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When you lose, don't lose the lesson

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Do Monte Carlo à Grã-fina e ao Vavá…

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Wieslaw Walkuski
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… do Piolho ao Ceuta e ao Majestic, memórias de sítios de desassossego, sugadas no mau tempo provocado pelo cruzamento das linhas médias dos eleitores > consumidores > contribuintes, valores que definem (ou definham) hoje a fasquia da representação.
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Actualizo as leituras dos blogues, depois de uns dias fora nas terras do Sotavento. Do lido, destaquei este texto de PP, disponível no Abrupto, uma síntese do estado de espírito que atravessa em diagonal as dúvidas quanto aos cenários possíveis no futuro, tendo em conta o peso da “canalha” e respectivas qualificações - pedindo para que estas não enfatizem ainda mais o país dos doutores - e a propósito de uma entrevista de Jorge Silva e Melo. Fica um recorte do texto: «(…) Claro que ninguém vai ao teatro, claro que acabaram os cafés (pelo menos em Lisboa), claro que se desertificaram os bairros, claro que acabou a Lisboa dos anos 60, tão íntima como provinciana, onde éramos os absolutos cosmopolitas, exactamente porque os filhos dos deserdados das cheias, os filhos dos operários do Barreiro, os filhos das criadas de servir, os filhos dos emigrantes de Champigny, os filhos da "canalha" anarco-sindicalista e faquista de Alcântara mandam no consumo e o mundo que eles querem é muito diferente. Eles entraram pelos cafés dentro e transformaram-nos em snackbars e em lanchonetes, entraram pelas televisões e querem os reality shows, entraram pela "cultura" e pela política e não querem o que nós queremos, ou melhor, o que nós queríamos por eles.(…)» Neste recorte do texto de Dr. PP resume-se a esforço desnecessário do Ministério da Cultura, num tempo de encruzilhada, de indústrias, de indústrias do entretenimento em Rede que, por recato e nostalgicamente, se classificam de “culturais“.
Agora, enfim, já se começa a falar abertamente sobre os vazios, que crescem a olhos vistos, para nos absorver a todos, sem excepções, nas nossas ingenuidades. Desleixou-se a Democracia «(…) E agora? Queríamos que "eles" tivessem voz e agora que a têm não gostamos de os ouvir (…)». (?)
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