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When you lose, don't lose the lesson

sábado, novembro 01, 2008

Do operariado e das urbanidades?



Apesar de deixar transparecer uma dose de acrimónia, não deixa de ser um bom texto, o do Tomás, com o título "Porto de Lisboa. Nostalgia. Obreirismo", no Conquilhas, que "com 18 anos, de fato-macaco, palmilhava a zona, à hora de almoço, à procura da refeição mais barata".
Haveria muito que dizer sobre as exigências das cidades de hoje, incrivelmente diferentes na escala de há 40 anos. Cresceram. Expandiram-se. Surgiram novos vícios e outras realidades. Instalaram-se novas actividades que imprimiram novas dinâmicas quotidianas. Outras fainas tornaram-se contraproducentes nas zonas nobres da malha urbana. Por isso, as opções políticas deviam ser mais ponderadas, mais fundamentadas, enfim, mais prospectivas. Os impactos e as vistas hoje fazem parte de um mosaico de parâmetros de qualidade na vida da cidade. E no caso falamos de uma gigantesca estrutura plantada praticamente a meio da margem ribeirinha.
Todavia, há desabafos nostálgicos que são claramente saudáveis, mesmo que se reportem a tempos difíceis no fio da vida, que nos ajudam a compreender a realidade de hoje, para a resolvermos melhor.

E os sacos eram alombados por homens de trabalho. O porto – o Porto de Lisboa – como diziam as placas em letras negras em fundo branco, era (e é, ainda) o modo de vida de milhares de pessoas. Era um tempo em que eu, com 18 anos, de fato-macaco, palmilhava a zona, à hora de almoço, à procura da refeição mais barata. E por lá nunca encontrei as outras «pessoas», aquelas que , hoje, não querem que os contentores lhes ofusquem as vistas.
Excerto de nota de Tomás Vasques, no blogue Hoje há Conquilhas
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