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When you lose, don't lose the lesson

segunda-feira, janeiro 22, 2007

A Colecção Berardo…

Alan Davie. Portrait of a Buddhist, 1960.

… e as urtigas. Mais ou menos curiosos quanto ao desfecho, durante os últimos anos muitos acompanharam as notícias sobre a Colecção Berardo , então estacionada em Sintra. Quando nestes meses recentes se instalou a polémica entre Joe Berardo e o Estado português, com a Ministra da Cultura a reconsiderar a sua posição e a ceder, não se sabe bem a que pressões ocultas, o que sobrou foram algumas partes balbuciantes e umas quantas frases enigmáticas, que não substanciaram o âmago da controvérsia. Dizia-se que o assessor do engenheiro Sócrates, penso que Alexandre Melo, estaria no centro da contenda, tomando partido pelo Comendador Berardo. Dizia-se... Quase tudo foi dito e a maior parte dos mexericos regurgitavam das “elites” alinhadas no universo da Cultura, em particular daquelas que aproveitam qualquer ocasião para alfinetar a ministra, usando por vezes expressões de caricatura um pouco desabridas. No entanto, após o espectáculo, sobejou a impressão que a opção final não foi bem explicada, faltando dizer mais umas quantas coisas sobre o negócio. Eis, pois, que se retoma a conversa, neste post de Eduardo Pitta, no blog Da Literatura, com o título “Basta!”, do qual recortei este remate: «Reconheço com desânimo que parecem ter razão os que diziam, e continuam a dizer, que o comendador apenas pretende valorizar a colecção — mantendo-a exposta com suporte institucional até 2016 —, obtendo mais-valia se e quando decidir vendê-la, no todo ou em parte, a coleccionadores (ou museus) estrangeiros. Realmente inadmissível. Portanto, para grandes males, grandes remédios. A Fundação deve ser extinta e o futuro museu mandado às urtigas».
Aos que se interessam pelos negócios no mercado da Arte, sobretudo os negócios que envolvem milhões, recomendo a leitura atenta da nota, acrescentando, modestamente, um pequeno reparo, apontando o facto de aparentemente se terem esquecido que estavam a negociar com o Comendador Joe Berardo. O que, convenhamos, também é “realmente inadmissível“. Sugiro igualmente que se espreite este link e ainda este
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«(…) só quem acede à arte é capaz de reconhecer o potencial do que é inovador»


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