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When you lose, don't lose the lesson

sexta-feira, maio 04, 2007

Cortar as asas

Recorto e anoto um pedaço do post no Sobre o Tempo que passa. O problema é evidente e grave, e coloca-se na relação directa da falta de interesse (ou capacidade) em o resolver - politicamente falando. A mudança e as suas consequências mais pérfidas passam, infelizmente, pela fragilização dos jovens, que devem ir sobrevivendo, sobretudo aqueles que não tendo pais ricos também não acertam no euromilhões, saltando de emprego em emprego ou a sua correspondente ilusão temporária, para quem a mobilidade não é uma abstracção mas, quase, o quotidiano. O que assusta é que esses jovens, largados na vida sem protecções especiais (nem sequer do próprio sistema, que suspeita deles) e sem possibilidade de fuga, vão permanecer aqui, doce e democraticamente aprisionados, excluídos e sem futuro, à espera que Bruxelas resolva a dificuldade política ou que alguém poderoso tenha piedade, exigindo aos que se serviram em excesso do sistema a repor parte do que beneficiaram (e beneficiam), investindo aqui algum capital de risco, ou, mais radicais, uns dinheiros a fundo perdido - não sendo necessário tanto investimento quanto o que têm dispensado para a criação de emprego e riqueza noutros países mais rentáveis a pretexto da globalização ou da mundialização.
Será uma fatalidade esta negação do direito dos jovens a terem futuro, sendo evidente que o leitinho para as criancinhas não chegou para todas? Consolida-se, pois, a consciência de mais uma coisa estúpida a acrescentar a outras tantas, nos esteios de tudo isto mal amanhado… à vista trinta anos depois. Tanto mais quanto as repetidas cargas policiais, à esquerda e à direita, aqui e noutros lugares de Schengen, começam a dar que pensar. E não venham dizer, quando a coisa estalar a sério, para justificar repressões e questões de Segurança, que os malvados são todos delinquentes ou terroristas… Na sua maioria, não têm nem emprego nem futuro. Assim sendo, estão por tudo.


(…) esses novos marginais da globalização, da europeização e do chamado desenvolvimento situacionista e que, sem ser por acaso, integra quase todos os meus filhos. Porque esses são a efectiva realidade deste pretenso paraíso que, sem qualquer espécie de solidariedade, lança no desemprego essa nova forma de escravatura doce.
Recorte do Sobre o Tempo que passa
Blog Sobre o tempo que passa
Acordo de Schengen

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