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quinta-feira, maio 31, 2007

Reposições de “matérias de facto”


Tinha acabado de tirar da estante literalmente um “tijolo”, com o título de capa Lisboa - Obra feita e, remirando-o, disse para comigo “Quanto disto deve ser considerado matéria concreta e matéria metafísica?“. A verdade é que as imagens, na sua grande maioria, coincidem com as coisas nos seus sítios. Portanto, devo concluir que o “tijolo” representa matéria de facto. Entretanto, condicionado, sigo para a geringonça do meu amigo, um composto de site pessoal e arquivo, uma espécie de blog e clipping, com a utilidade da síntese opinativa, que nos poupa imenso trabalho a fazer a triagem das notícias mais significativas no estrangeiro.
No ponto net do meu amigo, leio, pois, a réplica engraçadíssima a um post meu sobre a exposição de coisas lindas da vida (ou a vida das lindas coisas), fotografias de Claude Fauville, mostra montada pela então “animação cultural” (será?), em 1999, na Galeria Mitra, obras escolhidas a dedo por João Soares. Quem não viu o catálogo, da responsabilidade do Arquivo Fotográfico de Lisboa, não viu coisa boa, falando de matéria de facto. Mais: serve a presente para confirmar que a ideia do equipamento cultural foi dele - João -, sendo que na verdade, sublinhe-se, desde há uns anos para cá nunca se sabe se é vantajoso enfiar a máscara do herético Salvatore, convertido à vida dos beneditinos, no Nome da Rosa e largar um fanhoso “signore, excelenza, no mi ricordo… io stupido!…”, não vão as estratégias das utilidades tecê-las.
No que concerne ao aeroporto internacional de Lisboa e respectivo Figo Maduro, para que não se instale a ideia de brancas na memória, evitando assim partes gagas, venho também por este meio asseverar que vi com os meus dois olhos João Soares, Artur Albarran e Carlos Marques, entre outras personalidades, em conferência de imprensa pela defesa do aeroporto (internacional) da Portela e respectivo Figo Maduro, como resposta ao avolumar das concordâncias com a abstracção ibérica de um projecto de aeroporto lá para os lados de Ota. Passaram-se alguns anos e agrada-me registar o “disparate” que a Ota representará, na opinião persistente do meu amigo apoiante de Costa. Eu, cá por mim, estou dividido, não sabendo se será melhor acabar a Alta de Lisboa e fazer o eixo até à Expo - urbanisticamente falando - e levar os estaleiros para a ibérica Ota, montando uma cidade de raiz, ou estudar a melhor maneira de ninguém ficar a perder, melhorando o aeroporto de Lisboa, não descurando, porém, o facto de que Madrid fica já ali.
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Post do João Soares em 5/28/2007 - O meu amigo Rui, com as suas conhecidas (e por mim apreciadas) oscilações de humor, faz-me mais uma vez referencia no seu, esteticamente excelente, blog. Só que são inexactas em matéria de facto. Sou, sempre fui e continuo a ser, contra o "disparate" da Ota. Fui eu que escolhi, convidei, promovi a exposição do Claude Fauville no Arquivo Fotográfico de Lisboa, em Outubro de 1999. Escrevi o prefacio do belo catálogo (não sei quem é o Luís que refere?) e tenho muito orgulho no Arquivo Fotográfico de Lisboa. Ideia minha, obra que acompanhei, e dirigi passo a passo, dia a dia. Como o Rui sabe, ou estará esquecido?

Site de João Soares

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