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sexta-feira, maio 11, 2007

Imaginemos presentes envenenados

«Se António Costa quiser ser o candidato a presidente da Câmara de Lisboa, será ele seguramente o candidato. Tudo depende da vontade dele»

Bom… situemo-nos no início do processo do Euro 2004. Imaginemos que damos um salto no tempo e caimos um mundo perigoso. Imaginemos mais: que o PS está perigoso em consequência dos perigos do mundo. Imaginemos, pois, que António Costa é um bom Ministro e um bom número dois. Imaginemos igualmente que ele não se pôs em bicos dos pés. Por isso é lógico imaginar, já que falta sanear tão poucos, se Maria Manuela Augusto, presidente do departamento nacional das Mulheres Socialistas, não seria uma candidata adequada à situação, imaginando-a a contento dos dois secretariados… Imaginando, claro, que é para queimar. E José Lello, também não é difícil imaginá-lo queimado, apesar de ser hóspede na capital.
Imaginemos, portanto, que esta pressa em lançar Costa na corrida para a Câmara Municipal de Lisboa parece ser a expressão acabada de uma jogada traiçoeira num putativo ninho de lacraus, à beira de uma presidência europeia. Imagino que o lançamento do nome é alheio à vontade do próprio. Imagino também que ao arremessar assim o seu nome para a praça pública e em pleno processo de investigação do desaparecimento da pequena Madeleine, ao que tudo indica raptada por uma rede de pedofilia, e com outras incumbências políticas e estratégicas em curso, a coisa imaginada não só é incoerente mas tão elementar quanto a evidência da rasteira política.
É de bom-senso imaginar que António Costa será, provavelmente, um bom candidato daqui a dois anos, o que, imagino, expressará o seu interesse. É fácil imaginar que lançando-o agora, ele será o primeiro conveniente a arder, nesta época de incêndios antecipada, ainda por cima num teatro político em que os reacendimentos serão o quotidiano nos próximos tempos, considerando a posição da Assembleia Municipal, desviando assim a atenção dos incêndios que já se imaginam no Governo e afins.
Ferro Rodrigues que conhece bem a malta, recusou imaginar-se como candidato. Seguro, que também não podem levar por parvo, puxou pela imaginação e declinou igualmente, como se sabe. Maria Belém, hoje na Sic Notícias, também mostrou indisponibilidade para se imaginar a dar um passo em frente. Ana Paula Vitorino, outro membro do governo com trabalho positivo e elemento do Secretariado Nacional do PS, não se imagina a comentar e, por isso, remete a decisão para Sócrates. João Soares anda numa de inspector na Arménia e afirmou estar disponível, sem imaginações. A esta fartura de nomes congeminados acresce um cenário perigoso: e se o PS não ganha Lisboa. Melhor: e se houver coligação de Esquerda? Quem vai engolir...?
É… o PS está a ficar muito, mas mesmo muito perigoso, neste espaço de imaginação.
Valha-nos o Ruben de Carvalho.
Quanto ao PPD/PSD julgo que será Marina Ferreira. Pelo menos tem retaguarda.
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Sem segundas intenções, insiro os nomes membros do Secretariado Nacional do Partido Socialista eleitos em 26 de Novembro de 2006, apenas para que se saiba quem quer António costa fora do governo e candidato a Lisboa: Alberto Martins, Ana Paula Vitorino, António Costa, Ascenso Simões, Augusto Santos Silva, Carlos César, Carlos Lage, Edite Estrela, Fernando Serrasqueiro, Idália Moniz, Jacinto Serrão, José Lello, Luís Amado, Marcos Perestrello, Maria Manuela Augusto, Miranda Calha, Pedro Nuno Santos, Pedro Silva Pereira, Vieira da Silva, Vitalino Canas.
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Deixo também, aparentemente a despropósito, um excerto do post de Rui Paulo Figueiredo, que encerra o blog Lisboa quem te viu e quem te vê.
Estou certo que o Partido Socialista saberá indicar um candidato que tenha o perfil, a vontade, o conhecimento e a competência para desenvolver um trabalho que com estas premissas, possa dar um novo rumo à cidade.
Um candidato que faça pontes e que esteja aberto ao diálogo franco e consequente com as restantes forças partidárias de esquerda em Lisboa. Lisboa, hoje, precisa de uma maioria de esquerda.
Notícia no Diário Digital
Blog A Blasfémia
Blog Lisboa quem te viu e quem te vê

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