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When you lose, don't lose the lesson

quarta-feira, março 14, 2007

Um blog é uma demonstração de confiança?

Ontem, em casa de um amigo, por entre imensas coisas actuais sobre o estado deste nosso cazaquistão, falou-se de blogues e sobre o interesse que despertam para quem procura informação e pretende formar uma opinião sobre um determinado assunto. Sobrou a conclusão de circunstância que os blogues não passam de registos e dissertações tão “pessoais“ quanto limitadas, apesar de alguns serem de reconhecida qualidade, que ainda não são visitados por sistema, mas alimentam um nível quase vicioso cheio de fragilidades e incorrecções. Não fiquei convencido, já que, por enquanto, ainda não encontrei uma definição aceitável do papel que os blogues ocupam e desempenham hoje no universo da informação que circula na internet. Pessoalmente creio que esta banalização conduzirá a uma coisa tão caótica e democrática que haverá a tendência para aumentar a filtragem, como já está a acontecer, sobretudo por razões políticas, agrupando por “directórios”, obrigando a “tags”, restringido o mosaico de “marcadores” etc. Tenderão, pois, a prazo, a perder o cunho pessoal para, também aqui, se definirem por especializações, secundarizando “estilos” e redes de blogues que hoje se evidenciam. Mas enquanto essa opressão tecnocrática não se sobrepuser, estreitando o sonho e a vida e o modo de ser humano, vamos, pois, aproveitando antes que se acabe a “democratização” na blogosfera, que resume, no mínimo, um instante fugaz na concepção de igualdade de oportunidades e liberdade de expressão.


Zombies. Ilustração sacada na Royal Academy of Illustration & Design

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Para fechar esta nota, mesmo com o risco de me tornar um “emplastro” nestes destaques, insiro um excerto de uma outra, no Sobre o tempo que passa:
(…) parafraseando Belmiro de Azevedo, quem não é por Cavaco ou por Sócrates ou é incompetente ou maluquinho. Logo, corre o risco de ir para a bolsa dos supranumerários ou de ser internado no pelourinho dos inconvenientes que não dizem "sim senhor" a estas ilustres vontades de modernização da pátria“.



Contudo, convirá ter em conta, para que as incompetências se acrescentem e as loucuras sejam mais enfatizadas, que não tarda aí um “exército de modernizadores” - termo, aliás, que sendo vazio de significado, é, por paradoxo, um conceito que diz muito de quem lançou o apelo. Pois, assim, recomenda-se caminhar com cuidado! Se eles, os mais ingénuos, já andavam por aí, será de esperar que os mais sabidos também comecem a andar por aí e a mostrar serviço, na caça aos “antiquados”, para ganharem créditos no “exército” que veladamente fará o “saneamento“.



Resta-me um dúvida, particularmente para entender qual será o destino dos que são votados ao esquecimento. Para exemplo, fixei-me no mistério que envolveu a saída de cena do Tino de Rans, que tantos votos ajudou a ganhar e prolongou o período de festarola?

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