os do seu grupo.
O essencial do problema está instalado nas contas públicas, é verdade. Talvez por isso seja importante considerar os relatórios do Tribunal de Contas, já que é uma das últimas instituições a quem dispensamos crédito. Ser surdo às indicações do TC descambará para uma situação tipo certificados mal sustentados: no futuro sobrará sempre qualquer coisa por explicar e que nos embaraçará. Se há indícios fortes de baldroca, tenha-se a coragem de mudar as pessoas, por muita cobertura que apresentem no currículo político. Tanto mais quanto a última coisa que deve acontecer é o jogo ficar à vista - veja-se a Independente. Não importará saber se lá no fundo houve autenticidade, mas não nos devemos esquecer do gesto pedagógico de António Vitorino e de Jorge Coelho ao abandonarem o executivo de António Guterres. Para a maior parte dos eleitores não é argumentação suficiente sustentar a estratégia no esclarecimento do “rumo“ - no fundo o eleitor está-se a marimbar para o não espectáculo e quer o imediato. Antes, o que deve prevalecer é a explicação dos motivos de crédito, reconhecendo que é elementar entender por que devemos acreditar, e fazê-lo o mais próximo possível da veracidade, para que a coisa não entre no foro do metafísico ou do hermético. O sinal a entender com esta embrulhada no ar - aliás, reconheça-se, bem orquestrada - é que não nos serve de nada um Governo sustentado apenas na imagem do primeiro-ministro - aliás, já se tinha percebido isso com a passagem breve de Santana Lopes pelo lugar, mergulhado em “contingência“ (leia-se crise). Ao invés de uma potencialidade, acaba por ser uma fragilidade, para o próprio e para todos, como parece estar a ser provado.

Filhos de um Deus Menor

A ser verdade a notícia no Diário Digital, que nos informa sobre os dados da pobreza que tem vindo a crescer em Portugal, encontraremos aí mais uma razão para não empolar as certezas de “rumo”, mas optar por articular com rigor argumentos de crédito, neste caso, quanto a políticas sociais de retaguarda e efeitos palpáveis - usando do estilo do PM, o que interessa são os resultados, já que de intenções e objectivos anda o mundo cheio. E se esta notícia não é uma forte alfinetada do Compromisso Cívico para a Inclusão, tendo em vista questionar o “rumo”, então é o quê? Mais um elemento a desgastar a sustentabilidade dos certificados académicos? Não… não façamos jogos semânticos. Há crise - com todas as letras. Mas convém também assumir que 1.3 é um bom resultado. Falta é lençol para os pés dos mais desfavorecidos. Mas entretanto lá vamos falando em aeródromos...

Diário Digital

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