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When you lose, don't lose the lesson

terça-feira, julho 08, 2008

Enfim… tragédias


Tragedy, pormenor de pintura/arte digital abstracta de Karin Kuhlmann

A crise explicada de modo simples, como faz Nicolau Santos no seu blogue no semanário Expresso, no post "O estado da economia mundial ou a tempestade perfeita", também nos diz que vamos padecer durante mais uns três ou quatro anos, considerando a combinação das tendências globais negativas, a que eu não designaria de "tempestade" mas antes de tragédia. Neste contexto de desgraça interna, que nos assolou logo depois do "façam pela vida" de Guterres, iremos ter no futuro, creio, lá para 2012, um momento fugaz de tréguas, que servirá para aqueles que enriquecem em tempo de crise contarem os maços de notas, e os outros, os das novas contas bancárias bem recheadas, que desabrocham com a desgraça dos povos, apertarem ainda mais o ciclo temporal do dinheiro investido, sendo também um tempo para as donas Brancas fazerem ajustamentos dos retornos, reforçando a musculatura dos cobradores de fraque. A folga, porém, será "sol de pouca dura", pelo que recairemos forçosamente na crise interna, tendo em conta o que as obras públicas "à la carte" trazem atracado, de facto grandes benefícios para os portugueses, tal como a perspectiva de nos começarem a aparecer novas facturas lá para o 2014, coisas que qualquer empresário trafulha, ciente de que vive à beira da insolvência, faria sem hesitar, chutando para a frente. Mas como sempre, nós, eleitores/contribuintes e consumidores, suaves, suavezinhos, exercitamos mais uma vez o benefício da dúvida e a tolerância viciosa, presumindo -mal, sublinhe-se - que os novos empréstimo do Estado, para novos negócios do Estado, se multiplicarão em riqueza bem distribuída, crendo ingenuamente que o dinheiro possa vir a saltitar de gaveta em gaveta, com as habituais artimanhas contabilísticas e administrativas, de maneiraa a sobrar uma parte para as políticas sociais, coisa, aliás, subitamente na boca de todos. Acreditemos... enfim, que haverá sobra, apesar da música ser bem cantada, mas já não alegrar.

seta linkBlog Expresso de Nicolau Santos
seta linkFine Art America


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